Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010
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Um Fantástico e Fabuloso 2011 para todos os leitores.Desejo do fundo do coração um ano muito melhor para a Pátria (pode-se usar este termo sem censura,certo?) do que este que hoje termina.
Além da Saúde, do Sucesso, da Felicidade, da Sorte, desejo-vos motivação, coragem, garra, animo, inspiração, tudo o que vos fizer falta para MUDAR mesmo.....aquilo que querem mesmo MUDAR!

 

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As palavras de Cavaco Silva no debate com Manuel Alegre a propósito da alegada incapacidade da gestão CGD para "recuperar" o imenso buraco deixado pelos amigos no BPN são de uma tal atrocidade, são tão grotescas e tão cinicamente hipócritas que apenas uma "espécie de amostra" de república das bananas, onde um Presidente da República se aguentasse no cargo após ser "apanhado" a manipular informação e a conspirar para montar "cabalas" em capas de jornais, o poderia reeleger por convicção ou falta de opção!

Eu gosto de bananas, mas não suporto que me tentem fazer passar por tolinho!

Também por isto,em 2011 ir-me-ei dedicar a alguns temas que normalmente causam "alergias", Guerra Colonial, Descolonização, Camarate e Fundo das Forças Armadas, Bolama e a venda de armas durante o conflito Irão-Iraque.São temas interessantes que merecem, na minha opinião,atenção. Causaram muito sofrimento a muitos portugueses e uma bela fortuna a uns quantos...indivíduos.

Temos de parar com (a mania) o hábito de meter a sujidade para debaixo do tapete.Os se aspira, ou se varre ou se lava, mas debaixo do tapete, durante muito tempo, começa a cheirar mal!

Muito mal cheira esta "estória" mal contada do BPN.Vir agora Cavaco Silva bater no peito e cobrir-se de cinza, clamando aos céus por vingança na defesa do seu bom nome, gritando ao vento que todos deviam nascer duas vezes para serem tão puros e imaculados quanto ele...suscita-me repulsa!Lamento...

Em vez de nascer duas vezes, alguns deveriam era passar uma eternidade no Purgatório para expiar a culpa do estado a que chegamos depois de tanta incompetência, tanto erro e tanto roubo....

  

 

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Por cá, recomenda-se ao pequeno-almoço o "Para políticos politicamente mais politiqueiros II" pelo Paulo Ferreira e ao almoço o post do Rudolfo de Castro Pimenta Os independentes são perigosos, já dizia Jorge Coelhone.

 

 

Cláudio Carvalho (CC)

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Mas ninguém coloca aos "privados" CapGemini, Accenture e SGG (Deloitte), a questão sobre o que é que fizeram, em termos de trabalho/serviços, que justificasse o "preço cobrado" e que seja compatível com o curriculo, a missão e os valores de cada uma das empresas PRIVADAS?

É só para saber...

 

 

 

 

Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010
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Assistir a noticiários e magazines televisivos dos canais generalistas nos últimos dias do ano é uma experiência deprimente.

 

Ano após ano por esta altura repete-se a mesma fórmula. Revistas do ano; reportagens sobre sugestões onde passar o reveillon em hotéis, restaurantes e praças ao ar livre, ementas, alugueres de roupa e pirotecnia; os saldos e as inevitáveis e interessantíssimas entrevistas a populares na rua e sobretudo as previsões para o ano que vem de astrólogos, tarólogos, bruxos e videntes, médiuns, feiticeiros e outros charlatães repletas de lugares comuns e evidências.

 

Tenta-se a todo o custo ocupar a hora e meia de telejornal com reportagens que de informativo têm muito pouco depois de despacharem as verdadeiras notícias em 30 minutos.

 

Este período é a segunda silly season do ano.

 

Mal posso esperar pelos programas de fim de ano enxertados em reality shows e pela reportagem em directo do foguetório na Austrália.

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O "Ensitel Kaput" ficará mais famoso que a "menina da Kookai"....

