Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011
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A cada dia que passa o actual Governo português demonstra uma total irresponsabilidade e grande hipocrisia. E estas palavras não se prendem com considerações, mas com factos.

 

Vejamos:

 

Irresponsabilidade

 

No Verão: 

O Ministério da Economia confirmou hoje que o Governo vai comunicar às empresas de transportes públicos um aumento médio de 15 por cento nos preços dos bilhetes e passes sociais

 

No Outono:

Governo quer encerrar Metro de Lisboa mais cedo à noite

 

Outra irresponsabilidade: 

Secretário de Estado apela a jovens para emigrarem

 

A função de um Secretário de Estado da Juventude é de batalhar por melhores condições dos jovens ou condenar o futuro da Juventude em Portugal? No entender deste Governo, a segunda missão é a mais adequada. Por isso, bem dizem, com toda a convicção, que a Segurança Social, a médio prazo está ameaçada. Assim, é provável que deixe de estar a médio para passar a curto prazo.

 

Um claro sinal de falta de articulação de políticas. Já não bastava a falta de noção do super-Álvaro, que impõe um aumento brutal e, ao mesmo tempo, procura limitar o acesso aos transportes públicos.

   

Hipocrisia

 

Há uns tempos, o CDS acusava:

O eurodeputado do CDS-PP José Ribeiro e Castro acusou hoje o primeiro-ministro português, José Sócrates, de ser "lambe-botas" do presidente venezuelano Hugo Chavez e de prosseguir uma "política externa de cócoras".

 

Hoje, Paulo Portas, o líder do CDS, na sua qualidade de Ministro dos Negócios Estrangeiros:

 

Paulo Portas na Venezuela para "consolidar" comércio

 

Sem esquecer esta pérola. Depois do PSD tanto condenar o Magalhães, vejamos o que é feito: Passos Coelho ´vende` Magalhães de Sócrates.

 

Mas nada disto deve surpreender, como disse, há uns meses, o então líder da oposição, actual Primeiro-Ministro de Portugal: Passos Coelho no WSJ: Medidas do PEC IV "não iam suficientemente longe".

 

E não bastava a má política, sem sentido nem orientação, apenas baseada nos cortes cegos e insensíveis, temos um Primeiro-Ministro português que, no exterior, anda a mendigar, como fez há dois dias, na Cimeira Ibero-Americana, solicitando ao México para, no G20, ajudar a resolver a crise.

 

Uma fonte da delegação portuguesa disse que Passos Coelho pediu ao presidente mexicano, Felipe Calderon, para dizer aos membros do G20, que Washington deveria ajudar a resolver a crise, "estimulando o comércio e também com ajuda financeira".

 

Pelos vistos, Passos Coelho que já esteve nalguns Conselhos Europeus, ainda não percebeu o que aquilo é e o que está lá a fazer, pois além de ter assento, voz e voto, devido à sua função de líder do Governo português, ele bem pode e devia falar com quem tem grandes responsabilidades e, por sinal, até pertence à sua família política: Angela Merkel e Nicolas Sarkozy. Por acaso, pessoas que também têm assento no G20, como o Presidente mexicano.

 

Se é certo que a crise de 2008, teve origem nos EUA, a recessão que está à beira de acontecer, deve-se à UE, por não saber, com os meios que tem ao seu dispor, colocar um fim ao actual e dramático momento para milhões de pessoas, na Europa e no mundo. Sobre isto, Passos Coelho e o seu Governo nem têm a mínima noção.

 

Assim, vamos tendo um Governo irresponsável e sem noção. Em suma, o ideal para o desastre!

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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011
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Nas ruas de Atenas surgiram uns cartazes, apresentando a Chanceler alemã, trajada, numa montagem, de farda nazi, com um símbolo do III Reich adaptado às estrelas da UE.

 

Deste modo, continua o branqueamento do passado, pois esta imagem que se dá de Merkel e, indirectamente, do povo alemão, é de nazis. Então, caso para dizer: o que são os outros povos europeus? Todos eles tiveram o seu regime e ditador. Nós, portugueses, somos todos salazaristas?, os espanhóis franquistas?, os italianos fascistas?, os franceses colobarocionistas?, e por aí fora... E, por outro lado, como se lecciona e percepciona, hoje, o que foi o III Reich, com estas interpretações?

