Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010
comentar

O mundo toma conhecimento por destacados órgãos da imprensa mundial (The New York Times, The Guardian, El País, Le Monde e Der Spiegel) de milhares de dados produzidos pelos serviços de informação norte-americanos divulgados pela Wikileaks, no seguimento do que já divulgara a propósito do Afeganistão e do Iraque.

 

Das declarações até ao momento, a mais acertada parece-me do Ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Franco Frattini, de que estes dados são "o 11 de Setembro da diplomacia".

 

Mas este romper de situação prende-se mais com o convencionalismo comumente predominante no quotidiano do que com aquilo que efectivamente se passa e é relatado pelos dados.

 

São mostrados, de modo nu e cru, os dados com que as Administrações norte-americanas têm lidado. E de tudo o que tem sido divulgado, só quem não acompanha o mundo se pode escandalizar com o produzido.

 

Putin manda na Rússia? Qual a novidade? Berlusconi dá festas selvagens? Qual a surpresa? Há corrupção na Bulgária? Qual o espanto? Mugabe é louco? Qual é a admiração? Kadhafi usa bottox? Será que o homem passava incólume aos anos? E Merkel é pouco criativa e receia arriscar? O que se passou e acontece na Grécia e Irlanda são resultado do quê, afinal? Os EUA pretendem isolar Chávez na região? E o que faz Chávez em relação aos EUA na região? Será tudo isto uma novidade e que ninguém sabe?

 

É evidente que a pormenorização dos dados, o sal e a pimenta da coisa, tornam o assunto mais “apetitoso” e o espanto tende a surgir, ainda que, objectivamente, em grande parte, nada seja grande novidade, como Netanyahu: um homem bem composto mas que não cumpre com o assumido. Até parece que ele nunca fora Primeiro-Ministro de Israel e não se conhecesse os resultados dos seus anteriores mandatos.

 

Depois, há outros pequenos pormenores, como Bush, que na sua segunda vitória presidencial, não atendeu o telefonema de Zapatero. Coisas que tornam a novela com mais episódios.

 

Todavia, do produzido, o mais surpreendente, não pela posição mas pela veemência, é a da maioria dos Estados árabes, que pretendem o não desenvolvimento do projecto nuclear iraniano, porque é, em primeiro lugar, mais do que uma ameaça para Israel, um grande risco para o mundo sunita.

 

É certo que vivemos por convenções e estas, muita das vezes, vestem-nos demasiados pseudo-moralismos, mas muito do publicado não é novidade, basta estar minimamente atento ao que se passa e perceber o puzzle mundial. Não precisamos, portanto, de nos espantar e fazer de inocentes, ainda que haja algumas passagens com piada, como Putin ser o Batman e Medvedev o Robin.

 

De qualquer forma, é uma machadada na diplomacia norte-americana, por deixar estes dados à mão de semear. Um sinal de vulnerabilidade.

 

Agora, imagine que não produzirão serviços como o russo, o chinês ou o iraniano! Estes sim, dar-nos-iam muitas novidades.

 

Carlos Manuel Castro

Tags:
Sábado, 27 de Novembro de 2010
comentar

 

Em rigoroso exclusivo mundial...o outdoor secreto da campanha de Cavaco Silva!

 

 

 

Tags: ,
Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010
1 comentário

A crise que enfrentamos tem sofrido uma metamorfose imparável.

Começou pela "bolha imobiliária", alastrou-se a todo o sector financeiro, contaminou a economia e a vida das pessoas, ameaçou os Estados e ameaça hoje, seriamente, a União Europeia através da ameaça ao Euro.

Para quem  aterrasse hoje na Terra, vindo de um outro planeta, até pareceria que a origem da crise esteve no mau comportamento dos Estados, e que quem teria que pagar a factura seriam os cidadãos. Quem tiver falta de memória, ou quiser muito, também pode pensar o mesmo, mas está rotundamente enganado e a querer enganar outros!

Esta crise foi-se descontrolando, nos seus efeitos e danos, de uma forma que hoje se assume como assustadora! A imagem que me tem ocorrido nos últimos dias é a daqueles filmes de terror, em que nunca sabemos de onde podem surgir os "espíritos maus", não sabemos que forma têm, mas que sentimos que podemos ser os próximos a ser atacados!

Tudo isto para dizer que as dificuldades que a crise internacional nos impõe, acrescida das nossas fragilidades estruturais e atingindo globalmente a União Europeia, os Estados, as empresas, as familías e cada um de nós, para ser resolvida, tem de contar com o contributo de todos e de cada um. Com diferentes níveis de responsabilidade, certamente, mas todos temos que estar disponíveis para contribuir para ultrapassarmos este pesadelo que teima em persistir.

Um dos problemas que todos identificam é o do nosso endividamento externo. Mas convém lembrar que este endividamento não se refere apenas ao endividamento do Estado, mas também aos das empresas e das famílias. Endividamento, este, que é superior ao do Estado. Ou seja, se alguém tem que mudar de vida, para usar uma expressão popular, somos todos nós. O Estado e os políticos à cabeça, sim. Mas o Estado não é uma entidade abstracta, são todas as pessoas que fazem parte e que estruturam a nossa sociedade.