 

 

 

 

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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010
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Recomeça…

Se puderes,

Sem angústia e sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro,

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

 

Sísifo, Miguel Torga

 

 

Aos Socialistas ou "assim assim", aos Social Democratas ou "pseudo-qualquer coisa-mais ou menos útil", aos Liberais "com ou sem capa assumidamente corajosos ou antes pelo contrário", aos Conservadores "de algo concreto e definido ou nem por isso", aos Democratas-Cristãos "por hábito ou convicção", aos Comunistas "modernos ou menos ainda", aos Marxistas-Leninistas "tradicionais ou evolucionistas",aos Trotskistas a "sério ou coniventes", aos Republicanos "por amor ou outra coisa qualquer", aos Monárquicos "assumidos ou acomodados", aos Anarquistas "sem saber ou por querer"...uma PERGUNTA  -  De algum fruto querem só metade?

 

 


 

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A sociedade portuguesa, nomeadamente a sociedade de consumo e de informação, anda revoltada com os abusos da empresa Ensitel que, muito pouco inteligentemente diga-se, coagiu uma consumidora a apagar meia dúzia de artigos críticos no seu blogue. Para quem surpreendentemente desconhecer o problema, poderão analisá-lo pelos links em cada uma das palavras precedentes, pelo que abrevio para não alimentar um futuro case-study sobre (mau) marketing e RP.

 

A revolta apresentada é tão surpreendente como exacerbada porque veja-se que, apesar de todo o desbarato de abusos da classe político-partidária dominante (e porque não, também, abusos da alta finança?), nunca observei uma demonstração de descontentamento similar tão espontânea e transversal para com o seio governante e aspirantes a tal. O mesmo povo que enceta um (simples) movimento fortemente agregador e espontâneo como o apresentado é o mesmo que se abstém da crítica, da revolta - não na conotação marxista-leninista do termo - e da participação cívica, começando pela expectável abstenção nas Presidenciais de 23 de Janeiro que nunca será inferior a 40% e acabando no silêncio profundo sobre as políticas traçadas pelos circulos parlamentares dos últimos anos. Assim, não se pode esperar que a classe política se volte a pesar pelos valores e princípios - de que fala aqui o Paulo Ferreira - como no período vintista do século XIX, quando a própria sociedade actual não se pauta por valores morais e princípios dignos. Só o fait-diver, o carpe diem e o consumo pelo consumo interessam nesta sociedade Baudrillardiana, que espera ad eternum um S. Sebastião que trabalhe por elas e lhes mostre o sagrado caminho para o milagre nacional.

 

Seria positivo ver mais movimentos agregadores de cidadãos demonstrando descontentamento (interventivo e construtivo) para com o statu quo. Está na hora de deixar o mero activismo reivindicativo apenas quando somos "atingidos" e deixar a mera "crítica de bancada" e, alternativamente, inundarmos a sociedade civil com participação activa e de forma transversal. O mero activismo sectário não nos levará a lado nenhum: se os estudantes são atingidos abruptamente por cortes na acção social, achamos muito bem porque são todos uma cambada de bêbados (expressão comummente usada); se os polícias têm que pagar integralmente o fardamento e demais material de trabalho e não podem, ainda, ter os mesmos direitos laborais que outro qualquer funcionário público, achamos muito bem porque são todos uma camada de pulhas que só sabem andar à caça à multa; se os bombeiros não recebem, calamos e consentimos; o rendimento social de inserção devia acabar porque são todos "malandros do rendimento mínimo" que não querem trabalhar e o paralelismo podia ser estabelecido para um sem número de outros sectores sociais e profissionais. Alheamo-nos de participar nas causas de terceiros e chegará a uma altura em que estaremos de facto sozinhos para protestar - Als sie mich holten,/gab es keinen mehr, der protestierte - ou já alcançamos esse estado?

 

O alheamento e sectarismo social e profissional que se estende ao político e ideológico é demasiado preocupante; um verdadeiro cancro herdado pela geração seguinte à pós-abrilista. Há que ousar combatê-lo!

 


Cláudio Carvalho (CC)

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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010
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" O País não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo..." - Agustina Bessa-Luis

 

O que é mais difícil? Dizer o que está errado ou o que está certo?Destruir, por em causa, instigar dúvida, desfazer, descredibilizar, identificar erros, apontar falhas?Construir, fazer, liderar pelo exemplo, apontar o que se faz porque está certo, porque é correcto?

