Quinta-feira, 31 de Março de 2011
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Cavaco Silva faz uma declaração ao país às 20h...e vai explicar para que é que serve um Presidente da República que custa 20.7 milhões de euros/ano a todos os portugueses. Vai explicar o que ficou por dizer na campanha eleitoral presidencial acerca do BPN, vai esmiuçar o que entende por magistratura de influência, o que recomendou ao PSD, o que ouviu da UE, da OCDE, do FMI, da CIP, dos representantes da banca, dos empresários e dos sindicatos, vai citar Mario Soares, Jorge Sampaio ou Ramalho Eanes.Não?!

Cavaco Silva vai-nos explicar que o seu cargo e o seu orçamento serve para....satisfazer o seu próprio ego, proteger alguns amigos, atacar vários inimigos, usando para isso os recursos de todos os portugueses, espezinhando o próprio partido (PSD) e jogando literalmente o futuro do País na fogueira de vaidades das disputa pessoais que o mesmo alimenta.

Cavaco Silva tem um ódio de estimação ao Primeiro Ministro? Dizem que sim, em nome desse sentimento mesquinho EMPURROU o PSD para um chumbo do PEC 4 insensato, FORÇOU O PSD a eleições para as quais este partido não está preparado, nem máquina, nem programa, nem ideias.

Brilhante Sr Silva!

A meu ver, os resultados eleitorais mais provaveis sugerem que, no dia seguinte ao das eleições legislativas que aparentemente se avizinham, se deva possa questionar a legitimidade e a capacidade do Prof Anibal Cavaco Silva para ocupar a cadeira de Belém sem cair.

Se a Direita (coligada) não conseguir uma maioria absoluta graças a ajuda da extrema esquerda parlamentar, então, deverão todos os responsáveis partidários até agora na oposição e o Sr Presidente da República retirar ilações desse facto. Serão o "elo mais fraco"...adeus!

 

Quarta-feira, 30 de Março de 2011
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Há um antes e um depois do chumbo do PEC pela oposição, sendo especial a responsabilidade do PSD.

 

Antes:

 

O Governo conseguiu uma declaração conjunta da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e dos Chefes de Estado dos países do Euro de apoio ao esforço e à estratégia de Portugal de consolidação das contas públicas, condição essencial para a Cimeira do Euro aprovar, como aprovou, o reforço do Fundo de Estabilidade Financeira e uma maior flexibilização na utilização do mesmo. Sendo que estas decisões da Cimeira do Euro são a única forma de acalmar os ditos mercados, e não o esforço individual de cada estado membro.

 

O Governo conseguiu unir os parceiros sociais num acordo que reune os esforços e o contributo de todas para a promoção da competitividade e do crescimento da nossa economia. O acordo foi assinado no dia anterior ao chumbo do PEC pela oposição.

 

Depois:


PSD escreve aos mercados, em inglês, para assumir compromisso com metas de redução do défice do PEC que entretanto já tinha chumbado, criando a crise política em que vivemos.

 

O rating de Portugal é cortado pelas agências Standard and Poor e Fitch.

 

O rating de vários bancos portugueses é cortado pela Standard and Poor. 

 

Os juros sobem acima dos 9%.

  

Nota: Independentemente das acusações a que se resume cada vez mais o debate político, os factos talvez ajudem a alguma clareza e bom senso. Que cada um assuma as consequências das suas opções. O PS assume as suas e essas estão no antes do chumbo do PEC. Depois do chumbo do PEC são as oposições, desde logo o PSD, quem tem que assumir as consequências.

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Não tenho palavras para classificar as intervenções da oposição, especialmente do PSD, sobre a apreciação parlamentar do Decreto de Lei que estabelece o regime de autorização da despesa inerente aos contratos públicos a celebrar pelo Estado, institutos públicos, autarquias locais, fundações públicas e associações públicas.

 

É lamentável a forma como a oposição faz afirmações que sabe não serem verdade! Este decreto foi aprovado em Conselho de Ministros em Dezembro de 2010, perfeitamente dentro do prazo legal, e limita-se a actualizar os montantes dos limites da despesa autorizada na aquisição de bens e serviços. Estes limites não eram actualizados desde 1999 e a actualização feita pelo Governo respeitou os termos da autorização legislativa aprovada na Assembleia no Orçamento de 2010. Não é por isso, um decreto aprovado à pressa ou às escondidas! É um decreto aprovado dentro do prazo e dos termos legais definidos pela própria Assembleia da República! Decreto que não mexe com nenhum procedimento concursal, nem com a necessidade do visto prévio do Tribunal de Contas.