Por isso não posso aceitar que o debate político passe mais pelo aproveitamento partidário das dificuldades do que pelo debate sério, fundamentado e abrangente sobre o que fazermos. Por isso não posso aceitar, que os grandes grupos económicos do nosso País tentem escapar à sua responsabilidade social fugindo à tributação dos dividendos no próximo ano, de acordo com as regras aprovadas no Orçamento de Estado para 2011. Por isso não posso aceitar que alguns rejeitem o princípio da condição de recursos nas prestações sociais e que escondam rendimentos para não perderem direito a certas prestações. Por isso não posso aceitar que, nalguns momentos, os sindicatos sirvam mais para instigar o ódio do que para construir pontes para a resolução partilhada das dificuldades. Por isso não posso aceitar que todos achemos que é preciso rigor, desde que esse mesmo rigor não implique sacrifícios para nós próprios.

Amanhã a aprovação do orçamento significa um passo na direcção certa. É com essa convicção que votarei favoravelmente. Mas é só um passo, sendo que uma boa parte dos passos que se seguem, ou contam com a disponibilidade e aceitação de cada português e de cada portuguesa ou simplesmente não vamos lá! (usando de novo uma expressão popular).

Já agora, e para terminar, para aqueles que insistem em considerar as medidas deste orçamento intoleráveis e inaceitáveis, digo: olhem para a Irlanda e para as medidas que serão adoptadas! Ou lembrem-se das medidas adoptadas no Reino Unido, na França e até na nossa vizinha Espanha!

 

 

comentar

Qual o maior defeito de Portugal,para além da secular deficiência de formação/qualificação das elites? A inveja!

Inveja dos que são e dos que deixam de ser. Inveja dos que conseguem e dos que não conseguindo lá foram.Inveja dos que nunca foram mas podiam ter ido.Inveja dos que tudo têm e dos que tudo recebem.Inveja dos que tudo conseguem.Inveja dos invejosos.Irra que este é um desequilíbrio da balança emocional nacional e um défice do orçamento genético português que nos esmaga há séculos e agora nos sufoca sem dó nem piedade.


 

‎"Os sete pecados capitais responsáveis pelas injustiças sociais são:
riqueza sem trabalho; prazer ser escrúpulos; conhecimento sem sabedoria;
comércio sem moral; política sem idealismo; religião sem sacrifício e
ciência sem humanismo."

Mahatma Gandhi

Tags: , , , ,
comentar

"Sai um Menu - Kosher de 3 pratos". Um repasto com 1 Farfel ao Forno, 1 Kashe com Varnishkes e 1 Rapu ao Mel, tudo servido com muito vinho Karmiel. Aproveitando a promoção do dia , leva-se para casa três doses de "docinhos",uma de Jaffa, outra de korzhiki e uma de gogol-mogol.

De comer e chorar por mais!

 

 

 

 

 

Tags: ,
Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010
1 comentário

A fiabilidade dos números da Greve Geral, para os cidadãos/eleitores/contribuintes, "soa" à mesma música de muitas discussões politicas nos últimos anos,  cada um a falar  para  seu lado e o Povo a perder a paciência.

Sem acreditar em números, em politicas, em medidas ou em pessoas, o exercício da politica, do direito de voto, de greve ou de manifestação por parte do Povo ou dos seus representantes é mais um (auto) acto de Fé do que a consequência lógica do pleno "usufruto da cidadania" em total liberdade.  

 

Ainda é permitido usar esta palavra com letra grande, "Povo", sem complexos ou traumas? E "Pátria"? Já se voltou a poder utilizar sem fobias, taras ou manias?

É que a frase "O Povo é quem mais ordena" anda pelas ruas da amargura e não adianta culpar este ou aquele, um período ou outro, aquele partido ou o seguinte, uma ala ou uma facção, um lobby ou uma corporação. Todos somos responsáveis, votamos ou não, pagamos impostos ou não, pagamos quotas ou não, depositamos ou levantamos dinheiro, compramos ou contratamos, partimos ou ignoramos, rasgamos ou assinamos, gritamos ou ficamos calados, a culpa é quem então?

 

 

 

"Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes." Abraham Lincoln

 

Tags: , , , ,
Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010
comentar

Quando Sócrates decidiu cortar nos rendimentos à alta burguesia da Administração Pública, considerando como tal todos os que ganhem mais de 1.500 euros brutos, uma autêntica fortuna nos tempos que correm, o primeiro-ministro não deu grandes explicações, exibindo grande sofrimento explicou que esta era a última das medidas que ele decidiria.
Mas, Teixeira dos Santos, um economista reconhecido pelo seus dotes para as contas e previsões económicas, decidiu melhorar a sua imagem e transformou a excepção em exemplo. Afinal, o corte nos vencimentos não foi a última das medidas, como explicou Sócrates com um ar pesaroso, Teixeira dos Santos considerou-a como uma política de exemplo, um exemplo dado pelo Estado para que o sector privado lhe siga o exemplo, assegurando a contenção salarial.
Enfim, Teixeira dos Santos vingou-se de Vieira da Silva, o ministro da Economia deu o dito pelo não dito quanto a ir à pedincha do FMI e o Teixeira dos Santos vingou-se, decidiu entrar pela política salarial sugerindo aos patrões que façam como ele, cortem nos vencimentos dos seus empregados sem lhes dar explicações, mais ainda, aplicando cortes de forma discricionária e sem qualquer negociação.
É este o exemplo miserável que um Teixeira dos Santos desesperado pela queda da sua imagem decidiu dar ao sector privado, um exemplo de desrespeito pelas mais elementares regras da negociação laboral.