Desde quando é que políticos e politicas se justificam "porque está certo", "porque é justo", "porque é um imperativo moral", "porque é verdade", "porque é o caminho ético a tomar"?Ou desde quando é que se deixaram de justificar opções com Valores e Princípios ou com a Ética?

É mais fácil medir e pesar opções e decisões em sondagens e votos, em capas de jornais e directos televisivos, em tweets e posts, em buzz ou positivo ou negativo, em nomeações ou redes?Quanto mede a honra?Quanto pesam os Valores e Princípios?Qual a densidade da Ética?Qual o tempo de vida de um regime?

 

Just thinking....

 

 

 

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Mark Twain sabia do que falava, ou não fosse ele o pai de Tom Sawyer.  Amiúde, a negação transborda os Nilos desta vida e inunda o panorama das diversas sociedades. Normalmente na aurora da tempestade, como aquela que se apresta a aportar no burgo lusitano. Anunciando-se a subida do nível das  águas dos límpidos e cristalinos ribeiros que pontuam o horizonte de Boliqueime, o estadista que nega ser político foge como Mefistófeles do crucifixo no que toca a assumir responsabilidade pela calamitosa situação a que chegou Portugal. País que nunca saiu da crise, mas onde jamais se viu imbróglio de semelhantes proporções aquele que chegará à Portela, mais cedo do que tarde.

 

Eleito por larga maioria, Cavaco Silva sabe que grande parte da sua vantagem competitiva face à (ténue) concorrência reside no semblante austero e protodouto que assume desde os primórdios da sua intervenção política. O sebastianismo que persiste em não largar os genes lusitanos dá o empurrãozinho necessário ao professor, que insiste em abominar a classe política. Onde, naturalmente, não inclui a sua iluminada pessoa. Não obstante as três décadas de ocupação quase permanente de cargos de relevo no panorama político nacional.

 

Caminhando inabalável para a anunciada vitória eleitoral, o segundo filho mais querido de  Boliqueime (depois de Lídia Jorge e ligeiramente à frente de Oliveira Martins) começa a desembrulhar a bandeira de economista reputado e de salvador das finanças públicas nacionais. Familiar a todos os que liam parangonas na década de 20 do século passado. O argumento, imbatível durante a campanha de 2005, tresanda a descaramento e merece o galardão de maior atentado à inteligência dos portugueses. Feito difícil de atingir, até para quem nunca se engana e raramente é assolado pelo espectro da dúvida. Aparentemente, o homem que um dia ousou obrigar meio país a sair da praia para protestar com um tal de Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores não tem as mãos manchadas pela pobreza que atinge, no mínimo, dois milhões de compatriotas.  

 

Escudado convenientemente pelo chavão da cooperação estratégica, o inexistente ocupante de Belém terá atingido o auge da sua presidência quando aludiu à raça lusitana enquanto baluarte da nação. Ilustrativo. A economia e as finanças públicas beneficiaram tanto com a sua magistratura de influência, como os portugueses beneficiaram da sua aura enquanto accionista da SLN. Um país em negação contínua, afundado pela referida maleita, apresta-se a reeleger o grande paladino da receita falhada para o mais alto cargo da nação. Absens heres non erit .

 

Daniel Martins

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Ensitel
Ensitel.
Ensitel.
Ensitel.
Ensitel.
Ensitel.
Ensitel.

 

Via Porfirio Silva no excelente Machina Speculatrix

Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
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Ouço o candidato Fernando Nobre enquanto escrevo estas linhas. A apologia ao seu passado apolítico é uma constante. Aliás este facto é a sua única plataforma de candidatura.

 

O fenómeno dos independentes ou melhor dos políticos não políticos, passo a expressão, não é novo. Há vários exemplos no passado e alguns com resultados desastrosos. Gente que se pretende destacar da classe política como se de coisa pestilenta se tratasse e que no entanto utiliza as máquinas partidárias para concretizar as suas agendas pessoais, muitas das vezes adoptando à posteriori as práticas políticas que diz desprezar.

 

O facto de não se ser filiado num qualquer partido político não faz com que se tenha um ascendente moral sobre aqueles que o são. Ser-se militante de uma estrutura partidária é um acto de cidadania tal como a pertença a uma associação de cariz social, recreativo ou desportivo. A militância politica é e deve ser um acto consciente de alguém que quer participar de um projecto político que oferece ou deverá oferecer soluções para as aflições da comunidade. O facto de haver quem se aproveite de alguma forma a título pessoal não retira mérito ao princípio subjacente. Até porque gente desonesta há em todo o lado.

