Sábado, 21 de Novembro de 2009
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Pode parecer uma frase fácil, pode soar a cliché, pode até parecer estranho, mas é difícil ter palavras para falar do Jorge. Torna-se estranho quando alguém que admiramos parte, alguém que nos ajudou, alguém que gostávamos de ler e alguém a quem nunca ninguém colocou em causa a sua frontalidade, ética e combatividade. Mesmo que não concordássemos com tudo aquilo que o Jorge nos ia escrevendo, sabíamos que sempre que o fazia erguia mais alto a sua sinceridade e frontalidade – ler o Jorge era e sempre será um hino à Liberdade. Aos lermos o Jorge aprendemos que a liberdade não é património da esquerda, nem da direita, simplesmente da democracia. Democracia que sempre foi uma palavra muito cara ao nosso Jorge Ferreira e foi também em nome dela que o vimos como líder parlamentar e vice-presidente do CDS, depois como fundador do PND e ainda há pouco tempo como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Tomar pelo movimento “Tomar em primeiro lugar”.

Mas a doença levou-nos o Jorge. O seu blogue calou-se e na última quinta-feira lemos os seus últimos onze posts, escritos quase de rajada, no mesmo dia em que escreveu uma carta de despedida aos seus alunos no Instituto Politécnico de Tomar.

Nunca pensei que o Jorge fosse morrer. Lembro-me como se fosse hoje do dia em que o convidei para escrever aqui, no Câmara de Comuns, recordo-me do entusiasmo com que aceitou o desafio e partilhou este espaço de debate. Depois lembro-me quando o convidei para ser cronista no meu jornal, onde era provavelmente um dos nomes mais sonantes a escrever. Sempre com a mesma humildade, sempre com vontade de dar opinião, de tomar um partido.

Até que um dia recebi um mail. O Jorge não ia poder ir ao lançamento do meu livro porque estava doente, depois outro mail, o Jorge não ia poder continuar a escrever no jornal porque estava doente, já o jornal havia fechado porta e recebo outro mail, o Jorge não podia ir às minhas tertúlias porque estava doente e pedia para eu não ficar chateado. Eu sabia que o Jorge estava doente, mas era o nosso Jorge que tinha a força de afrontar tudo e todos, de espetar a opinião como quem espeta uma lança ao coração de quem for preciso. Era o nosso Jorge que enfrentou a doença sem nunca querer falar muito dela. Era o nosso Jorge, o Jorge aqui do Câmara de Comuns.

O Jorge partiu e nesta hora nós tomamos o seu partido, guardamos a sua generosidade no nosso coração, recordamos o seu exemplo e os seus textos. Sabemos que hoje a blogosfera ficou mais pobre, a política ficou mais pequenina, mas que ainda assim o Jorge estará sempre aqui, entre nós.

Não foi inocentemente que o Jorge no dia 22 de Março deixou este poema de Jorge de Sena no seu blogue: (link:http://tomarpartido.blogs.sapo.pt/1317287.html)

(…)

Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém 
vale mais que uma vida ou a alegria de té-1a. 
É isto o que mais importa - essa alegria. 
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto 
não é senão essa alegria que vem 
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém
está menos vivo ou sofre ou morre 
para que um só de vós resista um pouco mais 
à morte que é de todos e virá.

(…)

Jorge de Sena

Um obrigado em nome de todos nós querido Jorge. 

João Gomes de Almeida

 

Sábado, 7 de Novembro de 2009
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O Câmara de Comuns vai fazer uma pausa Sabática, depois de cerca de 18 meses e mais de 427000 visitas, depois de por aqui terem passado quase 50 colaboradores e convidados, vamos descansar uns tempos e regressar com nova equipa para voltar ao objectivo inicial, o debate esclarecido e esclarecedor entre pessoas de partidos, ideologias, tendências e opções diferentes.

Muito obrigado a todos os  leitores que nos honraram com tantas visitas, tanta atenção e tanto carinho.

Um agradecimento a todos os colaboradores do blogue, sem excepção alguma, todos foram importantes no sucesso e consolidação deste projecto.

Uma palavra muito especial aos fundadores, além de mim, o João Condeixa, o Victor Palmilha e o Rodrigo Saraiva, malta porreiramente mesmo muito porreira.O Condeixa vai andar por aqui, o Rodrigo está por aqui e eu fundei juntamente com o Carlos Santos, aqui da casa também, A Regra do Jogo.

