Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
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Deputados estão de férias "para compensar" o que trabalharam no Verão

 

A Presidente da Assembleia da República teve uma abordagem muito infeliz, a propósito desta interrupção dos trabalhos na Assembleia da República. Então os deputados param "para compensar" o que trabalharam?

 

Aos políticos exige-se rigor e aos representantes da Nação, que têm assento na Casa da Democracia, exige-se cumprimento do seu dever.

 

Assunção Esteves devia, por momentos, pensar em que condições vivem e trabalham muitos portugueses, antes de dizer um dislate.

 

É por estas e por outras que se desacredita a já de si mal tratada Política. Exige-se mais, muito mais, à segunda figura do Estado português. Mas não deixa de ser um sinal do estado destes tempos em que vivemos e deste poder, insensível e distante da vida dos portugueses.

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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
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…que o líder partidário que fez da ameaça separatista uma bandeira sempre pronta a atirar contra o Terreiro do Paço, seja ele mesmo o responsável pela maior perda de autonomia que os Madeirense alguma vez viveram após o 25 de Abril.

 

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
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Passos Coelho: Folga orçamental pode chegar aos 3 mil milhões

 

A cada dia que passa fica mais evidente a irresponsabilidade política de Passos Coelho. Antes e durante o processo da votação do Orçamento do Estado, não havia margem, folga, qualquer possibilidade, a não ser: cortes no subsídio de Férias e Natal, cortes na Saúde, cortes na Educação, cortes na Segurança Social, em suma: cortes.

 

Tudo, por causa de uma política europeia, com sentido, na austeridade - é preciso ter regras e disciplina -, mas totalmente irresponsável, como é, actualmente, no que concerne ao crescimento e emprego; pois a direita europeia, com o acólito Passos Coelho a fazer suas as determinações de Angela Merkel, é preciso impor sanções e penalizar os incumpridores, como se em período de recessão, como o que atravessamos, pudéssemos adoptar as mesmas regras de um período de expansão económica. 

 

Há poucos dias, qual novidade - depois do PS ter dito que havia almofadas que permitiam desagravar as condições de milhares de famílias, perante a negação constante do Governo, razão pela qual um dos subsídios não devia ser retirado -, havia uma folga de 2 mil milhões de euros.

 

Ontem, para maior surpresa, pois afinal não é uma almofada, é um travesseiro, há uma margem 3 mil milhões, e o Primeiro-Ministro ainda disse que era necessário poupar mais na Saúde, tudo isto no preciso momento em que se apresenta um aumento brutal nas taxas moderadoras, como se a Saúde fosse uma área irrelevante para a vida de uma sociedade e merecesse um tratamento apenas baseado no lucro. Tudo ao arrepio dos novos desafios contemporâneos, que carecem de uma aposta integrada e concertada de diferentes actores, no qual o Estado tem um papel crucial, para lidar com um conjunto de novas enfermidades que ameaçam a nossa sociedade.  

 

Por este andar, acaba-se com o sector público, taxa-se tudo, por tudo e por nada, e ficamos com as contas em ordem. Porém, um país não são só números, e se este Governo já lida mal com números (não havia margem, mas há folga!), com as pessoas a relação e tratamento das pessoas tende a ser cada vez pior.

 

Passos demonstra nem ter a cura, que dizia ter, nem faz o tratamento, uma vez que conduz o paciente (Portugal) a um estado ainda mais vulnerável, e sem necessidade, como as suas palavras demonstram.

 

 

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Alô, planeta Terra chama Mário Nogueira, 2600 professores vão ficar sem horário!


 


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Um dia, daqui a muitos, muitos anos, depois das loucuras extremistas da religião da austeridade cega levarem ao fim de toda a vida sobre a Terra, quando os humanos sobreviventes tiverem emigrado para um planeta habitável numa galáxia muito muito longínqua....o Correio da Manhã versão Alien ainda continuará a fazer combinações aleatórias e trocadilhos de ocasião entre as palavras Sócrates, Universidade, Face, Cova, Independente, Beira e Freeport! Por muito que as evidências jurídicas ou históricas (nessa altura já "fossilizadas") não demonstrem nada!

É triste, recorda-me um filme, The Fan, com Robert De Niro e Wesley Snipes. Vale a pena ver, o filme claro!

Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011
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La industria de servicios financieros supone el 10% del PIB y un 11,2% de la recaudación fiscal del país. En el ejercicio fiscal 2009-2010 el sector generó tributos por 45.254 millones de euros. La City representa el 36% de la industria financiera de la Unión Europea y Londres es responsable del 60% de las transacciones financieras internacionales de los veintisiete. Pese a ello, para 2014 Reino Unido solo contará con el 10% de los votos en el Parlamento Europeo.

 

Por vezes escapam-nos os dados objectivos e vale a pena não os perder de vista.

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A presidente da Assembleia da República condenou hoje o "modelo soberanista" de "cada um por si" da União Europeia, que está "sem coragem e sem rumo" numa altura em que a pobreza e o desemprego alastram.