 

O Jumento

 

 

Domingo, 21 de Novembro de 2010
comentar

Fui ontem à manif do PCP Anti-NATO na esperança de ganhar um World Press Photo Award baseado naquela ideia de Robert Capa "if a picture is not good enough, you weren't close enough", o que demonstra muito da minha qualidade enquanto fotógrafo que vive à espera que lhe apareça um morteiro à frente da objectiva, já que não tem técnica para mais. Mas não tive essa sorte.

 

Portugal não é capaz de atrair investimento estrangeiro, nem arruaceiros de outras paragens - simplesmente não há quem nos ligue! - pelo que me vi obrigado a fotografar a escassa "prata da casa": quase vinte e dois anarquistas e meio que não se pouparam em trajes e pinturas, mas que, alérgicos a bastonadas na espinha, jamais tentaram a "desobediência civil" que treinam nus diariamente frente ao espelho à saída do banho. Uns meninos, portanto, que hipotecaram o meu prémio.

 

E o pior é que para além deles não havia mais ninguém. Tirando aquela malta de esquerda que parecendo os marchantes de Santo António em dia de ensaio geral, se manifestavam contra tudo e contra todos usando a NATO como artificio. Havia-os para todos os gostos: manifestantes contra touradas que a NATO patrocina, seres estéricos que, avenida acima, avenida abaixo, culpabilizavam a NATO pela cauda cor-de-rosa que lhes saía das calças, mulheres contra o tráfico de outras mulheres, que como é sabido, mundialmente, é culpa directa da NATO. E sindicatos, muitos sindicatos da CGTP, que apelavam à greve geral, presumo eu, contra a NATO, essa instituição capitalista de má índole e mais-não-sei-o-quê que a constituição não permite.

 

E todos eles gritavam palavras de ordem com imenso sentido. Provas? Deixo-vos a fotografia lá em cima. Todos nós sabemos que se não fosse pela guerra, o Sul de Portugal, nomeadamente o Algarve, tinha todas as condições para o Turismo. Valha-nos sindicatos destes que não dormem um segundo que seja e que lutam tanto por nós! Um dia Albufeira viverá em paz, reerguer-se-á dos escombros e os portugueses poderão vendê-la aos ingleses.

 

Depois de ontem fiquei com a certeza que há figurantes profissionais que vão ao programa do Goucha e depois há estes.

Tags: , , , , ,
Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010
comentar

Anteontem na Baixa o ambiente era estranho. Gente por todo o lado. A esmagadora maioria jovens. Novos, muito novos. Enchiam as esplanadas, os passeios, as soleiras das portas dos prédios. O ambiente em pesado. O clima não ajudava. Malabaristas aqui e acolá. Cheiro a erva no ar.

 

Ao fundo começam a rufar tambores. O ruído vai aumentando à medida que se aproxima. Ouvem-se palavras de ordem ao megafone. Surge uma amálgama de malta andrajosa. O circo desceu à cidade.

 

A NATO para esta gente representa tudo o que vai mal no mundo. Ainda que muitos deles tão pouco saibam porquê. Para os agitadores e doutrinados significa o capitalismo desenfreado; a exploração das sociedades; o homem, lobo do homem; um anacronismo histórico; o militarismo; a guerra; o Afeganistão.

 

Aqueles manifestantes estavam ali por causa da NATO todavia não pelos motivos que pensam. Estavam ali porque o seu escudo protector permitiu o investimento financeiro europeu no Estado Social em detrimento da defesa e consequentemente terem um melhor nível de vida que os seus pais e avós que lhes permite terem disponibilidade económica e de tempo para ajuntamentos pífios; porque a NATO representa a vitória dos direitos, liberdades e garantias sobre o totalitarismo vermelho; porque a NATO permitiu que vingasse um projecto europeu sendo este um espaço de liberdade de expressão, de consciência e de manifestação. Estavam ali porque a NATO existiu e existe, adaptada aos novos tipos de ameaças.

 

Infelizmente a memória é curta e a ignorância pueril, enorme.

Tags:
Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010
comentar

Acho útil assumir algumas premissas muito simples no que toca ao actual momento politico.A crise domina todas as atenções desde que não jogue a selecção nacional de futebol,  o benfica jogue com outro clube qualquer, o presidente do FCP não tenha uma tirada genial ou alguém queira cortar ruas e estradas ou conceder tolerâncias de ponto.

A este quadro acresce o momento de angústia generalizada transmitida quer pela situação económica, quer pela instabilidade politica.Muitos políticos e comentadores profissionais são peritos em passar sinais de intranquilidade. Animar e motivar provou ser sempre uma tarefa mais difícil, muito mais exigente.

Nesta conjuntura  tão mau como ter de aprovar um Orçamento de Estado é ter que passar por umas eleições presidenciais que nada resolvem, não apaixonam ninguém nem ajudam nada. Calendário a cumprir e dinheiro para gastar, é assim que o cidadão/contribuinte/eleitor vê este sufrágio.

Nenhum candidato desperta grande chama. Nenhum candidato conseguiu estimular multidões e alcançar os corações dos portugueses.

Porquê? Será que o problema reside nos poderes do cargo em disputa, o de Presidente da República?