 

Aquilo que distingue os cidadãos é o seu carácter bem como as suas boas práticas e costumes independentemente de serem possuidores de um qualquer cartão de militante ou não.

 

A experiência tem-nos mostrado que alguns que têm este discurso afinal não fazem falta nenhuma.

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... ou estou a ouvir mal.

 

Defensor Moura disse mesmo que era a favor de taxas de IRS de 60 e 70%? Só faltava o Estado captar 100% dos vencimentos e redistribuí-los...

 

E Fernando Nobre diz que deveria existir uma taxa de IRS de 40%? Conhecerá as tabelas de IRS?

 

Devia haver exames de ingresso para candidaturas à Presidência da República. É que não há desculpa  alguma para estes níveis preocupantes de iliteracia política...

 

 

Cláudio Carvalho (CC)

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Marcelo Rebelo de Sousa não acredita que Cavaco Silva dissolva o Governo "a frio".Nem a frio nem a quente se servirá este "Crepe de Fartar de Vilanagem"!

Mesmo com o "trabalho sujo" nos cafés da Avenida de Roma ou nas redacções, se os sinais/indicadores macroeconómicos e de execução orçamental não derraparem mesmo muito...Cavaco não se vai mexer!

Contando com uns poucos sinais positivos que surjam da UE/BCE/OCDE/FMI ou BdP, tendo em conta aquele "miudo irritante" que o afrontou diversas vezes, um tal de Pedro Passos Coelho, hoje o "homem ao leme" do PSD...Cavaco não se vai mexer!

Apoiará apenas um forte movimento duma "coligação" em sede parlamentar  despoletada por "forte contestação social". Apenas e tão somente.

Aposto o "buraco final" do BPN subtraído dos "activos e fluxos de caixa especiais desaparecidos, transitados e comidos" da SLN nisto que digo!(*)

Como sempre,Cavaco Silva está-se "a marimbar" para Portugal e para o PSD, apenas lhe importa o que a "História" dele dirá...apesar de tudo!!!

 

 

(*) - ou seja, se eu perder a aposta ainda  ganho imenso com os muitos milhões "surripados", vai outra "aposta"?

  

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A Politica de Verdade na versão Laranja, no idioma de Coimbra e Gaia, é um "vou-me por ao fresco" para lançar "o meu delfim" e estar na "pole-position" para a "Chuva de Estrelas"....pode ser que saiam furadas as contas da "Operação Triunfo"!!! 

 

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Domingo, 26 de Dezembro de 2010
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Os dados "leakados" pelo Wikileaks praticamente não contém novidades, e não é preciso pertencer aos quadros do MNEstrangeiros (tão carentes de reestruturação!!!) ou aos Serviços de Informação (tão carentes de pararem de reestruturar!!!), para já ter conhecimento de quase tudo o que tem vindo a ser noticia recentemente.Mais trivialidade menos número, mais boato menos rumor, tudo já era conhecido.Se nos "US of A" quase dois e meio milhões de pessoas, maioritariamente civis, tinham acesso a estes documentos, não se podem classificar exactamente como...um grande segredo.

O que choca realmente....é TODOS terem acesso ao que apenas alguns tinham como ÓBVIO.Isso é que incomoda e por vezes até (enjoa) enoja!

 

"...numa altura em que Camberra já trabalhava nos bastidores com Jacarta para ajudar o executivo indonésio a gerir as consequências do escândalo. Os cinco jornalistas, de nacionalidades australiana, britânica e neozelandesa (Gregory Shackleton, Anthony Stewart, Gary Cunnigham, Malcolm Rennie e Brian Peters), foram mortos em Balibó, Timor-Leste, a 16 de Outubro de 1975."



 

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Cláudio Carvalho (CC)

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Via João Soares...

 

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Sábado, 25 de Dezembro de 2010
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Mais do que os presentes, mais até do que os regressos e as viagens, os sabores e os cheiros, gosto do "valor" do Natal como um "activo intangível".