Não se esqueçam que podem continuar a seguir as deliciosas homilias do Arcebispo da Cantuária aqui.

 

Até breve...

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Tive uma ideia para um Livro,chamar-se-ía "Ensaio sobre a Diana Mantra" ou então "O Evangelho de Diana Mantra", há tantas,tantas por aí que eu ficava rico!

É Dianas Mantra a acusar a Diana Mantra de ser uma Diana Mantra, é companheiros e amigos de Dianas Mantra a dizerem mal do Diana Mantrismo, é Dianas Mantra na radio, nos jornais e na televisão, em prime time e com cachet, é aspirantes a Dianas Mantra a cuspirem veneno impregnado de inveja sobre a Diana Mantra, é Dianas Mantra wanna be's a sonharem com a Diana Mantra.

Tenho mesmo que escrever o raio do Livro e depois dizer uma frase polémica para me darem muito destaque nos orgãos de comunicação social, ofender algo mesmo muito sagrado para milhões de portugueses como a Amália ou o Benfica!

 

P.S. 1  - aviso já que adoro a Amália e jamais insultaria a sua memória!

 

P.S. 2 - Aviso também que vou lançar o Diana Mantrismo na UE, sob o nome artistico Diana M ou Lady M, acho que pega a moda!

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Excelentes notícias para a única importação que significa encaixe financeiro: a de turistas. Portugal sobe ao Top 10 dos destinos mundiais e, embora algumas razões me pareçam francamente "encomendadas" (para que importa a um turista se participamos no fabrico de veículos não poluentes?), o resultado final é de louvar.

 

Ainda que muito esteja por fazer (e a degradação do centro de Lisboa é um dos exemplos mais gritantes se a equipararmos, por exemplo, à riqueza preservada do centro de Praga) , a verdade é que Portugal merece este lugar ao Sol. Não só pelo património edificado e belezas naturais, mas sobretudo pelas pessoas que tão genuinamente têm prazer em receber e que neste pódium são certamente reconhecidas.

 

Esperemos então que a apregoada sustentabildade nos mantenha no top durante uns anos nesta área que já foi considerada a única escapatória para este país.

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Agora não se tomam decisões de gestão, mandam as amizades.Agora não se decide em prol dum colectivo e dos superiores interesses de uma instituição, são os sentimentos que mandam. Contanto ainda com o meu apoio, JEB tem sido uma desilusão, não pelos resultados da equipa de futebol, porque o Clube é muito mais que isso, mas por causa do que não faz e do que não diz.É pena....

O meu presidente ainda não pensou em alternativas ao PBento?Mas está a tratar da lida doméstica ou do Sporting Clube de Portugal!?Sinceramente, para mim é um choque um gestor não decidir, não assumir, não fazer o que tem de ser feito por causa de amizades e sentimentos!Se é assim então que vá para uma IPSS ou uma ONG e mesmo aí que fique afastado da gestão!JEB não pode ser assim tão mau, algo mais se deve estar a passar naquele ninho de Cucos...

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Os Alcoolémia cumpriram muito bem a função de aquecer o público na noite de ontem, os Gun foram uma desilusão (a voz de Toby Jepson também não ajudou!) e uns fantásticos DAD fizeram estremecer a fabulosa Praça de Touros do Campo Pequeno com um actuação poderosa e fértil em interacção com o público abrindo o apetite para o seu regresso a Portugal em 2010.Estão mesmo em grande forma...

 

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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
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O presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt, tentou, esta tarde, chegar a vias de facto com um dos sócios que se manifestava junto à zona VIP do estádio de Alvalade.

 

À saída da conferência de imprensa que serviu para anunciar a saída de Paulo bento, um adepto insurgiu-se contra a permanência de Ribeiro Telles e Pedro Barbosa, e perante isto José Eduardo Bettencourt tirou o casaco e tentou agredir o contestatário.

 

Só os seguranças do estádio impediram que Bettencourt chegasse a vias de facto. Os adeptos presentes no local e ouvidos pelo SAPO Desporto, mostraram-se descontentes com o facto de terem sido impedidos de entrar no estádio e consideram que esta saída de Paulo Bento é “justa”. Os sócios mostraram ainda alguma indignação pela reacção de Bettencourt que consideraram “deselegante para o presidente de um clube como o Sporting”.

