Como se previa, os sociais-democratas chegam ao poder na Dinamarca, apesar de terem obtido, na eleição legislativa de ontem, um dos piores resultados das últimas décadas (chegou a perder votos em relação ao Partido Liberal, no Governo, que ainda obteve mais votos que nas anteriores eleições legislativas). Todavia, devido à subida de outras formações de esquerda, esta torna-se maioritária e pode formar Governo, depois de uma década de domínio de direita na Dinamarca.
No domingo, há mais uma decisiva eleição na Alemanha, com a eleição em Berlim, onde o SPD deve renovar o mandato à frente da capital germânica. Dos resultados importa apurar, além dos números do vencedor, quais os apoios que a CDU e o FDP vão contar. Pode haver mais um forte sinal de reprovação ao Governo de Merkel que começa a abrir muitas brechas, com total falta de sintonia entre os Ministros da CDU e os do FDP.
Por outro lado, em França, na disputa das primárias, que ontem teve o primeiro debate televisivo, não obstante as diferenças entre os seis candidatos, estes não entraram numa lógica de insulto, e preferiram a elevação, dando um sinal de maturidade e confiança ao eleitorado gaulês. Prevê-se que no dia 9 de Outubro cerca de 15% do eleitorado francês, correspondente a 6,5 milhões de pessoas votem (as primárias do PSF são abertas à população, assim, além dos militantes socialistas têm direito a voto os cidadãos que se inscreveram previamente, pagaram 1 €uro e manifestaram, por assinatura, o reconhecimento com as causas do projecto da esquerda socialista).
Se em Espanha o PSOE dificilmente ganhará nas legislativas de Novembro, há, no entanto, uma vaga de fundo na Europa que começa a dar sinais de mudança e regresso da esquerda à liderança na França, Itália e Alemanha.
Os socialistas, sociais-democratas e trabalhistas podem chegar a 2014 como a força maioritária na UE. E a eleição para o Parlamento Europeu pode atestar isso. Veremos!





