Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
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Dia 9 de Maio, parte do Largo do Rato uma marcha pela "despenalização da posse, consumo e cultivo" da Cannabis Sativa L, assim como a "regulamentação para o fornecimento, comércio e compra legal" da planta e a sua remoção da lista anexa à Lei 15/93.

Recortando o que já aqui disse numa caixa de comentários, os argumentos da causa colhem em todos os campos do debate. Tanto o argumento de ética deontológica - a liberdade de trocar a nossa saúde por estímulos, sabores e sensações, desde que para isso não se ponha em causa a liberdade alheia. Como argumentos de ética teleológica ou consequencialista - fim da economia paralela e taxação da actividade; alargamento das suas utilizações ("Desde a medicina à alimentação, passando pela produção de fibra, pasta de papel, energias alternativas (biomassa, bioetanol)"); e finalmente - de todas as consequências esta seria, para mim, a mais importante -, cortar os laços entre consumidores e traficantes, retirando-lhes o prémio de risco. O proibicionismo, que atira os consumidores para a beira de dealers com muito mais oferta do que aquela para que foram procurados e atributos na arte do cross-selling, serve apenas de escada ao consumo de drogas duras, ao invés de as combater (como se propunha).

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Sem poemas serôdios, festins de vaidade ou bailaricos de maledicência, António José Seguro vai “furar” o consenso partidário e votar contra a alteração à lei do financiamento dos partidos, que prevê um aumento significativo nas receitas em dinheiro vivo e que a Assembleia da República vai hoje aprovar.
Seguro considerou uma cedência ao PCP e “um retrocesso” na transparência dos partidos a proposta aprovada pela comissão e que hoje é aprovada em votação final global. Nomeadamente quanto ao aumento das receitas em dinheiro “vivo”, decorrente de uma “queixa” recorrente do PCP quanto à sua Festa do Avante!!!
Parece-me, obviamente, uma má ideia esta proposta, primeiro pelo percalço que representa no caminho da moralização e da credibilização que é inevitável, incontornável e que se exige a TODOS os partidos políticos.Segundo, por esta ser uma cedência estúpida a uma questão nada nobre motivada por intuitos nefastos do PCP.

Dá jeito a alguns esta proposta?Azar...espero que mais tarde alguém volte atrás com isto, talvez num futuro em que pelo menos os partidos políticos do arco da governação tenham diferentes lideranças capazes de impor às suas estruturas partidárias aquilo que os portugueses merecem, TRANSPARÊNCIA!

 

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Os sinais de descontentamento por parte dos agricultores quanto ao recálculo do histórico remontam já a 2005, altura em que terminaram os primeiros períodos de compromisso agro-ambiental e em que, ao abrigo do quadro regulamentar comunitário, os agricultores afectados deveriam ter visto recalculados os montantes de referência e rectificados os respectivos históricos, facto que nunca veio a acontecer.
 

Em suma, os agricultores prejudicados na sua produção devido aos compromissos ambientais deveriam ver o seu histórico recalculado. Nunca aconteceu. Em 4 anos, nunca Jaime Silva ordenou que assim fosse.

 

Na passada semana, foi alterada a legislação e com alteração normativa agora conseguida e por via da introdução de uma disposição transitória, os agricultores portugueses, em número de aproximadamente 70 000 beneficiários, poderão não só ver recalculado o seu histórico, bem como receber o pagamento de todos estes anos que estavam perdidos, facto anteriormente impossível pela ausência de qualquer referência à rectroactividade dos pedidos.
 

Todos ficamos contentes com a resolução deste problema, mesmo que tardiamente, mas bom mesmo era mudar de Ministro.

 

 

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Ninguém celebra contratos para controlar o que quer que seja, sem sequer sabe se o vai fazer. Mas o Ministério da agricultura achava que sim.

 

Como tal, era condição de elegibilidade que no momento das candidaturas [Abril ou Maio] os agricultores, antes mesmo de saberem se iam ser contemplados com fundos comunitários, exibissem cópia do respectivo contrato com a empresa externa de controlo. Ninguém compreendia isto.

 

Agora, e depois de muita pressão, o Ministério publicou uma portaria põe fim ao imperativo de celebração e apresentação prévia de contratos com organismos de controlo enquanto requisito obrigatório de elegibilidade.