 

O pior de uma comunidade é a sua perda de memória e o não encarar do futuro, como sucede nos dias de hoje.

 

O povo alemão, um dos mais dilacerados da Europa, em parte por sua responsabilidade, e já pagou durante décadas o erro fatal de ter uma liderança maníaca, bem dispensa este género de ataques baixos e sem sentido, até porque, é bom não esquecer, depois da II Guerra Mundial, a Alemanha deu muito à Europa (se não fossem várias lideranças germânicas terem progredido no aprofundamento do projecto europeu muitos países, com a Grécia à cabeça, estariam hoje numa situação muito mais fraca).

 

É certo que a actual liderança alemã tem muita culpa dos problemas que atravessamos, mas não é menor responsabilidade dos países que se encontram em grande dificuldade, particularmente a Grécia, que parece ter feito tudo como deve ser ao longo dos últimos anos. Noto como muitos gregos querem continuar a manter um modelo irresponsável, sem ser sustentável. Isto não é culpa, seguramente, de Merkel.

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La Chine n'aidera pas l'Europe sans contrepartie

 

Hollande avisara ontem, Sarkozy devia estar à espera de uma ajuda humanitária.

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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011
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Peut-on imaginer que si la Chine, par ce biais, venait au secours de la zone euro, elle le ferait sans aucune contrepartie ? Peut-on penser que le fait de se mettre, ne serait-ce qu'en partie, entre les mains de ces nations avec lesquelles nous avons par ailleurs à négocier sur le front monétaire et commercial nous mettra en capacité d'obtenir des résultats positifs pour l'Europe ? Il s'agit là d'une dépendance de fait qui traduit un aveu de faiblesse. Comme je le demande depuis plusieurs mois, la mise en place d'euro-obligations aurait permis à l'Europe elle-même de prendre en main son destin, plutôt que de le confier à d'autres. Sur ce point, Nicolas Sarkozy porte une grave responsabilité, puisque dès le mois d'août dernier, il a renoncé à défendre cette capacité autonome d'agir s'alignant totalement sur la position d'Angela Merkel.

 

François Hollande coloca o dedo na ferida.

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A deal to impose a 50 percent haircut on Greek debt was met with skepticism from the country's conservative opposition on Thursday.

 

Os gregos têm vindo a ser alvo de uma forte pressão, devido a um Governo de direita, que escondeu um enorme buraco nas contas gregas. O novo Governo socialista nem pôde respirar, assim que tomou posse, e teve de meter mãos à obra, para não deixar cair a Grécia na bancarrota e condenar o futuro do país, que em parte já está hipotecado.

 

Ano e meio depois de duríssimas e muito impopulares medidas, que limitam o desenvolvimento da sociedade grega mas vão dando credibilidade à Grécia no exterior, para negociar com os seus parceiros, resultaram, hoje, no perdão de 50% da dívida helénica.

 

Penso que o perdão nunca é desejável, mas neste caso, é um balão de oxigénio e um reconhecimento do trabalho feito nos últimos meses, muito por determinação de Papandreou, e que os gregos merecem. Todavia, quem cavou e escondeu o buraco, a Nova Democracia, agora mostra-se relutante com esta conquista. Como diria um ex-Ministro luso dos Negócios Estrangeiros: é preciso topete.

 

De facto, na Europa, com honrosas excepções, como a luxemburguesa ou a sueca, a direita, no poder ou na oposição, é de uma irresponsabilidade atroz.   

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L'Europe demande l'aide des émergents

Le responsable du Fonds européen de stabilité financière sera dès demain à Pékin.

 

Ao ponto que chegámos, nós (UE), a maior economia do mundo, andar a pedinchar.

 

Em vez de estarmos a criar soluções, andamos a desbaratar as nossas condições. 

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O que resulta da Cimeira Europeia que terminou hoje de madrugada, em termos concretos, face aos problemas da actualidade, é muito pouco. Além do perdão de metade da dívida grega e do destaque da situação vulnerável da banca espanhola pouco mais adiantou. Dir-se-á: aumentou-se o fundo de resgate. Mas o problema continua, pois se Itália reclama um pedido, como é possível, como se responderá, se o Fundo não tem condições para resgatar o gigante transalpino?
 
