Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
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É normal – ou pelo menos era quando a internet se começou a vulgarizar no final dos anos 80 principio dos 90 – que as polícias dos vários países fossem buscar hackers para os ajudar a combater os crimes de fraude “cibernético”. Fazia sentido, os hackers eram tipos extremamente bem preparados, com conhecimentos e capacidades acima da média, e “pensavam” como hackers, ou seja, a ideia era colocar atrás dos criminosos alguém que pensasse como eles.

 

Ora imagino que este seja mais ou menos o racional que levou à escolha de Manuel Frexes, presidente da Câmara Municipal do Fundão, para administrador das Águas de Portugal. De facto, um dos principais problemas das Águas de Portugal prende-se com as dívidas que as autarquias teimam em não pagar. E quem melhor que um grande caloteiro – só a câmara do Fundão deve mais de 7 milhões de euros à AdP – para saber como pensam os outros caloteiros e tentar fazer com que estes paguem as dívidas. Passos Coelho mandou nomear Manuel Frexes para que este faça de cobrador do fraque, porque Manuel Frexes já esteve do lado dos “perseguidos” pelo cobrador e saberá melhor que ninguém antecipar os “truques de fuga” dos caloteiros como ele.

 

 

Nota de pé de página: Também pode ser que se trate de um favor político. Pode ser. Mas Passos Coelho prometeu que não ia para o governo para dar emprego aos amigos e como toda a gente sabe a mentira era um exclusivo do Sócrates.

 

 

 

Também publicado no Vozes de Burros

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
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A primeira eleição primária Republicana, ganha por escassa margem por Mitt Romney, acabou por se traduzir numa boa jornada eleitoral para Barack Obama.

 

O Presidente dos EUA, que neste momento não tem nenhum desgaste interno, devido a ser o único candidato Democrata na corrida à Casa Branca em 2012, continua a ser presenciado com uma campanha Republicana fraca e sem grande mobilização.

 

A vitória de 8 votos de Romney, frente a Santorum, no decisivo estado do Iowa, um swing State, significa mais dificuldades para os Republicanos do que para os Democratas.

 

A campanha continua a ser acompanhada, a par e passo, nos EUA 2012.

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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
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Nenhum Primeiro-Ministro, em Portugal e em Espanha, chegou ao poder com tanta informação e conhecimento do estado do seu país e da realidade que tinha pela frente, como chegaram Passos Coelho e Mariano Rajoy.

 

Com a vasta e pormenorizada informação que tinham, ambos fizeram uma campanha eleitoral cinzenta (é tempo de começarmos a valorizar as campanhas, pois é neste período que se apresentam as propostas que depois, ao longo de uma legislatura devem ser apuradas do seu cumprimento ou não, e se não porquê). Não se comprometeram com muita coisa, a não ser o amor ao seu país, algo que qualquer candidato, em estado de normal lucidez tem, seja de direita ou de esquerda.

 

Nas campanhas que fizeram, tanto o líder do PSD como do PP, ambos prometiam, nas parcas palavras expressas, que não aumentariam os impostos. Passos Coelho, no dia 1 de Abril, mais conhecido como o dia das mentiras, qual coincidência do destino, chegou a dizer a uma rapariga, em Portugal, que cortar os subsídios (Férias e/ou Natal) era uma pura invenção. Escassas semanas, depois de ter assumido a chefia do Governo, a invenção tornou-se realidade.

 

Em Espanha, Mariano Rajoy quase que nem queria fazer campanha, para não se expor muito, ainda assim disse que não subiria os impostos. Ora, poucos dias depois de suceder a Zapatero, Rajoy decreta a subida de impostos.

 

Ambos eram tão hábeis a condenar os Governos socialistas, de Sócrates e Zapatero, mas uma vez encontrados no poder, não só aumentam a pressão fiscal como, pior, começam a desmantelar o Estado Social. Algo que os Governos socialistas peninsulares tudo fizeram para não debilitar.

 

Tudo é feito em articulação com a Chanceler alemã, para cair nas boas graças do Governo alemão, numa total irresponsabilidade. E nem por um único momento tem lugar a questão: o rumo que está a ser seguido é o correcto para o futuro de cada país?

 

É certo que os tempos são difíceis e as medidas de rigor são indispensáveis, porém não podem ser um fim em si mesmo, como defende o Governo alemão.

 

Se há quem ainda tem dúvidas de políticas de esquerda e direita, a crise é um exemplo das diferenças que existem. Enquanto a esquerda assume a austeridade, a direita impõe a asfixia.

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Domingo, 1 de Janeiro de 2012
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As mudanças políticas que vão acontecer este ano serão marcantes para o futuro da década que temos pela frente.

 

A China irá mudar de líder. Hu Jintao vai deixar o poder e Xi Jiping vai ser indicado, neste ano, no Congresso do PC chinês, o próximo Presidente da República Popular da China. Uma mudança que não desviará o rumo do colosso asiático, iniciado no final da década de 70 do século XX por Deng Xiaoping, mas representa um novo salto, nesta fase de liderança mundial dos chineses.

 

Na Rússia, Putin deve renovar o poder, nas eleições presidenciais de Março, porém, como o último mês de Dezembro demonstrou, a popularidade do actual Primeiro-Ministro está em queda. E o passeio de outrora não continuará.

 

Nas Américas, destaque para as eleições presidenciais da Venezuela, México e EUA.

 

Hugo Chávez já teve o seu auge e a imagem de debilidade, associada à doença, da qual ainda não se sabe bem se está completamente restabelecido, a par de fracos resultados da economia, pode causar uma surpresa. O populismo nunca esteve tão vulnerável na pátria de Bolívar, como está actualmente.

 

No México, um dos gigantes mundiais, e ainda pouco entendido como tal, Felipe Calderón colocará um ponto final ao seu mandato, marcante pelo combate que fez aos cartéis de droga. 2012 pode representar o regresso ao poder federal do outrora dominante PRI.

 

Nos EUA, Obama está em condições de revalidar o mandato, mas a tarefa não será tão fácil, mesmo perante um candidato Republicano fraco.

 

Em África, a eleição legislativa angolana será mais um teste à democracia da pátria dos palancas e Eduardo dos Santos, que ainda não disse qual a sua disponibilidade para continuar na presidência do país, nas vésperas da decisão deverá anunciar vontade de continuar.

 

No norte do continente africano, o teste às mudanças radicais iniciadas em 2011 vai continuar. De Marrocos ao Egipto, veremos o despertar de um sistema democrático ou, então, a continuação dos anteriores sistemas e regimes, mas com outros intérpretes e que representam novos riscos regionais com impacto global.

 

No Médio Oriente, as eleições palestinianas deste ano podem ser marcantes e obrigar, como devem, Israel a encetar negociações com a Autoridade Palestiniana, agora que o Hamas demonstra querer guerrear com as palavras, em vez das armas.

 

Na Síria, 2012 deve ser o ano decisivo, da afirmação ou queda do regime de Al-Assad.

 

Na Europa, a eleição do presidente francês será decisiva, para o futuro da França e da UE. UE que terá, neste ano, um grande teste ao €uro. Depois de um ano de aflições e dificuldades, a moeda única estará debaixo de fogo, isto é, ou as lideranças europeias assumem as suas responsabilidades em conjunto e com soluções para todos ou as soluções a cargo de cada nação apenas contribuirão para o fracasso europeu.

 

Em Portugal, deveremos ter mais do mesmo, do que tivemos nos últimos meses e o empenho pelo crescimento estará arredado das preocupações dos nossos governantes.

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