Talvez, mas não creio que seja a razão mais relevante. O "lugar" tem sido "moldado" por quem o ocupa, imprimindo-lhe um cunho e um estilo pessoal que tem, até agora, dignificado o cargo. Até chegar Cavaco Silva.

Com Cavaco Silva baixou o nível de exigência moral e ética. Diminuiu o patamar mínimo de competências.Foi reduzida a bitola das expectativas para níveis quase residuais.Agora apenas interessa se ele pode ou não derrubar algum Governo, se o faz mesmo e se se continua a servir do PSD ou se remete à esfera das suas competências constitucionalmente definidas.

É pífio. É pouco para o Regime, muito pouco para as necessidades da politica portuguesa. Cavaco Silva mal provoca um esgar de sorriso à direita do PS enquanto provoca arrepios em vários sectores do PSD e do CDS. Enjoa violentamente o eleitorado à esquerda do PS não sendo visto com bons olhos por nenhum sector do PS.

A imagem cinzenta de moral antiga e virtude passada foi substituída por um silêncio comprometido em volta de chagas e furúnculos, de histórias e tramas, esquemas e mentiras.

Diz-se no entanto que vai ganhar com "conforto". O que é que isso diz do estado da Nação ou da relação dos portugueses com a Politica?

 

Tags: , ,
Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010
comentar

Para um país como Portugal, o novo modelo de governação económica da Europa acarreta duas “ameaças” primordiais:

 

 

1- Uma subalternização do papel do Parlamento Nacional enquanto palco até agora primordial de definição das grandes linhas estratégicas para o país, na medida em que passarão a ser emanadas dos Conselhos Europeus as grandes linhas estratégicas em termos de política, as quais deverão orientar a feitura dos orçamentos nacionais;

 

2- Um aprofundamento das medidas que até agora existiam ao nível dos procedimentos por défice excessivo até ao ponto de poderem ser aprovadas sanções, o que para um país que na última década tem visto sistematicamente em causa o equilíbrio das contas públicas traz preocupações.

 

 

Poderemos também identificar “oportunidades”:

 

 

1- As “incitações à conformidade” previstas em termos de cumprimento do limite de défice estipulado, nomeadamente as que se referem à redução automática da contribuição para o Orçamento Europeu dos países que não têm défice excessivo podem constituir um estímulo pela positiva na prossecução do equilíbrio das contas públicas;

 

2- Para um país que tem tido capacidade de fazer sacrifícios para cumprir critérios rigorosos, como os do acesso à CEE ou os da adesão à moeda única, mas que, por vezes, tem revelado algum laxismo na gestão das suas contas públicas, a existência de regras e critérios exigentes em matéria de supervisão económica e orçamental, se por um lado é negativa, por outro pode trazer maior responsabilidade;

 

3- Se o Parlamento adoptar uma postura mais proactiva e houver receptividade do Governo para uma interacção mais estreita no que se refere aos assuntos da governação económico-financeira nacional e europeia, a Assembleia da República poderá, ainda assim, reduzir a subalternização a que o novo modelo de governação económica da Europa tendencialmente a vota.

 

 

Feitas estas considerações, importa dizer que há desequilíbrios de natureza externa cujo controlo vai para além daquilo que são as políticas de curto/médio prazo de um país.

Nessa perspectiva, uma eventual aplicação de sanções por desequilíbrios macroeconómicos que vão para além daquilo que, num prazo razoável, os Estados podem conseguir, pode causar constrangimentos graves.

 

 

Não quero com isto dizer que a União Económica e Monetária não deva aprofundar mecanismos de governação económica que lhe permitam evitar efeitos de contágio de um Estado-Membro para outro ou para a própria economia da União.

Mais, parece-me até positivo, que nas análises às economias dos Estados, até agora excessivamente centradas nos défices orçamentais, se possam avaliar outros parâmetros desde que os indicadores sejam suficientemente bem ponderados e adequados às realidades de cada um. Não será por certo de valorizar da mesma forma um défice conjuntural versus um défice estrutural.

 

 

Por outro lado, seria interessante que as discussões em torno da criação de um Fundo Monetário Europeu fossem mais longe. Julgo que um mecanismo permanente de resolução das crises na zona Euro seria importante para a União, numa óptica de auxílio em situação de crise e de intervenção mais ágil e independente.  

 

 

Para além destes pontos, continua a faltar a perspectiva clara de que a correcção dos desequilíbrios macroeconómicos dos diversos Estados-Membros deve ser um instrumento e não um fim em si mesmo.

Para o projecto Europeu evoluir é necessário que os princípios que estiveram subjacentes ao processo de construção de uma comunidade económica não sejam secundarizados em função dos interesses particulares deste ou daquele Estado.

 

 

É fundamental a ponderação das diversas variáveis na tomada de decisões e sobretudo a assunção de que estas medidas de supervisão macroeconómica e a aplicação de sanções só se justificam se vierem permitir a adopção de políticas contra-cíclicas em caso de conjunturas económicas internacionais difíceis.

Essa visão, de que as medidas de supervisão macroeconómica devem ser um instrumento de coesão da comunidade mas não um fim, não parece infelizmente retirar-se deste processo.

 

 

Quase como se o “Franco” mas sobretudo o “Marco”, de uma vez por todas, se “cansassem” de aguardar serenamente pelo aprofundamento do Euro.

 

 

E nós por cá?

Nós por cá deveríamos ter a consciência das dificuldades, fazer o que está por fazer e ter presente que a alternativa ao Euro seria para nós bem mais penosa que o cumprimento de regras.

