Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
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Apetece-me falar do chefe de Governo (eu não escrevi lider, portanto não estou a falar de Miguel Relvas nem de Paulo Portas, estou a falar de Pedro Passos Coelho).

Calhei a reler umas notas sobre o ultimo Conselho Europeu e reavivei a memória sobre a abordagem que o chefe de governo teve em relação a esta reunião.Foi absolutamente cristalino.Transparente mesmo.


Para relembrar, o draft das conclusões do Conselho eram conhecidas há três semanas e tinham forte incidência sobre um Plano para o Crescimento e a nova ideia da União Bancária (nova para o Conselho e a Comissão porque o Parlamento Europeu já a defende desde meados de 2010!). Ora de que é que se lembrou o tal chefe de governo que é amigo do lider do Governo que tira licenciaturas num ano?

Como já sabia o resultado do jogo, considerou que valia a pena fazer uma aposta no vencedor (antecipado) dessa reunião!

Numa atitude de "chico-espertismo" primária, passou para uma proposta de resolução da Assembleia da República aquilo que todos os Governo da UE27 já sabiam que estava em cima da mesa. Brilhante Melga!


Pedro Passos Coelho, que é ainda primeiro-ministro-amigo-do-Relvas de um país em grandes (crescentes) dificuldades económicas/orçamentais/sociais, acha que o que é o mínimo dos minimos como denominador comum num mini-minimo-consenso na Europa é mesmo aquilo de que Portugal precisa!

Nem vale a pena ensaiar uma pretensão, uma ideia, um contributo qualquer para a discussão, por muito marginal ou frugal que seja, porque parece que a Reitora Merkel não vai deixar o pupilo Coelho falar por muito que este levante o braço!

Pior que a sensação de que este Governo não tem ideias/plano/rumo, é a sensação de que nem sequer tentam!

 

Esta postura de inércia militante e passividade extrema, não apenas em relação à crise europeia, mas em relação a todos os problemas do país pode ser cómoda para alguns, mas não é certamente construtiva e augura um péssimo destino a este executivo!

 

Este mesmo chefe de governo (primeiro-ministro caso prefiram a designação) "assinou" um comunicado sobre a ruptura das negociações com o PS (sobre consenso europeu) que foi um exemplo perfeito daquilo que descrevi. Nesse comunicado é explicado que não esteve em causa a divergência sobre o que mais interessava a Portugal mas sim que aquilo o PS propunha não "estava no consenso europeu mais básico"! Como? Pode repetir (sem se rir) por favor?!?!

 

Se era apenas para aparecer à porta da "festa", sem eira nem beira, sem uma nano-ideia ou um micro-projecto, sem a mais elementar molécula de ambição, aguardando apenas pela migalha do consenso mais básico, o que raio foi fazer Passos Coelho a Bruxelas?

 


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