Felizmente nem todos actuam com o facilitismo de alguns!
Os actuais Governo e Presidente de Câmara apenas têm condições para avançar com esta devolução da zona ribeirinha à cidade e perspectivas de realizar obras pelo muito trabalho desenvolvido pelo PSD, quer na Câmara Municipal como no Governo.
É que às vezes não basta a vontade. É preciso criar as condições!
Ora vejamos alguns (muitos) exemplos.
Quando Santana Lopes chega à CML descobre o POZOR - Plano de Ordenamento da Zona Ribeirinha , na "gaveta" onde foi colocado por João Soares. Esta obsessão pela "gaveta" deve ser genética.
Mas para se avançar com um Plano integrado e que fizesse sentido foi necessário resolver algumas situações.
Recordemos o empreendimento no Braço de Prata, logo embargado por Santana Lopes. mais um dos projectos que avançava sem licenças e com o Presidente de Câmara de então a surgir no video promocional do empreendimento.
Em Alcântara avançavam várias obras sem um plano integrado. Foi necessário o PSD lançar os estudos urbanísticos e elaborar um Plano de Pormenor, entretanto colocado de parte pelo actual executivo.
Também colocado de parte foi o projecto para o nó de Alcântara, que após muito trabalho e reuniões estava consensualizado entre todas as partes interessadas (CML, Governo, APL, REFER, etc.)
Convém lembrar que falar da zona ribeirinha é falar de cerca de 19 kms, entre Pedrouços e o Parque das Nações, passando, obviamente pela Baixa.
Por falar em Baixa, será para esquecer o Plano de Revitalização, desenvolvido e mediatizado por Maria José Nogueira Pinto, em quem o Presidente de então, Carmona Rodrigues, confiou a tarefa?
Após a apresentação deste Plano foi o Governo PS, através de carta, a sugerir a criação de uma empresa, detida a 60% pelo Estado e 40% pelo Município. O Executivo de então aceitou a proposta, pois era preciso avançar! O que temos actualmente? Uma empresa detida totalmente pelo Estado, embora os terrenos agora sejam do Município, e sem Presidente, tendo em conta a saída de José Manuel Júdice!
Já agora, e Maria José Nogueira Pinto? Onde anda? Não havia um convite do actual Presidente da Câmara?
E já que estamos pela Baixa, foquemo-nos no Terreiro do Paço. Foi Carmona Rodrigues que na qualidade de Ministro colocou ordem nas obras do Metro. Eu ainda me recordo daquela "piscina" a céu aberto, felizmente Carmona Rodrigues ordenou o fim desse triste espectáculo.
E ainda como Ministro, Carmona Rodrigues elaborou uma proposta que visava a criação de uma estrutura única de gestão dos 5 grandes Portos portugueses, seguindo um modelo usado em outros países, nomeadamente a vizinha Espanha, e que bons resultados teve. Uma estrutura destas iria permitir uma racionalização de custos, investimentos e objectivos. Iria permitir, por exemplo que não houvesse uma APL a continuar a querer mais contentores em Lisboa, concentrando investimentos no Porto de Setúbal, local com boas acessibilidades e estrategicamente colocado entre Lisboa e Sines e perto do Poceirão.
Não fugindo da Baixa, recorde-se também o Fundo Remanescente do Chiado. Santana Lopes encontrou um Fundo com cerca de 9 milhões de contos (45 milhões de euros), verba que iria reverter para o Ministério das Finanças por inoperância do anterior Executivo. Santana conseguiu na altura recuperar a verba.
E voltando a Pedrouços, recordemos o apoio dado pelo Governo PSD à candidatura da Americas Cup, infelizmente perdida para Valência. Para além do apoio, o Governo não desperdiçou a oportunidade e, após vários anos de anúncios e recuos, as estruturas da Docapesca passaram para o MARL. E perante este trabalho, foi esta a localização escolhida pela Fundação Champalimaud para a construção do seu hospital e centro de investigação.
E não podemos falar de planos integrados para a zona ribeirinha, sem falar da componente Água.
Em 2001 ainda cerca de 30% da cidade descarregava directamente no Rio os seus esgotos.
Foram os executivos PSD (Santana e Carmona) que avançaram com as obras na ETAR de Alcântara e elaboraram o Plano de Drenagem da cidade, que permitiu um total conhecimento da rede existente e a actual monitorização da mesma.
Isto falar do trabalho desenvolvido pelo PSD na e para a Cidade de Lisboa é como as Cerejas ... por agora fiquemos por aqui.
Com tanto trabalho desenvolvido e, principalmente, com tantos nós desembaraçados que vinham dos executivos PS - PCP, já podem fazer anúncios de passagem de gestão de terrenos e de projectos de revitalização.
Entretanto, deixo uma dica de leitura, na edição de ontem do DN.