 

O mais extraordinário neste agendamento potestativo do PSD é que o PSD e o BE querem suspender um decreto de lei que está em linha com uma autorização legislativa aprovada com os votos favoráveis do PSD, do BE e do PS, e da abstenção do CDS e do PCP. De facto não sei que nome dar a este tipo de atitudes!

 

Tudo parece servir para os partidos da oposição aproveitarem da forma mais surreal e demagógica os últimos dias do Parlamento, antes da dissolução da Assembleia. Imaginem que hoje deram entrada na mesa da Assembleia 87 iniciativas legislativas! Foram entregues pelos partidos da oposição, sabendo os mesmos que estas iniciativas não poderão ser discutidas  até ser eleita nova Assembleia!

 

Portugal não precisa disto! Portugal não merece isto!

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"Na sexta-feira, com os votos de toda a oposição, à excepção do deputado do PSD Pacheco Pereira, a Assembleia da República aprovou a revogação do decreto que, em Junho de 2010, regulamentou a avaliação docente. O PS considerou que esta iniciativa pode estar ferida de inconstitucionalidade, uma vez que, segundo argumentou, os decretos regulamentares são da esfera exclusiva do Governo e apelou ao Presidente da República para que envie o diploma para o Tribunal Constitucional.
Se Cavaco ignorar o apelo e promulgar o diploma, dentro de algumas semanas os professores passarão a ser avaliados transitoriamente segundo os procedimentos previstos num despacho de Março de 2010 respeitante à "apreciação intercalar" de desempenho. Neste estabelece-se que a apreciação é feita a pedido do interessado, consistindo na entrega de um relatório de auto-avaliação. Esta é outra das disposições contidas no diploma aprovado sexta-feira pelo Parlamento."

 

Função Pública Unida Jamais será Avaliada....Função Pública Unida Jamais será Avaliada.....Função Pública mais ou menos Unida Jamais será Avaliada.....Função Pública mais ou menos Unida Jamais será Avaliada.....Função Pública qualquer coisa, jamais será alguma coisa..........Função Pública qualquer coisa, jamais será alguma coisa..........Função Pública qualquer coisa, jamais será alguma coisa.....!

Eis a responsabilidade do Partido Sem Direcção pseudo-social democrata! Mau demais para sequer parecer brincadeira!

Terça-feira, 29 de Março de 2011
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O Presidente da República chegou a explicar as questões que emergiram na campanha eleitoral presidencial (BPN, Coelha e afins) e que ele disse que explicaria mais tarde?

O Presidente da República acha que o orçamento (que consome) de que usufrui é um bom investimento?

Ele é mesmo a boa moeda? Será que ajuda a poupar, ajuda a optimizar, apoia a eficiência e a eficácia, é catalisador para a estabilidade, pacificação, concertação e segurança?

Ou será que sem este Presidente as coisas corriam tão mal ou até melhor ainda? Será que este Presidente honra o lugar que ocupa ou coloca em causa a utilidade real da função?

Aplica-se a Lei de Gresham ao actual Presidente da República?

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Segunda-feira, 28 de Março de 2011
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Diz que Godinho ganhou, diz que Bruno vai impugnar, diz que Dias diz que com razão.Margem marginal e residual a separar 2 candidatos.

Pior a emenda que o soneto?Espero que não!

Cenas de pugilato a parte agradeço aos candidatos que perderam que se pronunciem, agradeço ao senhor que disse que o método de contagem teve de ser afinado que "afine a sua explicação", agradeço a quem de direito (e poder) se pronuncie sobre a legalidade do acto eleitoral e o desfasamento (ou não de listagens e resultados)....agradeço também que as promessas comecem mesmo a ser cumpridas.

Parabéns a todos os candidatos, mesmo os que se atropelaram ou engasgaram.

Siga para a frente que o trabalho não se faz sozinho! 