Mesmo não sendo esta a data real do nascimento de Jesus Cristo julgo é importante comemorá-la e preocupa-me o enfado, a pouca emoção ou sensação, a histeria consumista (mesmo em crise) com que é vivida.

Foi-me mesmo muito dificil arrancar um Feliz Natal a imensa gente, no dia 22, no dia 23 e até no dia 24!Feliz Natal!Mesmo!

 

Acredito que o mais importante que esta "celebração/estividade" nos pode dar são momentos, calor, sentimentos, lembranças e recordações, reanimar ou reavivar Valores e Conceitos, algo bem melhor que o limite do cartão de crédito, os spreads dos empréstimos bancários, as declarações de gente que acha que todos os outros deviam nascer duas vezes para os igualar.....

 

Eu gosto do Natal, como cristão, como português, como filho, como Tomarense, como...como eu.Gosto, ponto.

 

Também por isto gostaria, humildemente, de lembrar a alguns viciados em encher a boca com Bolo Rei ou em regurgitar parvoíces, as palavras da Bíblia, neste caso do Velho Testamento, Zacarias 9,9:

 

"Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei; ele é justo e traz a salvação; ele é humilde e vem montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta."

 

Aproveito para endereçar os parabéns ao Artur Agostinho, que hoje completa 90 anos de vida, um marco da experiência e de recordações que vão escasseando em Portugal. Saborear o dia a dia, aproveitar o tempo enquanto ele existe. Carpe Diem. É o que posso recolher do exemplo deste grande sportinguista.

 

Em dia de Natal, ao jeito de homenagem, prefiro realçar o grande, enorme, fabuloso trabalho do ATL da Galiza, uma instituição de solidariedade no Estoril, que entre vários projectos na Casa Grande da Galiza lançada pela Professora Maria Gaivão, tem uma escolinha de Rugby que é UM BELO EXEMPLO!

Um fantástico projecto, uma modalidade perfeita, gente linda e maravilhosa....

 

Feliz Natal

 

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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
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http://2.bp.blogspot.com/_KITQCROC5uo/S7TMtTPm9_I/AAAAAAAAAD4/pZdCWZjbi_Q/s400/prec.jpg

 

Depois da tirada "Já viu uma criança correr atrás de uma galinha para tirar o pedacito de pão que levava na boca?", Fernando Nobre saiu-se, no debate de ontem frente a Manuel Alegre, com um piscar de olhos ao eleitorado de Francisco Lopes, ao considerar - se não me falha a memória - Vasco Gonçalves como um dos principais consolidadores da nossa democracia. Nobre não tem culpa de cometer gralhas atrás de gralhas, equívocos atrás de equívocos e erros atrás de erros - como ele próprio diz "não é político" e até a sua candidatura terá sido um tremendo equívoco -, mas o que deveria evitar era de fazer passar a néscia figura de educador paternalista e único candidato moral e eticamente capacitado para transmitir bons princípios, costumes e valores. É tão tristemente doloroso ver e ouvir Fernando Nobre colocar-se em bicos de pés, afirmando-se como o detentor da "patente da moral", como ver um qualquer cidadão opositor a Manuel Alegre a considerá-lo de "traidor à pátria". Ambas as posturas revelam desespero e são contra-producentes para com o seu objectivo.

 

Cláudio Carvalho (CC)

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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010
3 comentários

O Zé (o que fazia falta, não o que ainda faz) devia à cautela providenciar para que cenas destas não voltem a acontecer. É que, para os lados de Benfica, parece haver um túnel com uma pendente ainda mais acentuada para o acidente do que o próprio “marquês”, que teima em andar por aí. Desta vez a vítima foi o tratador da águia Vitória. Havia “Luz” ao fundo do túnel mas alguém acabou com um olho negro, e sem uma nota de agradecimento pelas alegrias emprestadas aos sócios do Sport Lisboa, o passaroco espanhol e respectivo tratador, foram postos a correr com a gratidão que caracteriza a já longa história daquela grande instituição.

Diz-se que por Roma (Lázio) ninguém lamenta o acontecimento. Desta vez não houve Salazar que impedisse a transferência da jóia do coroa benfiquista para o futebol italiano, mas curiosamente, vemos mais um símbolo encarnado acabar ao serviço de um símbolos do fascismo  (a aquila laziale).