Sem que isto queira dizer que se deve aceitar o que nos propõem sem discutir ou tentar melhorar o que vai estando em cima da mesa.

Tags: , , , , , ,
Terça-feira, 16 de Novembro de 2010
1 comentário

Por estes dias a rapaziada do Bloco de Esquerda deve andar num excitex total. Não é todos os dias que à cadeira de "Desobediência Civil", leccionada anualmente nos encontros bloquistas, se faz uma visita de estudo. E sexta-feira promete.

 

Já os consigo ver no autocarro a caminho da Expo com Fernando Rosas na cadeira da frente no papel de professor liberal que, querendo disfarçar os brancos e cachimbo ultrapassado, fala com bués 'tás a ver? e só fica contente quando os putos lhe cobiçam o intelecto e dizem que o Stôr é um bacano! Ao lado, o Director da escola, Francisco Louçã, que só atura estas parvoíces para poder manter o lugar que tanto lhe custou em alcançar, é considerado pelos alunos o "Guevara" dos cotas, enquanto que para os colegas é mais um prick dos grandes. Sonha um dia poder ser o candidato presidencial da esquerda e atingir o escalão máximo, para depois se reformar e escrever um livro sobre a revolução que nunca fez, nem quis fazer. Lá atrás, mesmo na última fila, o repetente da turma, o rufia de serviço, Daniel Oliveira, vai chamando as miúdas para verem o que é uma ganza que roubou ao irmão mais velho, na esperança de com elas se afiambrar a seguir.

 

O fumo lá dentro vai alto e o humor crescente. No chão rebolam cocktails molotov feitos de mijo de gato, qu'isto de meter gasolina pode ser perigoso. "Ainda uma merda daquelas explode e magoa alguém e isso a malta não quer, man!" O calor aperta qu'isto de trazer ao pescoço, ainda que no Inverno, um Keffiyeh - ou lá como é que se chama aquela cena que o cota Arafat usava - não é fácil. "Mas a Palestina deve ser defendida e temos que lá injectar dinheiro com a compra destas cenas. Só a minha mãe tem 3 comprados por mim que usa com a mala Chanel comprada por ela", diz o benjamim do grupo sem perceber qual dos dois produtos contribuíra mais para o malfadado capitalismo.

 

E é esta rapaziada que gosta de brincar aos revolucionários que também irá aparecer na Cimeira. Tudo porque a NATO é ultra-liberal. E pouco mais sobre Defesa - " que também serve para promover a paz" - ou sobre segurança - "cujos agentes deviam andar desarmados" - ouvimos das suas bocas.

 

Também publicado na República do Cáustico

Tags: , ,
Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010
comentar

Como "quem corre por gosto não cansa" e "manda quem pode, obedece quem deve",então neste caso, como diria Manuela Ferreira Leite, quem PAGA...MANDA! Uma espécie de "abraço de urso"?

 

"Nos últimos dois dias, o governo de Dublin foi encorajado por responsáveis europeus a aceitar ajuda do Fundo Europeu e apoio técnico do Fundo Monetário Internacional (FMI) para estancar a pressão recorde dos mercados. Até ao Conselho Europeu, a realizar em Dezembro - ou mesmo nos dois dias do Conselho -, a mesma pressão deverá ser feita sobre o governo de José Sócrates.

"A expectativa em Bruxelas é de que Portugal terá mesmo de pedir ajuda", aponta ao i uma fonte comunitária, que preferiu o anonimato. "Os governos de Dublin e Lisboa resistem por razões políticas internas, mas para a União Europeia é muito mais do que isso o que está em jogo: é a defesa do euro".
"Em ambos os países, com governos sob forte pressão política interna, a questão da perda de soberania é muito sensível do ponto de vista político - em Portugal e na Irlanda, os governos vão resistir politicamente à pressão europeia. No limite, contudo, é Bruxelas que segura as cartas."

 


 

Tags: , , , ,
Domingo, 14 de Novembro de 2010
1 comentário

A pressão sobre aquela primeira peça de dominó era imensa. Há meses a fio que o PS aguentava um executivo trôpego, incompetente, desnorteado e descredibilizado sem que transpirasse uma gota de desunião. Sei bem que os empregos, cargos e favores, sobretudo em época de crise, são o cimento perfeito para que essa coesão permaneça, mas desta vez o PS estava a exceder-se a si próprio e a durar tempo de mais sem que uma voz crítica se destacasse.Como se nada à sua volta se passasse. Como se nem sequer Sócrates ou Teixeira dos Santos - pelo menos estes dois - estivessem a conduzir o país para o caos.

 

Mas esta semana o leilão e os juros da dívida pública acima dos 7% - aquela meta traçada por Teixeira dos Santos para, como todas as outras, não respeitar - fizeram com que Vieira da Silva o viesse desautorizar. Ah, mas não é a primeira vez que o fazem! - dirão. É verdade. Mas foi a primeira vez que Teixeira dos Santos disse que atiraria a toalha ao chão, e que a partir desse número, recorreria ao FMI, rasgando o seu contrato de líder financeiro do país e que, por sua maior culpa, passaria essa responsabilidade para uma entidade terceira, externa, fazendo uma interregno à soberania de Portugal. E desautorizar um Ministro de Estado e das Finanças, quando este questiona as condições para se manter no lugar, varre por completo - interna e exteriormente - a solidez e credibilidade de um governo.