 

Até a insupeita Assunção Esteves diz o óbvio, mas infelizmente o Primeiro-Ministro de Portugal não quer ver o óbvio.

Numa UE, liderada por quem tem uma obsessão em sancionar, o nosso Chefe de Governo não se apresenta como defensor do crescimento e do emprego, que tanta falta fazem em Portugal, mas apoiante de quem quer penalizar.

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A pesar de sus posiciones críticas que han dificultado no pocos avances, hay que recordar las contribuciones cruciales de un país que, en palabras del analista Charles Grant, “animó a la UE a mirar hacia afuera y ver la globalización más como oportunidad que como amenaza”. Desde la cooperación al desarrollo hasta el Espacio Europeo de Investigación, muchas de las políticas e iniciativas comunitarias serían muy distintas de como las conocemos sin contribución británica. Sin ella, cuesta imaginar que la UE se hubiese animado a romper monopolios nacionales con poder enorme, como las compañías telefónicas o las aerolíneas de bandera. Sin Gran Bretaña la UE no solo pierde peso militar, académico y financiero, sino también un país que ha demostrado capacidad de innovar en políticas públicas y organización administrativa muy por encima de sus socios continentales. Y ¿en qué posición global quedaría el Espacio Europeo de Educación Superior si le restamos Oxford, Cambridge y el resto de universidades británicas?

 

Agora, que muitos fazem questão de destacar a posição britânica, isolada da UE, vale a pena recordar, como Jordi Vaquer o faz, da importância do Reino Unido na UE.

 

Obviamente, ao Reino Unido também interessa a UE. Como o consolado de 13 anos do Labour demonstrou (entre 1997/2010), o Reino Unido se quer ser uma das forças liderantes do mundo, só o poderá ser na qualidade de Estado da UE. O mesmo se aplica a qualquer gigante europeu que queira afirmar nesta nova era da Humanidade.

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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
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Billionaire and Ex-Minister to Oppose Putin in Russian Presidential Election
“I made a decision, probably the most serious decision in my life: I am going to the presidential election,” Mr. Prohkorov said at a news conference.

 

Mikhail Prokhorov manifestou interesse em candidatar-se à presidência russa, na eleição que se realiza no próximo dia 4 de Março de 2012.

 

O milionário russo, que no ano passado comprou uma equipa de basquetebol nos EUA e começou a sua carreira empresarial a vender calças, tem hoje uma fortuna orçana nos 17,8 mil milhões de dólares.

 

Prokhorov foi Ministro de Putin e acabou por ser despejado da pequena formação satélite do partido de Putin. Agora, que milhares de pessoas saem às ruas, pedindo Democracia na Rússia, depois das eleições legislativas da semana passada, ganhas pelo partido de Putin. Este magnata russo, mais um dos produtos da era pós-soviética, apresenta-se à liderança do gigante eslavo. Resta saber se terá condições, à luz da Lei russa, entenda-se, de Putin, poderá concorrer.

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Apesar de estar em decadência, a França continua a ser um dos gigantes europeus e as próximas presidenciais, de Maio de 2012, vão ser um grande teste à França e à UE. Em causa estão dois projectos políticos claros e distintos: à direita, a continuação da política de austeridade, imposta por Merkel e seguida por Sarkozy; e, à esquerda, uma política apostada no crescimento e no emprego, assumida por François Hollande.

 

Uma disputa vital para a França e a UE.

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Nicolas Sarkozy y Europa tendrán que esperar. Los socialistas franceses no votarán la regla de oro del déficit acordada por los líderes de la Unión Europea, salvo el Reino Unido, en Bruselas. El Partido Socialista (PS) rechaza además de forma global el acuerdo impulsado por Angela Merkel y Nicolas Sarkozy. Sarkozy, “antes de haber aprobado la regla de oro en Bruselas, debería haber consultado con la oposición y no lo hizo”. “Europa se olvida del crecimiento y no habla del papel del Banco Central Europeo. Nosotros creemos que hace falta otra política”

 

Según los socialistas, Sarkozy, lejos de salir reforzado, ha salido más débil y menos creíble del acuerdo de Bruselas: “No ha podido variar en nada la posición de Alemania, ya que en el fondo no tiene su confianza, y se ha plegado en todo a los deseos” de Angela Merkel, analiza Valls.

 

"El problema no es el Reino Unido, sino que un tratado a 26 no se sabe bien lo que es, no existe”

 

Perante o descalabro europeu, que a direita protagoniza e agrava, o PS francês dá uma boa resposta a menos de meio ano das presidenciais gaulesas.

 

Além da falta de respeito institucional de Sarkozy, nem consultou a oposição, o rumo que o PS quer dar à França e à UE não é de penalização, mas de crescimento.

Bons sinais vindos de França!

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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
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Tal como a máxima do antigo jogador inglês de futebol, Gary Lineker, em relação ao jogo de futebol entre selecções e seu desfecho: são 11 contra 11 e no fim ganha sempre a Alemanha, a mesma expressão bem podia ser adoptada em relação ao projecto europeu: são sempre todos a favor menos o Reino Unido.