 

Todos ficamos contentes com a resolução deste problema, mesmo que tardiamente, mas bom mesmo era mudar de Ministro.


 

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Para ver aqui

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Eu coordeno o site PNEThumor onde, aparte divulgar míticias do humor queremos divulgar autores.
Escreve-se assim tão pouco humor em Portugal? O que há está nos blogues? Vai para a gaveta? Onde andam as ambições?
A ambição máxima do PNEThumor é divulgar, atrair, descobrir novos autores. É uma montra humilde, será menos, com mais gente dentro.
Nunca guardou um texto de humor? Nunca se sentiu tentado a escrever um? Aquela casa é para o Humor, não para nomes. E então?
Passem por lá, digam o que está bem, o que está mal. Deixem sugestões. Aceitem o desafio de criar ou enviar textos. E sugestões de blogues.

http://www.pnethumor.pt/
 
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Aparentemente, cada vez que no PSD surge uma opinião dissonante do(a) líder em funções surgem os habituais gritos de “aqui d’el rei” pelo roseiral fora, afirmando alto e bom som que reina a confusão nas hostes laranja, que ninguém se entende, etc. e tal.
O cidadão mais desatento até poderia ser levado a pensar que a existência de correntes de opinião diversas dentro de um partido é uma coisa negativa. Os camaradas talvez tenham essa opinião. Eu não tenho e, com toda a certeza, o PSD também não.
No entanto, seguindo o raciocínio aqui exposto a propósito das declarações de Pedro Passos Coelho, cada vez que Manuel Alegre surge a “zurzir” no PS e/ou no Governo (algo que tem ocorrido com bastante frequência, por sinal) isso significa o quê? Reina a confusão no PS ou é pluralismo democrático?
 

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O Cristiano Ronaldo tem uma interpretação muito própria da expressão futebolística "está tudo em aberto"
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Acho uma certa piada aos demagogos do desemprego, aqueles que acham que Portugal é imune à conjuntura económica que o rodeia e, plenos política barata, disparatam constantemente sobre o tema.

Compreendo que a história por vezes é cruel e muito difícil de digerir, afinal, em 2005, quando o desemprego descia em todo o lado, aumentava em Portugal. Não era?

Mas porque já estamos em 2009 e 2005 é um pesadelo passado, tomei a liberdade de "roubar" ao meu amigo Jorge Assunção esta tabela, para partilhar a convosco minha reflexão.

Analisando a evolução 2007-2010 das taxas de desemprego, vemos que a Irlanda, exemplo de comparação tão querido do CDS/PP, vê a sua galopar 8,5%. Espanha, nossa vizinha embora isso nada releve para alguns, vê a sua disparar 11%, sendo que em 2007 era apenas três décimas superior à de Portugal.

Cá no Burgo, e segundo previsão do insuspeito Fundo Monetário Internacional, a taxa de desemprego cresce "apenas" 3%...

Se é o cenário desejável? Não, não é. Mas se em 2005, quando tudo estava internacionalmente saudável, o desemprego crescia em Portugal, imagino velocidade de crescimento superior à da luz hoje em dia, caso o PSD fosse governo. 

 

Creio que de hoje em diante se terão mais pruridos no que toca a falar de desemprego neste blog...

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Um erro no cartaz de campanha? A culpa é da gráfica!

 

Utilização de crianças num spot do PS a pedido do Ministério da Educação? A culpa é da produtora!

 

Pois, pois ...

 

O Senhor Engenheiro a cometer erros? Não! Nunca!

 

Até parece que é só de agora ...

 

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não perca... o Cánau da Verdadji!

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O dia e o mês estavam certos: 12 de Junho. O problema estava no ano. Portugal não aderiu à CEE em 1986 — como referia um cartaz do PS — mas sim um ano antes. Um erro de que o PS só se apercebeu depois de afixado um cartaz da campanha das eleições europeias e que foi já retirado pelo partido na segunda-feira, confirmou ao PÚBLICO o gabinete de imprensa socialista.