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É verdade, consensual parece-me, que por diversas razões, desde o  25 de Abril ao 25 de Novembro, do processo de descolonização à integração dos chamados "retornados", por utilidade politica e ferramenta ideológica, sempre se "politizaram excessivamente" as questões envolvendo os ex-militares portugueses que serviram durante a Guerra do Ultramar, ou Guerra Colonial, ou Guerra de Libertação, chamem-lhe o que quiserem, foi uma Guerra.

13 anos de Guerra causaram muitas mortes e imensos feridos, brancos e negros, nascidos e criados na dita Metrópole ou no alegado Império, seres humanos com diferentes motivações, ideais ou príncipios.
Ficaram marcas profundas, essas marcas e essas vítimas são muito mais importantes que o nome que se queira dar ao conflito armado ocorrido.
As gerações que viveram, suportaram e combateram nessa Guerra, por motivos vários, políticos para uns, dor, medo, ódio ou frustração para outros, talvez mesmo por vergonha para alguns, preferiram esquecer, preferiram ignorar, olhando para o lado enquanto se escondiam traumas por debaixo dum tapete politicamente correcto, alimentando tabus dolorosos.
Não tivemos direito a heróis nem a histórias de coragem, apenas a algumas vitimas  politicamente correctas, socialmente aceites e reconhecidas, salientado apenas os episódios mais tristes, justamente merecedores de critica, da dita Guerra.
 
Militares e civis envolvidos nas várias áreas do conflito foram praticamente  votados ao abandono, perdidos num estranho nevoeiro que tudo cobriu excepto alguns complexos de culpa mal digeridos e um sentimento de vazio imenso, um luto estranho e demasiado silencioso....propício a pesadelos.
É como se os inúmeros portugueses afectados fossem culpados de alguma coisa, como se quem morreu cumprisse apenas um triste destino, uma fatalidade.
Como se os que voltaram com marcas irreversíveis pudessem ser "acusados" da desfaçatez de ter sobrevivido, como se devessem um pedido de desculpas por terem feito o que lhe foi ordenado, com maior ou menor hesitação , com maior ou menor convicção, com maior ou menor bravura.
É quase como se os muitos civis que viram as suas vidas mudar tão radicalmente não passassem de privilegiados que receberam o justo castigo por um qualquer pecado mortal supostamente cometido.
Todos maus dum lado, todos bons do outro.
Como se o mundo fosse exclusivamente a preto e branco, mas não é!
Como se servir uma causa nobre fosse apenas lutar contra um regime injusto, fosse exclusivamente sair do País para evitar a incorporação e o serviço militar, fosse unicamente trabalhar no sentido de sabotar e desmoralizar todos os esforços militares no terreno.
Reconheço a coragem de lutar contra um regime totalitário em que se não acredita, admiro a firmeza de carácter e a tenacidade necessárias para suportar perseguições e lutar pela liberdade dum País amordaçado, estou muito grato pelo resultado de todos esses esforços abnegados, por vezes pago com o próprio sacrifício .
A Democracia que, melhor ou pior, tivemos nos últimos 34 anos, a eles se deve.
Exigo porém, e tenho esse direito, que se reconheça o esforço de quem cumpriu ordens honradamente, de quem, sem convicções politicas embarcou para um pesadelo, de quem acreditava que o dever para com a Pátria estava sempre em primeiro lugar, de quem não teve qualquer alternativa senão lutar.
Porque a Direita não tem "o exclusivo" do serviço à Pátria, porque nem só o Manuel Alegre pode rimar Pátria com Esquerda, porque os "comunas não comem criancinhas" e os portugueses que serviram nos vários teatros de operações militares não eram todos "monstros fascistas e facínoras", porque os cidadãos portugueses que residiam fora do Continente não eram todos "um bando de exploradores e esclavagistas" e muitos até lá residiam porque para lá foram "empurrados", quer pelo Estado, quer pela carreira profissional, quer pelo desejo de melhores condições de vida do que na terra natal, empobrecida e sem oportunidades.
 
É uma elementar questão de justiça, para com os mortos e para com os vivos.
 
Tabus em Democracia são contraproducentes, negam a própria definição de liberdade.
 