 

Porém,  a posição reticente de David Cameron até pode ter ajudado a UE. Não porque o Primeiro-Ministro britânico se entusiasme com a UE, bem pelo contrário, mas porque, sem ter esse propósito, David Cameron travou, para já, o controlo férreo a todo o custo, através de um novo Tratado, como pretende a França de Sarkozy e a Alemanha de Merkel. Ainda que tal controlo é bem possível, a concretizar-se o plano a 17 (da zona €uro, mais seis países que se querem associar). 

 

A posição do eixo franco-alemão, neste Conselho Europeu, apenas se baseia na imposição de sanções, controlo férreo e desprovido de solidariedade.

 

A UE precisa, mais do que nunca, de novas lideranças, que concretizem o projecto europeu e não as ambições nacionais, dissociadas da UE, desde logo em França e na Alemanha, grandes impulsionadores, desde 1951, do projecto europeu. E sem os quais não se pode construir esta grande casa europeia. A geografia, primeiro, e a história, depois, são esclarecedoras do porquê. 

Ora, em termos de liderança, David Cameron não se encaixa no grupo e no perfil de novos líderes empenhados na UE, mas como o lugar de Downing Street lhe faz ver, o Reino Unido precisa tanto da UE como a UE dos britânicos. Todavia, a realidade britânica tem especificidades muito próprias e David Cameron, que na oposição sempre foi um dos principais protagonistas a alimentar o eurocépticismo, no Governo sabe, in loco, como a economia das terras de Sua Majestade está mais ligada à UE do que o orgulho nacional britânico tende a negar. E a afirmação do Reino Unido no mundo carece, como a Alemanha e a França, da projecção de 500 milhões de pessoas, em vez dos pouco mais de 60 milhões de pessoas que o Reino Unido tem.

 

Blair já deixara isso evidente no seu consulado, e até mesmo Brown, menos entusiasta do que Blair em relação à UE, assim que passou do número 11 para o 10 de Downing Street constatou como o futuro do Reino Unido passa pela UE e por isso se empenhou, em 2008, como nenhum outro líder europeu a resgatar a UE da crise provocada nos EUA.

Hoje, Cameron enfrenta um cenário muito delicado para o seu mandato. Se conta com um aliado solidário na ligação e defesa da UE, como Nick Clegg e os Libdem, por outro lado, nas fileiras tories Cameron conta com um recrudescimento do eurocepticismo. Depois de há poucos meses ter falhado, no Parlamento de Londres, a pretensão de alguns conservadores obterem a permissão para se fazer um referendo à UE no Reino Unido, o coro, desta vez, devido ao plano de Merkel/Sarkozy, de impulsionar novo Tratado, fez levantar mais tories, reclamando um referendo.


Cameron, em tempo algum, poderia chegar a Londres anunciando um novo Tratado, pois, primeiro, ele não quer as regras apresentadas para o Reino Unido, e segundo, o Tratado seria encarado por muitos, a começar nos conservadores, como a excelente oportunidade para fazer um referendo no Reino Unido. E se o resultado é bem previsível, não menos certa seria a queda do poder de David Cameron.

 

Em suma, este Conselho Europeu fica para a história como um dos mais relevantes, e no meu entender pelas piores razões, e, qual herói acidental, Cameron pode ter defendido, sem querer, a Europa que milhões de europeus ambicionam: de respeito e de dignidade.

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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
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As últimas horas foram esclarecedoras do problema que a União Europeia tem. Nicolas Sarkozy, ontem em Toulon, e Angela Merkel, hoje em Berlim.

 

A UE precisa de ser reformada (Sarkozy) e o falhanço é político (Merkel). Nada mais correcto. Ambos foram precisos e objectivos. E estão certos!

 

Porém, o passo seguinte (ou seja, o anterior a estas declarações), e não dispensa a condição/estatuto de cada um, isto é, Chefe de Estado de França e Presidente do Governo da Alemanha, é que estes dois principais actores da cena europeia em vez de se limitarem a identificar os problemas deviam apresentar a solução, algo que ainda não fizeram, apesar de anunciarem novo encontro de trabalho, segunda-feira, em Paris. 

 

Ora, o que os europeus mais poderiam esperar, deste cavalheiro e desta donzela, a começar nos franceses e nos alemães, seria um discurso como o do discurso do Papa eleito, do filme de Nanni Moretti que está em exibição nas salas de cinema europeu: rezem por nós, mas nós não temos capacidade para assumir esta responsabilidade.

 

Se a UE precisa de ser reformada e houve falha do universo político, de facto, não foi quem conduziu a UE a esta condição, Sarkozy e Merkel, que estão em condições de a sacar da actual situação.

 

Se Sarkozy e Merkel entendessem o que dizem em público e tivessem noção do seu actual cargo, teriam de limitar-se a apresentar a sua incapacidade de lidar com a situação, que ajudaram, e muito, a criar.

 

Como disse muito bem, o líder da bancada do SPD no Bundestag, a Angela Merkel não explicou aos alemães que crise é esta, que de facto é uma grande ameaça ao povo germânico, em termos económicos, laborais e sociais.   

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