De acordo com a mesma fonte, a “lamentável gralha” foi detectada na segunda-feira, ao ser colocado o cartaz, que foi prontamente retirado. O erro foi atribuído à gráfica onde foi feito o “outdoor” (cujo nome não revelaram), mas só afectou uma série. Assim, em muitos locais não foi necessário colocar um novo. Apesar disso, ontem, ainda era possível encontrar alguns em Lisboa.

Quanto à imagem do cartaz, não há problemas. Vê-se o então primeiro-ministro, Mário Soares, no Mosteiro dos Jerónimos, na cerimónia de assinatura de adesão à comunidade. A entrada, essa sim, só se concretizou em 1986. Mais concretamente a 1 de Janeiro.

Este cartaz faz parte de um conjunto de três que visam assinalar os momentos mais importantes da história de Portugal na União Europeia protagonizados por socialistas. Além de Mário Soares, surge António Guterres com a adesão de Portugal ao Euro e José Sócrates com a assinatura do Tratado de Lisboa, durante a presidência portuguesa da UE.

Questionado sobre a coincidência de os cartazes com Vital Moreira terem sido retirados depois de o cabeça de lista socialista ter participado no debate da RTP1 “Prós e Contras”, o gabinete de imprensa fez questão de deixar claro que “a campanha já estava definida” e que “o Partido Socialista tem uma campanha própria, com ‘timings’ próprios e não anda a reboque”.

 

(...) In Público

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Estar quase a chover e eu a regar. é que "não chove nem cai de cima"!
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Não é que fosse necessário, mas depois da entrevista de segunda-feira ficamos a saber, mais uma vez, o que a dra. Ferreira Leite não quer para o País.

Já sabíamos, por exemplo, que a presidente do PSD não quer o TGV. O que, porventura, não sabíamos é que as razões não estão apenas relacionadas com os actuais constrangimentos financeiros; existem também razões estratégicas. É que a existir uma linha de alta velocidade de Lisboa a Madrid os riscos dos centros de decisão nacional passarem para Espanha aumentariam muito.
Claro está que a dra. Ferreira Leite mudou de opinião - o que só lhe fica bem -, pois quando aprovou a construção desta linha, durante a sua permanência no último Governo de que fez parte, não se lembrou deste terrível risco.
Este tipo de raciocínio, aliás, tem feito escola em Portugal.
Já aquando das invasões francesas o responsável pela edilidade de Elvas tinha chamado à atenção para os riscos da modernidade.
Estando o exército francês a menos de 100 quilómetros da fronteira, o bom do alentejano insurgiu-se contra os irresponsáveis que tinham construído a estrada de ligação a Espanha, argumentando que a não existir esta via de comunicação mais difícil seria ao exército de Napoleão invadir Portugal. Nada mais evidente.
Tive pena que Mário Crespo não tivesse perguntado à líder dos sociais-democratas se também defenderia o fecho das ligações aéreas a Espanha ou talvez a construção dum muro que nos protegesse contra a fuga dos centros de decisão.
Depois, para não variar, tivemos a confusão do costume.
Não foram precisos cinco minutos, após o fim da entrevista, para a dra. Ferreira Leite dizer que não tinha dito o que tinha dito sobre a possibilidade de um bloco central. Já tinha sido o mesmo com o casamento e a procriação, os imigrantes e o desemprego e os seis meses de suspensão da democracia.
Ou isto é um truque comunicacional, até agora desconhecido, e que permite ampliar um determinado facto político, ou estamos perante um caso de dislexia. A não ser que, claro está, os terríveis conspiradores estejam mais uma vez a truncar as suas límpidas declarações.
Já quanto ao que a sra. dra. quer para o País ficamos na mesma. Parece que vai haver um programa - já mil vezes anunciado - para próximo das eleições legislativas. Por enquanto, vai repetindo as medidas propostas por outros aquando da campanha interna para a liderança do PSD entre apelos à contenção e desejos surpreendentes e, nunca confessados, de quintas e Ferraris.
Curiosamente, as únicas medidas que agora defende - redução dos impostos e da taxa social única - são as mesmas que tinha apelidado de irresponsáveis, mas parece que a credibilidade e a coerência na boca de Ferreira Leite têm um significado próprio.
Mas nem tudo parece ser mau. Na falta de ideias para apresentar aos portugueses, esta direcção do PSD lançou um cartaz com um número de telefone para as recolher.
Não é que seja muito abonatório para os homens e mulheres do Instituto Sá Carneiro que, segundo o apregoado, iam gerar os mais variados planos que nos iriam tirar do pântano onde estamos atolados. Mas, infelizmente, parece que nem uma folhinha A4 que se visse conseguiu sair de tão sapientes criaturas.
Pena é que o outdoor se confunda com uma qualquer campanha para venda de seguros ou crédito imediato, mas pelo menos mostra que há trabalho para finalmente produzir uma ideia original.
É assim mesmo, nada como perguntar quando não se sabe o que dizer.
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Sendo esta, a minha primeira participação no "Câmara de Comuns" como colaborador residente, gostaria de cumprimentar, em primeiro lugar os restantes colaboradores e seguidamente todos aqueles que acompanham este blogue.