"Eu te amo Sporting" - Jorge Perestrelo, aqui fica o registo da minha saudade e admiração

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Sábado, 26 de Março de 2011
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Portugal enfrenta hoje, por muito que custe a aceitar por muito boa gente (e má também!), o maior desafio da sua história. Consolidada a Independência, expulsos os Mouros, conquistada a Glória, falhado o V Império, perdida a extensão ultramarina da Nação, desperdiçado o ouro e mais um horror de oportunidades, implantados ou experimentados vários regimes, descolonizando e democratizando, mais coisa menos coisa, a Pátria, chegamos ao patamar em que nos encontramos hoje.

Afonso Henriques morreu, D João II e o Marquês do Pombal também e a União Europeia já não se sente nada bem.

O maior português de sempre diz que era de Santa Comba Dão e para cá do Marão mandam os que em Bruxelas estão.

Atrasos tecnológicos a vapor, falta de formação e qualificação à pressão, erros alheios e desperdícios voluntários , auto-estradas a mais e caminhos-de-ferro a menos, barragens com gravuras e bancos com gavetas e sacos azuis. Traumas imperiais, tabus coloniais, defeitos matriciais, cultura ou falta dela.

Camarate’s, BPN’s ou submarinos à parte, temos nem mais nem menos aquilo pelo que lutamos no passado ou construímos no presente. Ou não?

Queríamos mais? Queríamos melhor? Sonhamos mais alto? Ambicionamos chegar mais longe?

Quando? Exactamente quando é que isso aconteceu? Foi um sonho há muito perdido no mar de conforto instalado ou de sobrevivência garantida? Foi um último suspiro no final de um gelado perdido numa infância longínqua? Não sei.

 

 

Dizem que temos o país que merecemos. Que o panorama actual é exactamente reflexo da “sociedade” civil ou civilizada, à rasca ou encavacada. Uma realidade enrascada.

Eu sei que temos muito melhores políticos, em todos os partidos e até fora deles, do que aquilo que “a sociedade” acredita ou é levada a acreditar. O que falta? Coragem?

Os cidadãos, que são também contribuintes e parece que alguns até são eleitores de vez em quando, são culpados ou vitimas? Ou ambos?

As elites, escrevem uns, desgraçaram-nos. Em parte até acredito, mas não chega.

E o resto? Onde esta o resto? É isto tudo o que sobra?

Vinho do Porto em copos do Ikea, CDs da Amália vendidos na feira e vídeos do Eusébio a preto e branco?

Será “sim” a resposta à pergunta “E se isto for o melhor que conseguimos?”

Desculpem-me, não me levem a mal, não me julguem por delito de opinião, mas não acredito, isto está muito, muito longe de ser o melhor que conseguimos…

 

publicado também no Delito de Opinião

Sexta-feira, 25 de Março de 2011
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Pressionados pelas "armas e os barões" assinalados dentro do PSD, empurrados e açoitados pelo Palácio de Belém, os Passos de Coelho parecem levar esta liderança laranja numa "cruzada" que faz lembrar o mito do "suicidio" dos Lemingues.

Quem agradecerá? Cavaco Silva sem dúvida, Morais Sarmento ou Paulo Rangel quem sabe, Rui Rio provavelmente.

Quem lamentará? Dez milhões de portugueses durante anos a fio!

Há quem queira tanto ficar para a História que depois mal consiga "encher" o "espaço duma anedota", como se fosse uma "fava" no "miolo" de um "Bolo-Rei". Assim é Cavaco Silva, para mal dos pecados de Portugal e de Pedro Passos Coelho.

 

 

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"E aprovaram com o apoio do partido, ligeiramente maior,à nossa esquerda..." - Telmo Correia (CDS) na AR,dirigindo-se ao PS e referindo-se ao PSD.O problema entre CDS e PSD é mesmo esse....tamanho. Apenas tamanho?

 

 

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Angela Merkel pediu esta manhã ao líder do PSD para esclarecer como reduzirá o défice. Será que Passos Coelho vai dizer à Chefe de Estado da Alemanha que não responde prque isso seria entrar em politiquices?????

Mas também é notícia a declaração do responsável pela Iniciativa Mais Sociedade, ligada ao PSD. Diz António Carrapatoso que "a despesa em salários e apoios sociais tem de passar dos actuais 35% para 27 a 29%". Para além destes números não serem exactos, fica o sentido das intenções do PSD. Para quem ainda tinha ou tem dúvidas, claro...