Hoje não temos História, apenas complexos de culpa, não temos heróis, apenas saudades dum tempo longínquo em que fomos "qualquer coisa", não temos sequer respeito por nós mesmos, enquanto Nação, ao recusar olhar ao espelho e ver claramente, sem fobias nem descriminações, com virtudes e defeitos, coisas boas e menos boas, admirando os feitos e reconhecendo as derrotas ou as injustiças.
 
Nenhuma das minhas frases neste texto começa por J'accuse ", mas sempre que oiço a retórica arrogante e prepotente de alguma Direita sobre os Antigos Combatentes, sempre que observo a postura e oiço o discurso ressentido e rancoroso de alguma esquerda sobre tudo o que tem a ver com a nossa História, nomeadamente a tal Guerra de 13 anos, não consigo evitar lembrar-me dum nome muito especial, para mim, inscrito numa das ultimas lápides descerradas no ano 2000, no Monumento aos Mortos da Guerra do Ultramar, pelo Presidente da República Dr. Jorge Sampaio.
 
Para explicar o sentimento que me invade, termino com as palavras de Émile Zola :
 
« Mon devoir est de parler , je ne veux pas être complice . Mes nuits seraient hantées par le spectre de l'innocent qui expie là-bas , dans la plus affreuse des tortures, un crime qu'il n'a pas commis . »

 

 

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 "Os EUA pediram desculpa pelo Vietname. A Igreja Católica pediu desculpa pela Inquisição [e] pelas Cruzadas. Todo o mundo pede desculpa. Portugal não pede desculpa a ninguém. Acho isto uma coisa extraordinária", pois "Portugal enganou como os outros", considerou Manuel José Homem de Mello, sentado ao lado do ex-Presidente da República Mário Soares, no lançamento da reedição do livro de 1962 - Portugal, o Ultramar e o Futuro - que, segundo o professor Paulo Otero (apresentador da nova edição) "é a primeira obra" escrita por "alguém do interior do regime" do Estado Novo que "põe em causa a política ultramarina de Salazar".

 

Parece que desculpas estão em ordem, concordo, não cai nenhum santo do altar por isso, mas ao mesmo tempo, ou antes até, o País poderia pedir desculpa a quem morreu pela Pátria sem reconhecimento, a quem serviu e foi traído, a quem foi abandonado, a quem foi ostracizado por vergonha ou estigmatizado por conveniência.Força, podem começar...

 

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Como será a taxa de natalidade em Montalegre?
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Chamam-se energias renováveis porque a conta da EDP renova-se todos os meses.
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Cuidado com os melómanos, eles hayden aí.
Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
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Sem dúvida de forma inconsciente mas por singular coincidência uma epidemia de incongruências atacou de forma rápida mas eficaz os melhores blogues da praça nacional, e digo sem qualquer ironia, uma gripe pode apanhar mesmo os melhores, desprevenidos.

Os sinais deste nova gripe são evidentes, um estado febril do Nuno , uma tosse da Maria João Marques , uma forte cefaleia do Miguel e uma nítida rinorreia do Luciano Amaral.

 

Para contextualizar deixem-me relembrar que A Regra do Jogo foi dos primeiros blogues a dar uma opinião sobre o Caso Face Oculta, a 31 de Outubro - "No que diz respeito à Operação Face Oculta espero, desejo e faço votos que se investiguem todos a fundo, se apure tudo cabalmente e se julgue o que houver a julgar o quanto antes".

 

 

Adenda: Que tal o comportamento de Armando Vara neste caso, suspendendo as suas funções?E que tal o comportamento do Banco de Portugal? Estiveram muito bem, à altura das suas responsabilidades, na minha opinião um exemplo a seguir em casos similares.

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As lojas chinesas são elas mesmo uma falsificação da velha drogaria portuguesa onde se vendem outras falsificações
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Como é que querem pedir aos putos que evitem as drogas que fazem rir e depois lhes contam com saudade de quando iam à drogaria?
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É perfeitamente legitimo que exista divergência de opiniões sobre se determinadas matérias devem ser alvo de referendo ou se podem ser tomadas decisões em sede de Assembleia da República. Relativamente a uma questão que alguns insistem em adjectivar de “casamento” já por aqui disse o que tinha a dizer.