Ironia ou determinismo histórico?

 

Nuno Félix (NF)

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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010
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Nos últimos tempos tenho andado a pensar sobre este fenómeno da Wikileaks.

 

E agora pergunto: o que é que eu, enquanto cidadão, ganhei em saber da coscuvilhice dos embaixadores? Valeu a pena que no futuro o corpo diplomático ponha em causa a confiança nos seus interlocutores para isto? Em que é que lucrou o Ocidente em saber dos pontos chave da defesa norte-americana? Hipotecou-se a segurança global em nome de quê? Da liberdade de imprensa? Qual imprensa? Estão a falar dos criminosos que piratearam informação privilegiada? Quem é que mandatou estes senhores para serem eles a decidir sobre a prevalência do meu direito de informação sobre o meu direito à segurança? Quem é que está a acobertar estas acções criminosas? E qual será o verdadeiro objectivo desta gente?

 

Serviu para uma coisa que mais ninguém até então tinha dado por isso. Ficamos a saber que Sócrates é um líder carismático para os americanos.

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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010
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Teixeira dos Santos foi ligeiro para o Império do Meio vender títulos de dívida de forma a conseguir mais umas patacas para aguentar por mais uns tempos o nível de vida que não podemos pagar.

 

Portugal necessita de investimento externo como de pão para a boca, é certo. No entanto qualquer decisão deste género não deve ser tomada de ânimo leve. Especialmente quando a contraparte é a China.

 

A China é o país com maiores reservas de divisas no mundo. É credora de 2/3 da dívida externa norte-americana e já controla grande parte dos recursos de África e da Ásia. Oficialmente a sua política externa é de não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados o que a leva a investir no Sudão da mesma forma que investe no Ocidente. No entanto tal não significa que não exerça a sua influência de qualquer modo. Há vários exemplos disso mesmo, desde as questões que concernem ao Tibete ou às Coreias, aos direitos humanos e direitos laborais ou às relações comerciais, bem como a sua cada vez maior tendência hegemónica no Pacífico e no Índico.

 

Já diz o meu Professor César das Neves: "não há almoços grátis". Tenho sérias reservas relativamente às contrapartidas exigidas pelos chineses. O preço a pagar poderá ser demasiado alto para além de que ficarmos nas mãos "controleiras" da China é a última coisa de que precisamos. A prudência aconselha que relativamente a esta matéria explorássemos outras possibilidades; como por exemplo o Brasil, que aliás até já se predispôs a isso.

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A uma esmagadora maioria Carlos Pinto Coelho deixa saudade, é assim com gente boa que faz coisas bem feitas pelas razões certas...

Na Televisão portuguesa deixa um espaço ímpar por preencher, único, invulgar, original, genuíno. Como é costume "por cá", será só agora que lhe darão finalmente o devido crédito e lhe farão a devida homenagem.Mais vale tarde que nunca mas...!

Como sou dado ao mau feitio espero, muito sinceramente,que esta "partida" do Carlos Pinto Coelho deixe algum arrependimento a alguns (poucos) indivíduos....é justo!

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010
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Fica aqui o relatório da segunda visita do FMI a Portugal.

 

 

 

 

 

 

 

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Diz que ontem houve uma espécie de debate sobre as presidenciais. Nada de extraordinário e que não possa ser equiparado a uma discussão corriqueira numa qualquer praça de táxis deste país ou barbearia mais habituada a este tipo de assuntos - sim, porque as barbearias fazem-se pelo tipo de assuntos que tratam e não tanto pela forma como por lá se corta o pêlo -, mas ainda assim foi um debate, uma troca de palavras.

 

Mas também trocaram conceitos. Errados, mas trocaram:

 

O primeiro foi aquele velho conceito de que só quem viu pobreza, a poderá tratar. E quanto mais pobreza tiver visto, melhor será o seu desempenho. Os dois candidatos lá compararam as suas pilinhas mais paupérrimas, tendo-se chegado à conclusão que Fernando Nobre, por ter visto uma criança a correr atrás de uma galinha, não para a comer - veja-se a estupidez! - mas para lhe roubar o pouco alimento que ela levava no bico, era mais merecedor do cargo que o candidato do PCP - de seu nome, de seu nome...ai...aaahh...Francisco Lopes - que tudo o que tinha visto era um rapaz descalço e analfabeto filho de uma família que passava fome em Coimbra.