 

Nos últimos dias, veio a lume na Comunicação Social, a história de um contabilista da Batalha que cometeu inúmeras fraudes, burlando os seus clientes. Estes últimos, encontram-se numa situação extremamente complicada, uma vez que, agindo de boa fé e confiando na suposta idoneidade do seu contabilista, afinal encontram-se em divida para com a administração fiscal e a Segurança Social, tendo perdido o seu dinheiro para o burlão e incorrendo na regularização da sua situação financeira junto dos demais departamentos do Estado.

 

Tal facto não pôde deixar de despertar a minha sensibilidade jurídica.

 

Sabendo que aqueles que foram enganados terão que efectuar novos pagamentos para cumprimento das suas obrigações fiscais, para-fiscais e afins; o que acarretará a insolvência de algumas empresas e dificuldades financeiras de particulares,  só tendo à posteriori o direito de regresso sobre o contabilista, correndo o risco de não serem ressarcidos em parte ou na totalidade naquilo que lhes for devido em sede de responsabilidade civil, não posso deixar de pensar sobre as sanções indemnizatórias do nosso ordenamento jurídico.

 

Limitando o valor das indemnizações ao valor do dano, deixando de parte o lucro que o ofensor teve às custas da ofensa cometida, tal constitui um prémio ao infractor. A punição de quem agride a esfera jurídica de outrem deve ser exemplar e mais vincada. A indemnização deve servir também para dissuadir as ofensas e para puni-las severamente caso hajam. Tal não acontece. Os valores em causa são, regra geral, irrisórios ou compensam a prática do ilícito.

 

As punitive damages originárias dos ordenamentos jurídicos anglo-saxónicos, foram criadas exactamente com este propósito. Punem pelo dano, pelo lucro e ainda vão mais além, de forma desaconselhar e a castigar abusos.

 

Não será de todo descabido aplicá-las no nosso corpo jurídico. Aliás, o Direito Comparado serve para isto mesmo.

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E ao terceiro dia, a Aeroportos de Portugal, lembrou-se da ameaça de pandemia. E chamou-lhe:

Enfim! Meu rico Portugal!

 

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Esta noite não liguei o despertador. A ministra disse que não havia motivo para alarme.
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José Sócrates está a enviar um pedido de desculpas formal, por escrito, aos pais das crianças de uma escola de Castelo de Vide cujas imagens foram usadas num tempo de antena do Partido Socialista.

No dia 22 de Abril, o tempo de antena do PS foi ilustrado com imagens de crianças do ensino básico, que nas salas de aula teciam elogios ao computador Magalhães. Alguns pais de uma escola do ensino básico de Castelo de Vide vieram a público acusar o PS de ter usado as imagens das crianças indevidamente, já que lhes havia sido dito que as filmagens se destinavam ao Ministério da Educação.

Ao microfone do Rádio Clube, o porta-voz Vitalino Canas disse que depois da polémica, o que o PS tem a fazer é "lamentar o sucedido e, através do seu secretário-geral está já a dirigir, aos pais das crianças envolvidas, pedidos formais, por escrito, de desculpa pelo sucedido".

"Eventualmente por ausência de informação adequada ou de actuação adequada da parte sobretudo da empresa, houve pessoas que participaram no vídeo que não tinham a exacta noção de que as imagens seriam empregues no tempo de antena do PS, e houve, porventura, algumas crianças que foram filmadas sem o preenchimento dos requisitos prévios", disse Vitalino Canas.