A Chanceler alemã avisara, assim que chegou a Bruxelas, ontem ao fim da tarde, depois do Parlamento alemão, de manhã, ter aprovado o aumento do fundo de resgate europeu: não se espere muito desta Cimeira. Bem dito e assim feito.
 
Lamentavelmente, continuamos a ser liderados por que não tem noção da dimensão e peso das palavras que profere, e em política como em economia as palavras ditas pelos principais actores valem muito. E, continuamos a estar submetidos ao garrote das regras rígidas, para cumprir metas de um período de prosperidade, algo que não vemos no horizonte das economias europeias.
 
Com estas medidas e as actuais lideranças não iremos sair da rota de queda em que estamos metidos. Ontem pensou-se que se iria tapar o buraco, mas este apenas se disfarçou. Uma coisa é certa, o buraco continua a aumentar, pois ontem ficou claro, a Grécia deixou de ser o problema, passou a um problema, e a Itália é O problema.
 
Em suma, continuamos a cavar o nosso fosso.  
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011
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"Só vamos sair desta situação empobrecendo"

 

Esta afirmação de Passos Coelho revela a sua total pobreza de espírito, garra e vontade como político. Infelizmente, temos um Primeiro-Ministro que se conforma e nada faz para inverter a situação, esquecendo-se que a sua função, à frente do Governo, é batalhar por um País melhor.

 

Como referi aqui, não vi e nem vemos o Primeiro-Ministro multiplicar-se em contactos e trabalho com os seus parceiros europeus e/ou na busca de investimento para Portugal no espaço extra-comunitário. 

 

Esta liderança pobre acaba por querer impor a pobreza a Portugal e, por isso, vamos mesmo empobrecer, porque a tese do ficar pior para um dia, não se sabe quando, melhorar, vigora no actual Executivo.

 

Infelizmente, aquela bandeira lusa na lapela dos governantes e deputados do PSD (o CDS, ao menos, não desceu ao patriotismo bacoco), apenas revela uma prioridade que não têm: Portugal. 

 

Para quem pensa que a Palavra em política vale pouco, este momento revela como tal não corresponde à verdade, pois a Palavra é tradutora de um projecto e o projecto que o PSD tem para Portugal nos últimos anos é claro: tanga e empobreceminto.

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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
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Apetecia-me ir à Fonte di Trevi e lançar uma moeda de €uro, desejando uma Europa decente e forte.

 

Estamos todos suspensos pelo que se passará em Itália, o principal alvo do momento. A não implementação de reformas, como o aumento da idade da reforma para 67 anos, reprovado pela formação de Umberto Bossi - Liga do Norte, que está no Governo de Berlusconi, pode representar mais um agravamento das condições da UE.

 

Os egos e ódios dos principais políticos italianos são outros dos graves problemas neste momento e estamos todos dependentes das birras e agendas pessoais de cada uma das partes, num dos países mais desiguais da UE, com um norte poderosamente rico e um sul atrasado.

 

Segundo algumas fontes do Governo italiano, o Executivo pode estar à beira de cair. Se há algo neste momento que dispensamos é uma crise política (que em Itália é quase o dia-a-dia), a somar à financeira e económica.

 

É de todo desejável a aprovação de novas reformas pelo Governo italiano, sob pena de continuarmos a afundar-nos.

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Estive quase para fazer uma colagem integral do artigo de Paul Krugman de hoje, mas fiz uma selecção do principal e a conclusão do economista é devastadora para nós, europeus, se a situação actual não se inverter.  

 

 

Bueno, a estas alturas, Grecia, donde se inició la crisis, no es más que un triste asunto secundario. El peligro claro y actual proviene más bien de una especie de pánico bancario respecto a Italia, la tercera economía más grande de la zona euro. Los inversores, temiendo una posible suspensión de pagos, están exigiendo tipos de interés altos en la deuda italiana. Y estos tipos de interés elevados, al aumentar la carga del pago de la deuda, hacen que el impago sea más probable.