 

Ora isto foi o milimetro de mercúrio que faltava para a primeira peça de dominó cair. E aqueles socialistas que menos agarrados estão ao poder - por independência de carácter ou por estarem numa posição superior ao actual executivo - começam agora, paulatinamente, a soltar algumas discordâncias. Luís Amado, foi um dos primeiros. Outros somar-se-ão. Depois é esperar.

 

Também publicado na República do Cáustico

Tags: , , ,
Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010
comentar

Exportem mais, arrisquem mais, trabalhem melhor, aproveitem melhor o tempo. Saiam mais vezes da caixa.Sejam mais justos e solidários. Façam o que dizem em vez perder tanto tempo a dizer o que fazem.Não esperem tanto tempo. Não façam tantas contas. Não sejam apenas mais um a contar da esquerda ou da direita.

Não deixem a espuma do interesse cobrir o mar do dever.Sejam vocês mesmos e não apenas extensões de outrém com voz alheia e sem alma alguma.

Sigam princípios e valores em prol de algo maior e não o que os outros querem ou precisam que vocês sigam em nome de um qualquer bezerro de ouro.

Ousem agir mesmo que sejam contra a maré, ousem vencer mesmo que isso irrite quem não se deve, sejam felizes e acima de tudo...sejam vocês mesmos!

 

 

Nota - video "colectado" à Francisca Prieto no Albergue Espanhol e texto suscitado após ler este ponto de vista do Pedro Correia no Delito de Opinião

Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010
1 comentário

Alguém pensou sentir falta de um simples aceno de mão servido com um sorriso grátis?
Sem traumas nem fobias,sem modas nem manias, apenas um aceno, mais nada...

Que raio,coisas tão simples e tão raras numa cidade complicada a correr contra o vento numa sociedade deprimida.
Que venha lá então o FMI, estou triste... 

 

Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010
comentar

A propósito deste post lembrou-me que com tanta gente a falar mal do PCP, do Avante e da Coreia do Norte, seria melhor juntar-mo-nos e passar uns 10 dias de férias na República Democrática Popular da Coreia do Norte!

Vamos passear, divertir-mo-nos "à grande", sempre a espalhar boa disposição, com muita animação com a população local, tiramos fotografias das maravilhas do País e da felicidade do Povo, fazemos uns vídeos das "festividades" à vontade sem constrangimentos, pressões ou asfixias. Chegados cá mostramos o paraíso na terra a todos. Assim acabam-se todas as dúvidas de vez, certo? Porque é que ninguém se terá lembrado disto antes? Porque será?


 

comentar

via Manuela Fiel no Facebook

Tags: ,
Terça-feira, 9 de Novembro de 2010
comentar

É mais provável Portugal entrar em incumprimento da divida soberana do que o Iraque, diz o mercado isento e desinteressado.


A super armada do benfas foi cilindrada pelo FCP mas o escândalo é o SCP perder com 10 jogadores, dizem os imparciais analistas desportivos.


Santana e Cavaco querem o mesmo, estabilidade para a governação, dizem os próprios com pungente sinceridade sem utilidade egoísta.


Diz-se que se cumpre a lei e é quanto baste à dignidade da coisa pública,nem ética nem moral importam, dizem alguns com responsabilidades.


A justiça tem fugas, está rota ou descosida,mas é pura e impoluta,dizem os próprios da dita cuja.

 

Alguém pode fazer o favor de assumir que é tendencioso quanto baste, parcial por vezes, manipulador quando é necessário, que joga em causa própria em certas situações ou que por vezes até erra ou se engana?

 

Com tanto príncipe perfeito e com tanto pastor abnegado é mesmo bizarro como é que o reino está neste estado e o rebanho nesta condição!

 

 

Tags: , , , ,
comentar

No final da Comissão de Orçamento e Finanças com a equipa do Ministério da Economia, para discussão na especialidade do Orçamento de Estado, ficamos a saber pela voz do Sr. Deputado do PSD Almeida Henriques que as estatísticas não interessam nada e que nada têm a ver com o "mundo real". Para além do espanto que constitui esta afirmação, pergunto se os números do crescimento das exportações portuguesas (15% no último trimestre) terão feito o PSD perder a cabeça?

O crescimento das exportações está a puxar pela economia, como todos dizem que deve acontecer! Os partidos da oposição e os eternamente pessimistas bem podem continuar na lamúria permanente. O País persiste no trabalho que nos permita vencer as dificuldades.

comentar

 

No The Economist Buttonwood Gathering (mesmo!)

"OPAdo no Insurgente"

 

comentar

Enquanto o presidente chinês reunia com Sócrates e prometia ajudar Portugal a recuperar da crise económica, a Primeira-Dama Chinesa passeava por Lisboa. Com a sua comitiva trataram de comprar tudo o que viam, com especial carinho pelo artesanato português que irão seguramente copiar, replicar, produzir a melhor preço e tornar a sua importação extremamente apetecível. Por isso, não estranhem se o próximo Galo de Barcelos que virem numa loja Lisboeta disser "Made in China". 

 

Com esta brincadeira quero apenas dizer que cada um tira o que pode destes encontros. Nem Portugal, nem China nasceram ontem e comprar dívida pública não é ainda um desporto nacional chinês, nem um dos mandamentos de caridadezinha de bairro fino de Pequim, pelo que é um negócio como outro qualquer, não devendo por isso ser visto como uma parte da salvação nacional, nem, por outro lado, como um acto vampiresco.