E aponta o dedo à produtora: "A empresa contactou e relacionou-se com as escolas e com as direcções regionais da educação envolvidas, fazendo o pedido em nome do Partido Socialista para a gravação do tempo de antena para o PS." O que aconteceu em Castelo de Vide? "Porventura, por qualquer razão que nós obviamente não dominamos, esse procedimento não foi o mais correcto, o mais adequado, e houve algum défice de informação que levou a que nem toda a gente recebesse essas indicações de que se tratava de um vídeo para o tempo de antena do PS."

Vitalino Canas salienta também que o que se passou a escola de Castelo de Vide foi "um facto circunscrito" e que as crianças em causa são "um número reduzido tendo em conta o número global de pessoas e de escolas que participaram".

 

in Público

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Se Manuela Ferreira Leite diz que não disse aquilo que disse, e se vários dos seus pacientes intérpretes, dizem que aquilo que ela disse, não era aquilo que se percebeu que disse, porque é que o Pedro Passos Coelho, escreveu isto?
 

Estará o PSD transformado numa enorme torre de Babel?

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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
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Segundo vinha escrito no ‘Expresso’ este fim-de-semana, o sr. Charles Smith declarou à polícia inglesa ter mentido, não sendo verdade a alegação de que tinha pago dinheiro ao primeiro-ministro, José Sócrates. Ou seja, a principal argumentação do famoso "caso Freeport – Parte II" caiu assim pela base com estrondo. Afinal, tudo não passou, segundo o próprio Charles Smith, de uma invenção. Não houve qualquer corrupção, apenas uma calúnia, repetida várias vezes no célebre DVD.

 

Como já cheirava é a isto que se resume o Freeport: declarações avulsas, indignas e patéticas de um personagem de credibilidade duvidosa. No entanto, e apesar da fragilidade da coisa, evidente desde o início, o "caso Freeport" cresceu, inflacionando como um balão de ar, e artificialmente abalando o país político. Embora a oposição nunca o tivesse cavalgado com convicção, na secreta e perversa esperança que a comunicação social desse conta do recado, o "caso Freeport" foi usado e abusado como arma de arremesso contra Sócrates, e o que é ainda mais surpreendente, o primeiro-ministro acabou por sofrer com ele. Não deixa de ser estranho que um "caso", que desde o início demonstrava enormes fragilidades, tenha levado um primeiro-ministro a cometer tantos erros.

 

Contudo, e perante as actuais declarações do sr. Smith, é também evidente uma coisa: o caso Freeport chegou ao fim, e sem glória. Não vale pois a pena insistir mais, é vaca de onde já não sai mais leite.

Pela minha parte, tiro deste caso um ensinamento. Quando na oposição não existe um antagonista credível ao primeiro-ministro, acaba por ser a imprensa a preencher esse vazio. Tal como o Batman precisa do seu inimigo Joker, e o Joker precisa do Batman; Sócrates precisa de inimigos, e os inimigos precisam dele. Ora, não havendo inimigos à altura na oposição, é preciso inventá-los na televisão ou nos jornais.

 

Neste momento na América está a passar-se fenómeno semelhante. Com o Partido Republicano em cacos, os principais adversários de Obama são os comentadores republicanos, como Rush Limbaugh, que no seu programa de rádio zurze contra o presidente. Limbaugh representa o mesmo papel que Sócrates atribui a Manuela Moura Guedes, o de inimigo público número um de Obama. Contudo, e nisso foi bem mais inteligente que Sócrates, Obama nunca se queixou do seu Joker e deixa-o a falar sozinho.

 

Domingos Amaral, Director da GQ in Correio da Manhã, 29.04.2009

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A Força Aérea prevê modernizar até ao final do ano 18 caças F-16 com o programa MLU (Mid Life Update), anunciou hoje o ministro da Defesa.

O ministro da Defesa realçou que, desde o início do programa, em 2003, já foram modernizados 15 aviões, prevendo-se chegar ao final do ano com 18. Até final de 2012 deverá estar realizado o trabalho de modernização de 39 aparelhos.