 

Es un círculo vicioso en el que los temores al impago amenazan con convertirse en una profecía que acaba cumpliéndose. Para salvar el euro, hay que contener esta amenaza. ¿Pero cómo? La respuesta tiene que conllevar la creación de un fondo que, en caso necesario, puede prestar a Italia (y a España, que también está amenazada) el dinero suficiente para que no necesite adquirir préstamos a esos tipos elevados.

 

las diversas propuestas para la creación de dicho fondo siempre requieren, al final, el respaldo de los principales Gobiernos europeos, cuyas promesas a los inversores deben ser creíbles para que el plan funcione. Pero Italia es uno de esos Gobiernos importantes; no puede conseguir un rescate prestándose dinero a sí misma. Y Francia, la segunda economía más grande de la zona euro, se ha mostrado vacilante últimamente, lo que ha hecho surgir el temor de que la creación de un gran fondo de rescate, que en la práctica se sumaría a la deuda francesa, simplemente sirva para añadir a Francia a la lista de países en crisis.

 

Piensen en países como Gran Bretaña, Japón y Estados Unidos, que tienen grandes deudas y déficits pero siguen siendo capaces de adquirir préstamos a intereses bajos. ¿Cuál es su secreto? La respuesta, en gran parte, es que siguen teniendo sus propias monedas y los inversores saben que, en caso de necesidad, podrían financiar sus déficits imprimiendo más moneda. Si el Banco Central Europeo respaldase de un modo similar las deudas europeas, la crisis se suavizaría enormemente.

 

La historia de la Europa de posguerra es profundamente inspiradora. A partir de las ruinas de la guerra, los europeos construyeron un sistema de paz y democracia, y de paso, unas sociedades que, aunque imperfectas -¿qué sociedad no lo es?- son posiblemente las más decentes de la historia de la humanidad.

 

Pero ese logro se ve amenazado porque la élite europea, en su arrogancia, encerró el continente en un sistema monetario que recreaba la rigidez del patrón oro y que -como el patrón oro en los años treinta- se ha convertido en una trampa mortal.

 

A lo mejor los dirigentes europeos dan ahora con un plan de rescate verdaderamente creíble. Eso espero, pero no confío en ello.

 

La amarga verdad es que cada vez da más la impresión de que el sistema del euro está condenado. Y la verdad todavía más amarga es que, dado el modo en que ese sistema se ha estado comportando, a Europa le iría mejor si se hundiese cuanto antes mejor.

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Domingo, 23 de Outubro de 2011
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Morto por ter cão e morto por não ter!

Por vezes esta "pescadinha de rabo na boca" é matreira e insidiosa, mas nalgumas situações é uma justa verdade.

Um lapso substituido por uma aldrabice.Uma bronca trocada por um equivoco.Uma falha ética e moral em alternativa a uma má opção.A sombra dum erro maior não cobre as consequências de um erro menor.Dois falhanços não se juntam para criar um acerto.

É mesmo duma emenda pior que um soneto que estamos a falar!

Se o Ministro Miguel Macedo considerou, legitima e legalmente,que tinha direito ao subsidio de alojamento no valor de 1400€ ,mesmo tendo casa própria em Lisboa, agora mudou de ideias porquê?

Será que perante as dificuldades sentidas pelo povo, em nome dos COLOSSAIS sacrifícios que o seu Governo impõe a quase todos,especialmente que menos têm aos funcionários públicos,mudou de opinião?

Ou será que perante tanto alarido,tanta queixa e reclamação,decidiu fazer que muda de opinião para calar a contestação, minorar estragos na imagem da coligação de Direita e poupar o PM a constrangimentos adicionais?

É com pena que considero, muito sinceramente, ter mais respeito pela sua opinião anterior (errada a meu ver mas legitima de acordo com a Lei e com quem lhe autorizou o pedido de subsídio, o Primeiro Ministro) do que pela maquilhagem improvisada que agora colocou em jeito de máscara de Carnaval de mau gosto na Feira de Vaidades do Fundamentalismo Serôdio Pseudo-Liberal deste Governo.

Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011
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Parlamento britânico vota este mês referendo sobre permanência na UE

Enquanto discutimos o sai e não sai da crise, com esta notícia, a crise pode agravar-se. Como sempre, os tories a cavar o futuro do Reino Unido e da UE.
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
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"El 15-M es emocional, le falta pensamiento"

 

Zygmunt Bauman advierte del peligro de que la indignación termine evaporándose

 

En su parecer, el origen de todos los graves problemas de la crisis actual tiene su principal causa en "la disociación entre las escalas de la economía y de la política".

 

El movimiento crece y crece pero "lo hace a través de la emoción, le falta pensamiento. Con emociones solo, sin pensamiento, no se llega a ninguna parte".

 

O direito à manifestação, à indignação são grandes conquistas da era Democrática que jamais poderão ser colocados em causa. Todavia, nestes tempos, em que por todo o mundo Ocidental milhares de pessoas saem às ruas para manifestar, dado a crise e mal-estar que temos, precisam de uma abordagem mais racional, sob pena, como diz o sociólogo e filósofo polaco, Zigmunt Bauman, diluir-se.

 

O incómodo e o desassossego que todos temos, e  todos temos o direito de manifestar - dentro do Respeito, não do vandalismo e da desordem -, requer de nós uma postura que vá mais além do puro protesto, como sucede nestes dias. Precisamos de procurar soluções, sem as quais a nossa indignação de pouco vale (como refere Bauman, há um desafasamento entre as diversas realidades, desde a organização política nacional, insuficiente, na Europa, para lidar com a realidade mundial, à forma como a sociedade se organiza e reage, actualmente com um grande instrumento: as redes sociais).

 

No nosso caso, considero que sem um aprofundamento do projecto europeu, qualquer Estado, dos 27, a curto, médio ou longo prazo, estará condenado à insignificância no quadro global. 

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Domingo, 16 de Outubro de 2011
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"O PSD acrescenta que não pode estar ao lado de medidas que impõem sacrifícios aos membros mais vulneráveis da sociedade, mas reafirma o apoio inabalável a reformas estruturais, à consolidação orçamental, à redução da divida pública e ao crescimento económico." - Noticia de 21 de Março de 2011

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 "Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) que o Governo desenhou e apresentou a Bruxelas, foi chumbado pela oposição.
Os partidos da oposição rejeitaram esta quarta-feira o Programa de Estabilidade e Crescimento para 2011-2014, depois de cinco horas de debate no plenário da Assembleia da República. 
PCP, Bloco de Esquerda, Os Verdes, CDS e PSD apresentaram todos projectos de resolução ao Parlamento que «rejeita o PEC». Todos foram aprovados com os votos a favor das bancadas da esquerda à direita com excepção do PS, que votou contra mas que não conseguiu impedir o chumbo do documento.
Todos os partidos, com excepção do PSD, propunham também soluções alternativas para o PEC 4, apresentado na Assembleia da República na passada segunda-feira, dia 21, que contaram com os votos favoráveis do Bloco de Esquerda, PCP, Os Verdes e PSD, votos contra da bancada socialista e abstenção do CDS." - noticia de 23 de Março de 2011

 


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É mesmo preciso não ter vergonha, quer de quem agora quer dividir para reinar, suscitando a guerra entre trabalhadores do sector público e privado, quer de quem finge que apenas ALGUMAS COISAS se passaram desde quem FINGE QUE SÓ AGORA DESCOBRIU o "directório do mal" europeu ou os malefícios e perversidades dos excessos resultantes da desregulamentação dos mercados financeiros!

Passos e Cavaco, vocês são o ELO MAIS HIPÓCRITA, ADEUS!

 

Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
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A Comissão Europeia defende que o exercício orçamental de 2011 é "muito exigente" para Portugal porque terá de acomodar num orçamento difícil de consolidação a dívida oculta da Madeira e uma menor actividade que resulta do arrefecimento da economia europeia. Para 2012 pede-se uma "austeridade inteligente" para não prejudicar o crescimento.

 

Não vale a pena o PSD e o CDS apresentarem a tese da vítima ofendida, de que a culpa é da governação do PS. A Comissão Europeia, insuspeita e dominada pelo partido no qual os dois partidos do Governo português têm filiação europeia (o PPE), diz, preto no branco: os desvios de 2011 devem-se à Madeira - o arquipélago governado pelo PSD quase há quatro décadas - e à crise europeia.