 

A China aproveitar-se-á das fraquezas dos países para se impulsionar o mais que possa e o seu peso mundial, depois da crise, pisará severamente os calcanhares aos EUA, que apertado na sua posição de líder mundial, usará as instituições que partilha com a UE, como por exemplo a NATO, mais do que a sua capacidade financeira, para manter a sua hegemonia.

 

E a Europa, enquanto anciã da diplomacia, tirará, da relação competitiva EUA vs CHINA que, como há tempos disse Obama, moldará o Séc XXI, tantos outros dividendos que agora não estamos a medir. Afinal, quem está a aproveitar-se de quem?

 

também publicado no República do Cáustico

Tags: , , ,
Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010
comentar

Ler o artigo "The Benefits of Fiscal Consolidation in Unchartered Waters", que analisa as vantagens de consolidar as contas públicas nesta fase de turbulência nos mercados financeiros.Aqui Jürgen Stark, Ludger Schuknecht e Philipp Rother consideram que vários países exageraram na crença que é possível gerir o ciclo económico apenas através da política orçamental e que o chamado fine tuning keynesiano....não funciona como esperado ou propalado!

 

 

Tags: , , , ,
comentar

Todos os partidos com assento parlamentar fizeram as contas aos custos do cancelamento do projecto TGV versão "Sócrates", ou seja, 2 linhas em vez das 5 linhas da versão Durão Barroso, certo?

 

 

Tags:
Domingo, 7 de Novembro de 2010
2 comentários

A fronteira entre as incongruências discursivas e o populismo é ténue, nomeadamente na linha psicomotora liberal de Passos Coelho. Passos Coelho, Catroga, Nogueira Leite, Frasquilho, Miguel Macedo, Miguel Relvas e companhia defendem o afastamento do Estado da quase generalidade dos sectores da economia, tendo este uma actuação substancialmente limitada e concedendo à economia uma ainda maior independência da actuação legislativa. Perante isto, porquê, propor paralelamente a limitação da despesa e do défice, pela via constitucional?

Mero populismo, pois claro, e do que fede.

 

Cláudio Carvalho http://claudio-carvalho.com/

Tags: ,
Sábado, 6 de Novembro de 2010
comentar

João Soares hoje ontem na SIC N - "É preciso juntar todos os sociais-democratas!".
Pois é, mas os portugueses andam confundidos com um partido de direita a usar indevidamente esse nome e algumas politicas conotadas como mais "de direita" dum governo de esquerda usarem essa designação como bandeira.

É uma cacofonia escusada.Falhas de comunicação que confundem os eleitores...contribuintes...cidadãos!
Basta explicar, falar verdade, políticos também erram (ninguém é perfeito,só os que se armam em não políticos-não profissionais pseudo-independentes!), também se enganam (acontece aos melhores!), também pedem desculpa (ou deviam!), também se irritam (é normal em seres humanos não "plásticamente artificiais"!), também vivem e respiram no mundo real (ou deviam!).

Prefiro gente real com virtudes e defeitos reais em vez de "trampa mastigada". Obrigado João.

 

Uma homenagem a gente real com defeitos reais - a personagem do policia Crabtree da série "Alô,Alô!"

 

Tags: , , , , ,
Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
comentar

Em relação aos especuladores que ganham legalmente com a aflição e desgraça dos países sobreendividados e com contas públicas "frágeis", faço votos de que um dia a consciência lhes não doa devido a tão sórdida profissão!

 

Em relação aos responsáveis pela falta de regulação mundial nos mercados bolsistas e pelo boom do crédito sub-prime depois empacotado em belos hedge funds, espero que o futuro lhes não seja nada risonho!

 

No que toca aos políticos que (sustentaram) apoiaram a "lei da selva" que hoje permite que valha mesmo a pena esmagar (povos) países/economias porque rende muito bom lucro demasiado (tentador) fácil, espero que se arrependam e peçam desculpa aos eleitores que os colocaram em posição de decidir. Desculpas não se pedem, evitam-se, mas sempre é melhor que nada!

 

Em relação a todos (TODOS) os responsáveis por 36 anos em que os erros/deficiências estruturais do nosso país não foram combatidos, antes ignorados ou adiados, em prol do "fartar de vilanagem", irresponsabilidade, negligência (quase) criminosa, laxismo e promoção de uma cultura de incompetência, "anti-mérito" e despojada de Valores, Princípios, sentido de Dever e de Missão,  tenho um desejo muito sincero. Que encontrem um lugar onde possam expiar toda a ignóbil culpa e compensar (se isso fosse possível!!!) o incomensurável dano e sofrimento que causaram ao País de que se serviram e ao Povo a quem exploraram...

 

 

 

Tags: , , , , , , , , , ,
comentar

Governo só tentou chumbar dividendo da PT um dia depois de ele ter sido aprovado

 

Olivier Blanchard, economista chefe do FMI, diz que as previsões do FMI para 2010 e 2011 poderão ter de ser corrigidas em baixa

 

As taxas de juro que o Estado paga para se financiar nos mercados mantêm-se em níveis altos, próximos dos sete por cento

 

Juros da dívida pública nacional quase à beira do limite que justifica intervenção do FMI

 

Os mercados estão a apostar quase a 100% na ocorrência de um default em Portugal.