 

Meus senhores, se fôssemos abraçar esta vossa lógica politicamente correcta, enternecedora e romântica, teríamos já posto etíopes ou rapaziada do Chade a dirigir quase todos os países do mundo, mas, como sabem, tirando a contribuição para a construção de um vosso perfil mais humanista e sensível, essa solução não serve para mais nada! Por isso vejam lá se despem esses fatos com que vos vejo há 30 anos!

 

O segundo conceito, que se tem vindo a tornar cada vez mais banal ao ponto de qualquer dia a política ser a arte do vazio é o do "candidato do sistema". É um rótulo que já extrapolou a política, tendo chegado à bola, mas nem por isso deixa de ser uma tremenda falácia, embora colha cada vez mais simpatias.

Ser-se político, ser-se do "sistema", deveria ser um elogio e não uma arma de arremesso ou um telhado de vidro. Não se devia generalizar, com base no comportamento daqueles que da política retiram dividendos pessoais, abusam do poder ou que da política descartam quaisquer responsabilidades que não sejam louros, ao ponto de transformar o "ser-se político" numa pedra no currículo. Sob pena de um dia destes podermos apenas contar com pára-quedistas apanhados em qualquer esquina e empurrados, justamente por aqueles que se encontram perversamente nas máquinas partidárias e que importa combater.

Fernando Nobre tentou atirar com esta pedra a Chico Lopes. Chico Lopes tentou atirar-lhe com a pedra de volta. Mas nem um, nem outro, foi capaz de pensar que era ao expoente máximo da política que se estavam a candidatar e que, só por isso, lhe deviam algum respeito.

 

Faz, de facto, falta que alguém com tomates e mãos limpas - ah que imagem bonita! - possa dar um murro na mesa e afirmar com convicção que é político, tem um percurso reconhecido e que não está ali para papar grupos!

 

Também publicado no República do Cáustico

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Quem paga manda?Ou tantas vezes o cântaro vai à fonte que lá deixa a asa?

 

"...as reuniões foram organizadas no quadro do Banco de Portugal e abrangeram entidades de vários sectores, incluindo a banca.
Uma das reuniões foi com o presidente do Conselho Económico e Social (CES), Silva Peneda, confirmou o próprio ao PÚBLICO, e envolveu dois representantes do FMI. No entanto, Silva Peneda remeteu eventuais explicações sobre o assunto para o Banco de Portugal.
O Banco de Portugal não participou na reunião com Silva Peneda, mas poderá ter participado noutras.
A missão do FMI, a segunda em mês e meio e que não se sabe se ainda estará no país, era chefiada por um iraniano a viver há alguns anos nos EUA e teve várias reuniões, em Lisboa e noutras localidades, possivelmente no Porto.
A equipa veio directamente de Washington e não envolveu a participação de António Borges, o economista português recentemente indicado para chefiar delegação europeia do Fundo (que abrange uma área que vai de Portugal à Rússia e Turquia)."

 



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Porquê?Para quê?À custa de quem?E em relação a tudo o que se disse e escreveu na altura....ninguém "corrige" nada!?

 

"....o embaixador dos EUA conta, num despacho confidencial, que o seu homólogo lhe pediu sigilo absoluto, afirmando que havia questões em relação ao caso que deveriam ser mantidas em segredo pelos governos britânico e português."

 

 

 

 

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Por acaso não haverá uma Wiki info sobre o BPN ou um Wiki Doc sobre Camarate,quiçá uma Wiki Dica sobre uns negócios publicamente privados ou privadamente públicos em Portugal? Já agora....

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Se um treinador de uma qualquer modalidade desportiva,com tiques de vedeta, consegue sempre ficar com boas equipas, recursos excepcionais, joga nos melhores campeonatos com os melhores jogadores e mesmo assim perde todas as finais...isso é?Incompetência ou o cúmulo do azar?O que é que a justiça tem a ver com o desporto?Tudo, até o discurso das "culpas dos árbitros" e dos "Planos Inclinados"!

 

 

 

 

 

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