 

Por outro lado, é pedida uma "austeridade inteligente". Lamentavelmente, ontem, Passos Coelho apresentou um garrote a milhões de portugueses, colocando entraves ao crescimento económico. 

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Depois da declaração de ontem aos portugueses, Passos Coelho quis deixar a mensagem: fiz tudo para evitar o garrote que o Governo impõe aos portugueses. Porém, Passos não fez tudo como devia ter feito.

 

Não vimos Passos, nos últimos tempos, em périplo pela UE para articular posições, desde logo com a Irlanda, mas também com Espanha, Itália, França e Alemanha, com Rompuy e Barroso. Não vimos Passos, como devia, andar por esse mundo a procurar cativar investimento estrangeiro. Apenas vemos Passos a fazer de contabilista. E, ainda por cima, ao contrário do que anunciara: cortaria as gorduras do Estado, mas ainda não as vimos.

 

Por outro lado, o Ministro dos Negócios Estrangeiros diz, e bem, que vai procurar vender uma boa imagem de Portugal no exterior. Mas da teoria à prática vai uma grande distância. Então Paulo Portas, em vez de se focar nas economias emergentes - e há várias! -, na procura de investimentos, vai para Marrocos, Tunísia e Argélia, países importantes para Portugal, mas que, dada a realidade actual destes Estados não estão nas melhores condições para relações económicas.   

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Isto não pode ser verdade.

 

Simplesmente não pode!

Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011
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O meu décimo terceiro mês de 2012 e 2013 para o BPN, o meu décimo quarto mês de 2012 e 2013 para a Madeira....vai uma Poncha servida em copo de cristal Loureiro?

 

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Enquanto no ensino público a palavra de ordem é cortar e aumentar o número de alunos por turma – agora podem ser 30,  querem-nos fazer acreditar que a dimensão das turmas não influencia a qualidade da aprendizagem – para com os privados a atitude do Governo é outra.  

 

Mesmo em tempo de aperto, aumenta-se a comparticipação do Estado às escolas privadas e garante-se o seu financiamento mesmo a turmas com um mínimo de 12 alunos – o anterior governo tinha definido o limite de 20 para esse efeito.  

 

Alguém escreveu há dias num blog qualquer, que em política o que parece é. E de facto, neste caso, parece mesmo que o governo PSD –CDS está muitíssimo empenhado em dar cabo da escola pública em Portugal.

 

 

Nota: a respeito da política educativa deste governo, vale a pena ler aquele que até há poucos meses não podia abrir a boca sem provocar abundante salivação nalguma direita blogosférica (muitos, nos dias que correm, com belos cargos de assessoria no governo).

 

 

Também publicado no Vozes de Burros

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Uno de los terroristas detenidos, Mansur Arbabsiar, de 56 años y nacionalidad estadounidense, miembro de la fuerza de choque de la Guardia Revolucionaria iraní, estuvo en tres ocasiones en México, en mayo, junio y julio pasados, con la intención de reclutar a miembros del cartel de los Zetas para cometer los atentados y sus movimientos estuvieron vigilados en todo momento durante estos seis meses.

 

Quando Felipe Calderón iniciou o seu mandato, à frente da Presidência do México, em 2007, e tomou os cartéis de droga como alvos a combater, muito foram os críticos da política presidencial.

 

Com os anos, e com combates mais ferozes, feitos ao mesmo tempo que o Presidente procura limpar as Forças de Segurança mexicanas da corrupção que mina a Autoridade, muitos foram os que começaram a acusar Calderón da má política, dados os números de mortes existentes, decorrente da reacção dos cartéis, em especial no norte do México, à política governativa.

 

Infelizmente, muitos não quiseram e há quem ainda não queira ver que a luta que se trava no México tem uma importância de alcance mundial, pois os cartéis mexicanos ameaçam transformar-se, se já não são, organizações mais influentes e fortes que os célebres cartéis de droga colombianos da década de 90.

 

O recente caso, de atentado ao embaixador saudita nos EUA, vem provar como no México se trava uma batalha importante, tanto para os mexicanos, como para a estabilidade mundial. Ignorar estes factos é desprezar a realidade. 