 

 

 

 

 


Tags: , ,
comentar

"Eficiência é fazer as coisas bem feitas. Eficácia é fazer as coisas certas." - Peter Drucker

Tags:
Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010
comentar

Na lista de pessoas mais poderosas do mundo, que a revista norte-americana Forbes elabora, surge, agora, na liderança, Hu Jintao, o Presidente da República Popular da China. 

 

Este é mais um indicador do poderio global da China, que há poucas semanas ultrapassou o Japão como segunda potência económica mundial.

 

Enquanto o mundo muda, a velocidades céleres e complexas sem paralelo na História, com a afirmação da Ásia como novo pólo de desenvolvimento mundial, e os EUA encaram estes tempos como desafiantes, para não perder o seu (ainda) influente (e determinante) poder no mundo, a UE marca passa e vai perdendo força. E estas políticas actuais, de egoísmo nacional, centradas exclusivamente nos défices sem qualquer atitude face ao crescimento económico tornam-nos mais fracos, a nível interno e externo.

 

A falta de liderança e poderio político na UE, que debilita a nossa força económica - a maior do mundo -, continua a ser o maior contribuinte da nossa crescente vulnerabilidade. Entretanto, o rumo ascendente da China continua a consolidar-se. E não vale a pena ter medo do "papão" chinês, por que eles cumprem o seu rumo, nós, europeus, infelizmente, é que não o estamos a trilhar.

 

Carlos Manuel Castro 

Pesquisar
 
Contactos
camaradecomuns@sapo.pt

Editorial

Visitantes online

Comentários Recentes
Para mim casamento deve ser entre um homem e uma m...
Caro RFCom a modéstia com que foi escrito, podes t...
N sei q espirito deus aspirou pr a Africa. este co...
Mocambique està mais que tudo isto, sinto d...
e há cartas que nunca chegam.
Aguem colocou esta carta excelente na página de PP...
Τambém gosto de brincar aos pobrezinhos.NUNCA MAIS...
Τambém gosto de brincar aos pobrezinhos.NUNCA MAIS...
Everdade este pais precisa de um bom governador k ...
Casino EstorilA falta de escrúpulos veio para fic...
Tags

todas as tags

Links

Esquerda

5 dias
A barbearia do senhor Luís (Luís Novaes Tito)
A Busca pela Sabedoria (Micael Sousa)
A Forma e o Conteúdo (José Ferreira Marques)
A Forma Justa (Tiago Tibúrcio)
A Linha-Clube de Reflexão Política
A Nossa Candeia (Ana Paula Fitas)
Absorto (Eduardo Graça)
Activismo de Sofá (João R. Vasconcelos)
Adeus Lenine
Arrastão
Aspirina B
Banco Corrido (Paulo Pedroso)
Bicho Carpinteiro
Câmara Corporativa
Câmara de Comuns
Cantigueiro
Causa Nossa
Cortex Frontal
Defender o Quadrado (Sofia Loureiro dos Santos)
Der Terrorist (José Simões)
Entre as brumas da memória (Joana Lopes)
Esquerda Republicana
Hoje há conquilhas (Tomás Vasques)
Irmão Lúcia (Pedro Vieira)
Jovem Socialista
Jugular
Ladrões de Bicicletas
Les Canards libertaîres
Léxico Familiar (Pedro Adão e Silva)
Loja de Ideias
Luminária
Machina Speculatrix (Porfírio Silva)
Maia Actual
Mãos Visíveis
Mário Ruivo
Metapolítica (Tiago Barbosa Ribeiro)
Minoria Relativa
O Grande Zoo (Rui Namorado)
O Jumento
O Povo é Sereno
Raiz Política
Rui Tavares
Spectrum
Vias de facto
Vou ali e já venho (André Costa)
Vozes de Burros

Direita

31 da Armada
4R – Quarta República
A Arte da Fuga
A Douta Ignorância
A Origem das Espécies (Francisco José Viegas)
Abrupto (José Pacheco Pereira)
Albergue Espanhol
Alunos do Liberalismo
Blasfémias
Causa Monárquica (Rui Monteiro)
Clube das Repúblicas Mortas (Henrique Raposo)
Corta-fitas
Delito de Opinião
Era uma vez na América
Estado Sentido
Geração Rasca
Herdeiro de Aécio
Macroscópio
Menino Rabino (Marco Moreira)
Mercado de Limões (Tiago Tavares)
Minoria Ruidosa (Miguel Vaz)
O Cachimbo de Magritte
O Diplomata (Alexandre Guerra)
O Insurgente
Ordem Natural (Rui Botelho Rodrigues)
Palavrossavrvs Rex (Joaquim Carlos Santos)
Portugal Contemporâneo
Portugal dos Pequeninos
Psicolaranja
República do Caústico (João Maria Condeixa)
Rua da Judiaria
Suction with Valcheck
União de Facto

Outros

A Baixa do Porto (Tiago Azevedo Fernandes)
A Cidade Deprimente
A Cidade Supreendente
A Terceira Noite
Clube dos Pensadores (Joaquim Jorge)
De Rerum Natura
É tudo gente morta
Horas Extraordinárias (Maria do Rosário Pedreira)
Notas ao Café
O Diplomata
Arquivo

Abril 2015

Dezembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Março 2013

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Janeiro 2008