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...e, naturalmente, tem de ser sobre José Sócrates

 

Aí, sim! Já é jornalismo...

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Dois altos dirigentes do PSD, Miguel relvas e Carlos Moedas, previram em tom seguro e assertivo que assim que os mercados percebessem que vinha aí um novo governo, e que esse governo seria do PSD, as taxas de juro começariam a descer e que a avaliação de Portugal pelas agências de rating subiria nos próximos meses.

Grande capacidade de avaliação e de previsão! Menos de 24 horas depois do chumbo do PEC pela oposição a Fitch e a Standard and Poors baixaram o rating de Portugal em dois pontos. Qual foi a razão? A crise política provocada pela oposição ao chumbar o PEC. Bem pode o Dr. Passos Coelho dizer que esta decisão não teve nada a ver com o chumbo do PEC, mas o comunicado das agências de rating a justificar a sua decisão é bem claro e liga directamente a baixa do rating ao chumbo do PEC pelas oposições.

Como se isto não bastasse, também em menos de 24 horas depois de chumbar o PEC o Dr. Passos Coelho vai a Bruxelas reafirmar o seu compromisso em cumprir com as metas de redução do défice que estão definidas no PEC que ajudou a chumbar!!!!! Vários dirigentes e Chefes de Estado vieram dizer que o que estava no PEC era para cumprir e que não havia outro caminho!

Percebe-se agora o discurso da Deputada Manuel Ferreira Leite quando disse que discutir as medidas em concreto do PEC era discutir politiquice! Com Manuela Ferreira Leite politiquice passa a ter mais um significado: arte de disfarçar rasteiras para derrubar o governo de José Sócrates.

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A ler em Almeida Poeta Sem Assunto

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So many shoots in the same orange foot.... 

OCDE: O que aconteceu em Portugal foi uma "tragédia" - Angle Gurria - Secretario Geral OCDE

"É o pior momento para eleições"  - António Saraiva - CIP 

“PSD deveria ter aceitado negociar PEC” - Marcelo Rebelo de Sousa - PSD 

Santana lamenta demissão de Sócrates - PSD

Chanceler Angela Merkel elogia as medidas de Portugal e repudia chumbo da AR - UE/Alemanha 

E quem viu e ouviu Pacheco Pereira na Quadratura do Círculo ficou com a sensação nítida de que....já não há mais "pézinho" para dar "tirinho"!

Quinta-feira, 24 de Março de 2011
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PSD propõe revogação da avaliação dos professores, diploma é votado na sexta-feira

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A oposição formou a maioria necessária para mergulhar o País numa crise política, cujas consequências têm tanto de imprevisível como de grave.

Desenganem-se os que analisam esta situação como uma derrota e queda do Governo. O que está em causa não é o PS ou o Governo, o que está em causa é o que esta crise política vai custar financeira, económica e socialmente à vida das portuguesas e dos portugueses.

Um dos dados mais extraordinários do momento que vivemos é o facto de, depois de Portugal ter conseguido contar com o apoio da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e dos Chefes de Estado da Zona Euro, para prosseguir no esforço de ultrapassarmos as dificuldades sem recurso à ajuda externa, Portugal não ter podido contar com o apoio de qualquer partido da oposição para continuarmos a defender os interesses e o esforço de todos os portugueses e portuguesas.

Podemos entretermo-nos a discutir o processo. Se o Governo devia ter falado ao Presidente (ainda que não haja qualquer obrigação legal e institucional), se o Governo devia ter falado com todos os partidos da oposição (tendo o governo falado com o PSD detalhadamente sobre as linhas que iria apresentar). Podemos até ignorar a explicação factual e aceitável para a forma como tudo decorreu, desde logo que o Governo agiu de acordo com o tempo e as  circunstâncias que tinha e que se pode sintetizar no seguinte: entre o importante e o urgente o Governo escolheu o urgente. O urgente foi garantir que o Governo criava as condições necessárias para que a Cimeira do Euro pudesse decidir como decidiu, o aumento e a flexibilização do fundo de estabilidade financeira. Como dizia podemos ignorar tudo, menos uma coisa: os interessesdo País e das pessoas, e são esses e só esses que estão em causa.

A propósito, acaba de se saber que a Fitch cortou o rating português em dois pontos. Onde é que isto vai parar e o que nos vai custar a todos.