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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011
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O Governo eslovaco*, liderado por Iveta Radicova (direita), tombou, ontem, perante o chumbo, no Parlamento de Bratislava, do fundo de resgate do €uro.

 

Tudo não passou de uma jogada politiqueira interna, tal como sucedera em Portugal aquando do PEC IV.

 

Na UE, as formações políticas, em vez de se comprometerem com o interesse geral preferem responder às suas agendas partidárias. Assim, com este tipo de posturas torna-se mais fundo o buraco em que nos encontramos na UE.

 

Neste momento de profunda crise, e rápidos passos para o descalabro, precisamos de lideranças mais empenhadas com o interesse comum. Mas estas tendem a escassear.

 

Como hoje se relembra, e bem, Jean Monnet:"En situaciones de emergencia, no hay solución cuando los Gobiernos actúan por separado y las opiniones públicas reaccionan por separado ante una misma amenaza cuya inmensidad y cercanía no es posible ignorar".

 

* Infelizmente, em Portugal, temos comentários e análises políticas desprovidas de rigor. Ontem, na SIC N, Ricardo Costa referia-se à Eslováquia como um país em que a única qualidade era vender armas. Já não bastava nas nossas bandas muitos terem dificuldade em distinguir a Eslováquia da Eslovénia, para quem, com responsabilidades públicas - como tem um jornalista, dizer dislates. Talvez fosse do interesse geral saber que hoje, a Eslováquia, país bem atrasado há duas décadas, é hoje uma nação que se apresenta com pujança e melhores condições do que Portugal. Conhecer melhor a composição da UE (de 27 realidades nacionais distintas) é algo que faz falta, desde logo quem produz opinião pública.

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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011
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“(…) Apesar do protagonismo dado ao Twitter de Cavaco Silva, o perfil oficial da Presidência também é mencionado na revista, que é seguido, por exemplo, pela Comissão Europeia e Secretaria de Estado de Comunicação do Governo espanhol. A maior surpresa está nas contas que Belém segue. Para além dos perfis institucionais e outros pessoais, a Presidência também segue duas sex shop.”

 

 

Sábado, 8 de Outubro de 2011
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O assunto é recorrente e recentemente voltou às páginas dos jornais através de dois dos mais inenarráveis políticos deste tubo de ensaio em forma de país, Alberto João Jardim e Isaltino Morais. Um, como é sabido, comprou vitórias eleitorais em barda com dinheiro que não era dele e construiu numa Região Autónoma um poder feudal, com a complacência de inúmeros governos da República, outro meteu-se em esquemas e falcatruas a mais para serem reportados em qualquer texto que eu ambicione escrever em menos de 364 horas. Em comum, não só foram eleitos, como reeleitos vezes sem conta, como ainda são defendidos pelos seus eleitores para lá de qualquer fronteira higienicamente aceitável.

Muitos tentam explicar como isto é possível, eu, como não gosto de os repetir, e como a minha indigência me leva muitas vezes a fugir de explicações complexas, o que tenho a dizer é que estes fenómenos são possíveis porque temos uma atitude futebolística perante o poder local. É incrivel como o mesmo povo que julga na mesa de café qualquer suspeita que se abate sobre qualquer figura pública nacional, e julga sumariamente, sem ver provas, sem dar direito a recurso, e muitas vezes pedindo a pena de morte, quando toda ao político da sua terra tudo é diferente. Não há razão que seja válida, não há argumento que mereça discussão. Os outros são todos ladrões, mentirosos, corruptos e tudo mais o resto, os nossos, até o podem ser, mas como são nossos ai de quem os ataque.

Isto caros(as) leitores(as) é uma reacção tipicamente futebolística, o nosso clube é sempre o melhor e nunca perde por culpa própria. Infelizmente esta irracionalidade saiu do campo do desporto onde é natural (ninguém me tente provar ou convencer que ser Benfiquista não é a maior de todas as virtudes desportivas da galáxia) e contaminou a nossa forma de olhar para os políticos da nossa terra, o que explica a permeabilidade das eleições locais aos discursos mais populistas que se ouvem no país.

O exemplo de Oeiras, da Madeira bem como de outros locais, associado à extinção do IGAL promete tempos perigosos à nossa frente.

Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
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Alberto João Jardim disse ontem -"E uma maioria do PSD na Madeira, é o mesmo partido, não nos podem encostar."    

Mas afinal é o mesmo partido ou não é?Afinal pode-se ou não retirar a confiança politica a AJJ?

É que negar a retirada de confiança politica ao Pres do Gov regional da Madeira alegando ser esta uma estrutura autónoma regional do PSD e depois exibir em campanha que afinal o partido é o mesmo e se podem governar todos os do costume, como é costume, não é sério, não é correcto, não é honesto!

Dizendo agora que é afinal "o mesmo partido",permite a AJJ gritar que "os 30% de funcionários públicos da Madeira e Porto Santo,são direitos adquiridos" e "...não aumento impostos"!É uma brutal mentira que,em cima duma espécie de esquema piramidal de compadrio, faria corar de vergonha o senhor Madoff!

Isto é publicidade enganosa, isto é mentir, isto é burlar, isto é defraudar os eleitores e contribuintes portugueses, isto é viver à tripa forra à custa dos tolinhos do costume.

É o mesmo partido na Madeira e no Continente, ou não?AJJ tem o aval do PSD nacional para continuar a proferir barbaridades selvagens e mentiras grotescas, quando não xenófobas (chineses) ou atentatórias da honra e bom nome até de parceiros de coligação (Teresa Caeiro), ou não?A senda de adjudicações e inaugurações atroz é sancionada pelo actual PM e Governo ou não?!?!?

 

Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011
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Absorto (Eduardo Graça)
Activismo de Sofá (João R. Vasconcelos)
Adeus Lenine
Arrastão
Aspirina B
Banco Corrido (Paulo Pedroso)
Bicho Carpinteiro
Câmara Corporativa
Câmara de Comuns
Cantigueiro
Causa Nossa
Cortex Frontal
Defender o Quadrado (Sofia Loureiro dos Santos)
Der Terrorist (José Simões)
Entre as brumas da memória (Joana Lopes)
Esquerda Republicana
Hoje há conquilhas (Tomás Vasques)
Irmão Lúcia (Pedro Vieira)
Jovem Socialista
Jugular
Ladrões de Bicicletas
Les Canards libertaîres
Léxico Familiar (Pedro Adão e Silva)
Loja de Ideias
Luminária
Machina Speculatrix (Porfírio Silva)
Maia Actual
Mãos Visíveis
Mário Ruivo
Metapolítica (Tiago Barbosa Ribeiro)
Minoria Relativa
O Grande Zoo (Rui Namorado)
O Jumento
O Povo é Sereno
Raiz Política
Rui Tavares
Spectrum
Vias de facto
Vou ali e já venho (André Costa)
Vozes de Burros

Direita

31 da Armada
4R – Quarta República
A Arte da Fuga
A Douta Ignorância
A Origem das Espécies (Francisco José Viegas)
Abrupto (José Pacheco Pereira)
Albergue Espanhol
Alunos do Liberalismo
Blasfémias
Causa Monárquica (Rui Monteiro)
Clube das Repúblicas Mortas (Henrique Raposo)
Corta-fitas
Delito de Opinião
Era uma vez na América
Estado Sentido
Geração Rasca
Herdeiro de Aécio
Macroscópio
Menino Rabino (Marco Moreira)
Mercado de Limões (Tiago Tavares)
Minoria Ruidosa (Miguel Vaz)
O Cachimbo de Magritte
O Diplomata (Alexandre Guerra)
O Insurgente
Ordem Natural (Rui Botelho Rodrigues)
Palavrossavrvs Rex (Joaquim Carlos Santos)
Portugal Contemporâneo
Portugal dos Pequeninos
Psicolaranja
República do Caústico (João Maria Condeixa)
Rua da Judiaria
Suction with Valcheck
União de Facto

Outros

A Baixa do Porto (Tiago Azevedo Fernandes)
A Cidade Deprimente
A Cidade Supreendente
A Terceira Noite
Clube dos Pensadores (Joaquim Jorge)
De Rerum Natura
É tudo gente morta
Horas Extraordinárias (Maria do Rosário Pedreira)
Notas ao Café
O Diplomata
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