O que não é admissível é que um responsável político, mesmo sendo verdade que os referendos não têm tido a participação massiva da população, diminua o instrumento cívico que é o referendo tendo por objectivo fazer vingar uma posição de encontro aos seus interesses político-partidários afirmando que «Não faz qualquer sentido estar agora a promover um referendo, até porque já se provou que no nosso país é um modelo de organização da decisão política pouco participado (…)». Esta é uma parte das declarações de Francisco Assis, líder parlamentar do PS, que o mesmo se deveria ter inibido de afirmar neste momento. É que se assim é, a preocupação de Francisco Assis deveria ser pensar dos porquês de assim ser e apresentar soluções para que assim não seja. Mas isso talvez seja incómodo, visto que passa por um reconhecimento de que esse afastamento de participação cívica se deve em grande parte à falta de confiança que os cidadãos sentem no sistema político-partidário.
 

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Eu acho que a Maria José Morgado é na verdade o Diogo Morgado caracterizado.
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recebido por mail

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"ó politico, ou te calas ou holofotes"
Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
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Desde que o caso Face oculta veio a lume bem como as suspeições sobre Armando Vara e José Penedos, tenho estado atento aos escritos de muitos moralistas da blogosfera.

 

E quem são esses moralistas? São todos aqueles que clamavam por justiça, indignados e constituindo-se como opróbrio dos humildes e honrados face às investigações judiciais dos processos BPN, BCP, BPP, submarinos, Portucale ou Operação Furacão. A revolta contra as más práticas na economia e finança, corrupção e ligações partidárias era uma constante.

 

Fizeram tábua rasa do princípio processual penal de presunção de inocência dos arguidos e suspeitos dos casos supra citados, o mesmo princípio que reivindicavam fervorosamente para todos aqueles que são alvo de investigações no caso Freeport.

 

Esses moralistas são aqueles que denunciavam o aproveitamento partidário do caso Freeport e insinuavam interferências externas no calendário e na marcha do processo ou investigação, mas que não tinham pejo nenhum em fazer o mesmo com o caso BPN.

 

São exactamente os mesmos que nada disseram sobre a prorrogação da concessão à Liscont do terminal de contentores de Alcântara por ajuste directo e que agora também se remetem ao silêncio face à alegada corrupção nas empresas públicas ou maioritariamente participadas pelo Estado constante das averiguações dos órgãos de investigação criminal no caso Face oculta.

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- Vento?

- Inha

- E a energia?

- É ólica.
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O paradigma da evolução humana mudou quando se deixou de pensar no que as pessoas querem e se passou a pensar em coisas para as pessoas quererem.
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Um perfume, na sua essência, é uma redundância.
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Porque raio é que o Continente se foi lembrar de mudar a cor do leite meio gordo para vermelho quando toda a gente sabe muito melhor do que com o ecoponto que o azul é o magro, o verde o meio gordo e vermelho é o gordo?!
À conta disso andei dias a maldizer a ausência de leite meio gordo. Não havia verde!
Mas que ideia parva.
Terça-feira, 3 de Novembro de 2009
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Que os políticos tentem por vezes evitar algumas perguntas dos jornalistas, é algo que faz parte do jogo. Uma das habilidades usada vezes sem conta pelos que passam por Bruxelas é dizer que “não se fala de assuntos nacionais fora do país”.

Ferreira Leite recorreu ontem a este brilhante argumento para não responder às últimas notícias sobre Armando Vara. José Sócrates foi ainda menos subtil. Depois de responder a algumas perguntas “europeias”, teve lugar o diálogo seguinte:

Jornalista 1 - O presidente da CIP disse ontem que não há espaço para aumentar o salário mínimo no próximo ano, com o risco de…

Primeiro-ministro – Eu gostaria de falar sobre a Europa, se têm mais alguma pergunta sobre a Europa eu responder-vos-ei, senão, deixem-me ir almoçar se faz favor que tou um pouco atrasado. Muito obrigado

Jornalista 2 – Senhor primeiro-ministro, já foi vacinado?

Primeiro-ministro (que já se afastava, pára e responde) – Não, ainda não, mas tenho muita esperança que o seja assim que estiver disponível essa vacina fá-lo-ei imediatamente…
 
via Daniel do Rosário
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Quando entrou o embaixador da Guiné, Cavaco levantou-o pelas pernas e braços o tomou-o em seu regaço.
Havia que cumprir o preto ao colo.
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