Eu faço parte daqueles e daquelas que estão preocupados e angustiados com tudo isto, mas também faço parte daqueles e daquelas que acreditam que o PS e o Governo fizeram o que podiam para evitar o pior e para acima de tudo, Defender Portugal.

 

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Cavaco Silva anunciou este desfecho no seu discurso de tomada de posse.Cavaco Silva desejou e explodiu-lhe o anseio na cara.

A irresponsabilidade crónica e aguda da oposição tanto "cavou" que encontrou o que desejava. Eleições antecipadas e precipitadas, custe o que custar e doa a quem doer. Sem apoio da UE ou do FMI, sem apoio, elogio ou gratidão de Merkel, Juncker, Trichet ou Barroso.Bem pelo contrário.

Julgo que o "mestre Silva" se acantonou irresponsavelmente numa "margem do Tejo", a ele se juntaram todos os "exércitos do eixo da irresponsabilidade", será o seu "Estalinegrado". O canto do cisne das actuais lideranças partidárias do PSD, do CDS, do PCP e do BE.O estertor de morte do mais curto mandato de sempre de qualquer Presidente da República, o segundo de Cavaco Silva.

Nas próximas eleições Legislativas, se o PS vencer ou ficar a poucos pontos do PSD, falhando o PSD e o CDS uma maioria absoluta de Direita mesmo com a conivência da Extrema Esquerda, todos deixam a "cabeça no cepo", perdem a mão e a razão, deixam cair a máscara e a falsa moral.

Ficarão em causa lideranças politicas, serão julgadas e avaliadas decisões graves. Ficará em causa o lugar e a capacidade do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

O Presidente e os partidos da oposição não resistiram ao canto da sereia de um "poder antecipado", dum "orgulho descabido" ou a uma "raiva incomensurável" a José Sócrates. Principalmente Cavaco Silva que forçou empurrou o PSD para este desfecho, por exemplo pela voz da deputada Manuela Ferreira Leite em recente reunião do Grupo Parlamentar do PSD, dando assim a "pupila" as indicações do "reitor"...chumbar o PEC.

Esta visto que o PEC 4 versão laranja é o mesmo mas com aumento de impostos. Esta visto que o PEC 4 versão laranja é o mesmo, em inglês, pelo menos, senão pior para o povo.Crise estúpida e espúria com prejuízo incrível para todo o País!Irresponsabilidade inacreditável que ditará o fim de várias carreiras politicas. Nalguns casos é pena, prometiam...

 

 

 

 

 

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"Estou grata a Sócrates", refere Angela Merkel

Quarta-feira, 23 de Março de 2011
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Estas são notícias de hoje de Espanha:

El déficit público de Portugal, que según los datos del Gobierno de Lisboa cerró 2010 por debajo del 7%, está en riesgo de ser revisado al alza por Bruselas. La razón, que no contabiliza los gastos derivados de la nacionalización del Banco Portugués de Negocios y las aportaciones con dinero del Estado en las empresas de transporte público. Según informan los medios locales, si se suman estas partidas, el dato final podría irse al 8,2% del Producto Interior Bruto del país.

[...]

La denuncia de Bruselas trae a la memoria el caso de Grecia, que mintió a sabiendas en sus cuentas públicas para ocultar un déficit que, finalmente, fue del 15,4% en 2009. Totalmente insostenible.

É por este tipo de mentiras que atravessamos esta crise política e não pela acção ou falta de colaboração da oposição. É por este tipo de mentiras que o senhor se demitiu e não pelas palavras de Cavaco Silva. É por este tipo de mentiras que os mercados, esses que vivem da confiança, se mantêm intransigentes e a aumentar o risco. É também por este tipo de mentiras que espero que não voltem a votar no senhor.

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Uma linha! Uma mísera linha! – É assim que o PSD pretende derrubar o governo do país, eleito há um ano e meio, e em véspera de uma cimeira europeia decisiva.

Pelo meio continuamos sem saber o que pretende Passos Coelho para o futuro do país. Como vai reduzir o défice e ganhar a confiança dos mercados? Sabemos que o quer fazer – todos o querem – pelo lado da despesa, mas a pergunta de um milhão de euros é: Como?

Despedindo funcionários públicos?

Eliminando a chamada “despesa social”? E se sim, qual? Serviço nacional de saúde? Educação?

É que fingir que privatizar a RTP e eliminar Governos Civis resolve os problemas do país não passa de “papas para enganar tolos”.

Para ver o “ponteiro da despesa mexer” verdadeiramente vai ser preciso atacar onde dói: Pessoas e despesa social.

Assim haja coragem para isso.

 

Também publicado no Vozes de Burros

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O poder foi para o Passos Perdido...

 

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Meu caro José Manuel Pureza,

 

isto de apagar a história e de a tentar reescrever com o intuito de poder apontar armas ao PSD ou à direita, na perspectiva de garantir votos para si nas eleições que se aproximam, é um acto de um purismo troskista de que se pode orgulhar. Eu sei que até lhe pode parecer estranho, mas esta crise política não é causada pelas medidas que o FMI impõe. Este governo cai por ter ignorado a crise e lhe ter tardado a responder; por insistir, teimosamente, no projecto do TGV ao mesmo tempo que corta os salários da função pública e estirpa fiscalmente os portugueses; por ter o mais baixo grau de execução de medidas anunciadas, de que assim de repente me lembro, o que abala por completo a confiança que nele se possa depositar; por ter respondido à crise a prestações e a cada PEC que anunciava ter jurado de pés juntos que seria o último - ao que parece Sócrates fazia figas atrás das costas.

 

Aquilo que hoje vivemos resulta de tudo isto e da acção de um primeiro ministro, que desejando ir a eleições, chutou a responsabilidade das SCUTS para cima do PSD provocando este e avançou com um PEC na Europa sem ter ouvido nenhum parceiro social, partido de oposição ou morador de Belém. Estas foram as gotas de água que cairam sobre a mentira, essa sim, a verdadeira razão para esta crise política e a queda do governo. Sim, a mentira!

 

E o senhor, ao dizer isto, também está a mentir. Veja lá não caia, também.

 

também publicado no República do Cáustico

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1º - Amar e louvar o Sr. Silva sobre todas as coisas
2º - Não usar o nome do Sr. Silva em vão
3º - Guardar documentos do BPN fora de garagens e caves
4º - Honrar a Via do Infante e o Bolo Rei
5º - Não "matar" Primeiros Ministros sem recitar a Lei de Gresham
6º - Guardar castidade excepto na atribuição de licenças e perdões fiscais
7º - Não roubar o amigo do amigo sem que o tal amigo diga que sim
8º - Não levantar falsos testemunhos excepto contra bodes expiatórios
9º - Não cobiçar o banco do próximo
10º- Não cobiçar o lugar de "real" líder do PSD porque senão o Pai do Monstro do Défice Zanga-se!
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Cavaco não reagiu a tempo aquilo que induziu, não se dispôs aquilo que propôs, quer mas não quer dar a entender sem explicar, diz que sabe sem saber, faz que não entende nem pode mudar aquilo que construiu, faz que faz mas no fim manda sempre fazer, tem margem para conspirações e pressões mas depois fica sem margem para...passar o RIO pela ponte que CONSTRUIU.

 

 

 

 

 

 

Terça-feira, 22 de Março de 2011
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Cenário: é aprovado um dos anunciados projectos de resolução contra o novo pacote de austeridade. O Governo, por uma vez, cumpre a palavra e retira consequências da votação, apesar de não vinculativa, demitindo-se. O país vai a eleições, talvez lá para Junho. 

A batalha eleitoral acaba por tornar óbvio o que alguns já sabem ser inevitável: um pedido formal de ajuda externa. Uma desculpa conveniente para quem não foi capaz de gerir bem o país e vê em eleições antecipadas um instrumento de vitimização e desculpabilização.

Quem pensa que Sócrates está morto e, por isso, já escolhe a "mobília" dos gabinetes que pensa ocupar, subestima quem já demonstrou ter vida política para além de outras mortes pré-anunciadas.

Chegam as eleições. A campanha é dura. O PSD vence mas sem maioria absoluta. Admitindo que consiga, juntamente com o CDS, alcançar essa maioria absoluta forma uma nova AD. Passa a ter na oposição um grupo parlamentar socialista escolhido por Sócrates. Que pode, mesmo, ter condições políticas e vontade revanchista para continuar como deputado e até, quem sabe, querer liderar a bancada parlamentar na oposição! Alguém falou na utilidade da imunidade parlamentar ? 

Um Governo dito "de direita" passa a ter uma oposição feroz nas ruas. De sindicatos, de classes profissionais, de partidos, de jovens, de menos jovens, da classe baixa, da classe média que ainda resistiu à passagem de Sócrates. As greves, as manifestações, passam agora a ser mais politizadas. O calendário da luta não dá estados de graça ao Governo. As grandes reformas de que o país precisa, apesar da maioria parlamentar, não avançam à velocidade necessária, com o peso das ruas e de um PS ainda aos pés de Sócrates e dos seus seguidores.

Chegamos ao ponto chave: não será fácil, no estado a que chegamos, e pesando o que terá que ser feito para tirar o país do buraco, encontrar as medidas necessárias e o menos penalizadoras possível, quer das pessoas, quer da própria economia, e implementá-las sem um entendimento muito alargado que junte, senão a curto, a médio prazo, PSD, PS e CDS. 

Drama: não é possível fazerem-se acordos com quem não honra a palavra. Passos Coelho ganhou mas a vitória não foi tão esmagadora que Sócrates saia do Parlamento ou de uma liderança que viu renovada em Congresso partidário. Quem é, pois, o interlocutor com quem o PSD deve tentar chegar a um entendimento? Alguém com quem se não pode fazer acordos.

Por vezes os problemas residem nas políticas. Por vezes nas pessoas. Daqui por vinte anos, quando alguém fizer a história destes tempos, não deixará de olhar para o 27 de Setembro de 2009 como o da confirmação de um embuste que Sócrates montou ao país. Com o concurso de quem nele votou preterindo um discurso «feio» mas fiel à realidade do país e das medidas que, então, deviam ter sido tomadas. 

Hoje, a terapêutica necessária é bem mais dura para todos. Não podemos, indefinidamente, continuar a depender do exterior para o nosso financiamento. E, cada vez mais, não parece a dupla Sócrates & Teixeira dos Santos capaz de administrar o tratamento necessário. Por negligência e por erros grosseiros já não inspira qualquer confiança, fora do próprio círculo de fiéis. 

De Belém chegam indicações de que Cavaco não intervirá e respeitará a vontade do Parlamento. Compreende-se. Já não se compreenderá é se nada fizer para, na eventualidade de eleições antecipadas, e num quadro pós-eleitoral, tentar patrocinar um entendimento, o mais alargado possível, para um Governo de Salvação Nacional. 

Depois de uma década perdida em termos de crescimento económico, serão precisos vários anos, para se fazer alguma coisa deste país. Esse tempo será tanto maior, quanto mais longa a existência política de Sócrates. Esse tempo será tanto maior, quanto menor for o número dos "melhores" a ser recrutado para um esforço patriótico conjunto. À atenção do PS, do PSD, de Passos, de Seguro, de Costa... e de Cavaco.

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Parmênides de Eléia, filósofo pré-socrático, situou sua problemática em torno das dualidades ontológicas do Ser. A dualidade, porém, por força de sua perspectiva unitária de Ser, surgem da presença e da ausência de uma entidade. Neste sentido, o frio é apenas a ausência de calor, o não-calor. As trevas são a ausência de luz, a não-luz. Para Parmênides, entretanto, ao contrário do que o pensamento lógico-formal com o qual estamos habituados nos faria supor, a problemática da dualidade leveza/peso revela o peso como ausência, como não-leveza.

A crise seria apenas um não-crescimento, portanto.

contorcer.jpg

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Temos mesmo Presidente da República em Portugal?

E é o mesmo que estava por cá aquando de um tal de Estatuto dos Açores, duma certa cooperação estratégica, dum Casamento entre Pessoas do mesmo Sexo, da fraude cometida com uma noticia falsa no jornal Público cometida (a pedido) pelo seu principal assessor?

Então é o mesmo que foi Ministro das Finanças antes da chegada do FMI na década 80, e o mesmo que era Primeiro Ministro aquando da "pancadaria democrática" na Ponte 25 de Abril e da "chuva libertadora" dos "policias secos e molhados"?

Posso então concluir que é a mesma pessoa que falou num recente discurso de tomada de posse na Assembleia da República e pintou um quadro negro, apontou para o abismo e deu bem entender um culpado concreto, esquecendo todo o contexto, todo o passado e toda a situação internacional envolvente? Que é feito dele pá?!

escutas escutadas

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