 

Até ao fim do ano a força aérea irá receber mais 18 F16 modernizados, ou até ao fim do ano, e desde o início do processo, o total será de 18 F16, o que assim sendo significa que até só irão ser entregues mais 3 F16 até ao fim de 2009!

Spin governamental ou mero desconhecimento jornalístico?

 

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Para quem gosta de futebol, como eu, o Presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evagelista, deixou hoje interessantes declarações sobre o Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional Hermínio Loureiro, sobre o incumprimento salarial, sobre os clubes cumpridores, a distorção da concorrência e o caminhar da política para o futebol e do futebol para a política.

 

Diz Evangelista que Hermínio Loureiro deve "dedicar-se à política" e deixar o futebol para quem se dedique à modalidade de "forma séria", acusando-o, ainda, de "nada fazer pelos futebolistas". Disse mais: "Tem de haver seriedade e Hermínio Loureiro é uma desilusão. Enquanto político tem habilidade, mas, ou se dedica ao futebol de forma séria ou então os próprios clubes não o levam a sério"; "Várias vezes fez promessas que não cumpriu".

 

Se posso concordar com a crítica à gestão da Liga e à política de compromisso com o passado, que esta gestão tem assumido, com prejuizos para o futebol português, já o encaminhar para a política, do modo que o faz, não me parece correcto. Este dirigente apareceu como uma lufada de ar fresco mas é hoje uma desilusão. No entanto, se é mau aqui não me parece que venha a ser bom na política. A não ser que mude de caracteristicas!

 

É que a política também precisa de convicções, rumo, transparência e honestidade de processos. Também precisa de sonho, ambição e projecto. Também precisa de coragem. Tal como o futebol. Mas é o que tem faltado à Liga e ao seu líder. Algumas boas ideias e iniciativas ficam pelo caminho pelo compromisso com os males e protagonistas do passado.

 

Também considero pouco ousada esta proposta, denunciada pelo Sindicato, a propor na próxima Assembleia-Geral da Liga, que prevê a subtracção de pontos aos clubes que não cumprem com as obrigações salariais. De facto, a Liga deu a entender que ia erradicar este fenómeno, mas está a pactuar com ele ao não assumir uma vontade de penalizar mais fortemente os incumpridores permanentes e reiterados.

 

Deverão o Governo e/ou a Assembleia ter intervenção neste caso? Eis algo a debater! Mas permanentemente os mesmos clubes nesta situação não me parece saudável para o futuro do desporto português.

 

Interessante foi a iniciativa de saudar o Trofense pois para Evangelista: "O Trofense é um dos clubes que mais credibilidade dá ao futebol português e oferece segurança aos jogadores. Eles são os primeiros a reconhecer estas qualidades. E numa altura que tanto se fala em verdade desportiva e que o futebol português se debate com falta de credibilidade, importa dar destaque a clubes que são exemplo",

 

Também aqui concordo e faço o paralelismo com a política. Temos de destacar o que de bom se passa no país e ter ambição para o futuro e não só ficar pelo lamento, pela queixa, pela recriminação.

 

Em tempo: O Secretário de Estado , Laurentino Dias, disse hoje que o Governo espera que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional "melhore a regulamentação" sobre salários em atraso, para que "esse problema não se repita". Laurentino Dias considerou que "não é ao Governo" que compete dar uma solução para os problemas financeiros da modalidade.

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A entrevista de Manuela Ferreira Leite a Mário Crespo foi surpreendente. A líder do PSD é conhecida por ter um pensamento muito estruturado, embora por vezes tenha deslizes frásicos que embaraçam. Mas o que se passou ontem não foi um deslize.

 

A pergunta de Mário Crespo é simples, clara e distinta: sente-se mais confortável num governo do Bloco Central ou numa nova AD?

 

A resposta é simples, clara e distinta: "Eu sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que eu acredite. Em que eu acredite que a conjugação de esforços e, especialmente, a conjugação de interesses - interesses no sentido do País - são coincidentes. Se perceber que o objectivo país não é propriamente aquele que está no centro das atenções, então com dificuldade haverá um Governo que possa contribuir para a melhoria do País".

 

Ferreira Leite pode não estar confortável num governo com Sócrates. Mas não é assim que se rejeita um Bloco Central. Ela abriu a porta e agora vai ser difícil de a travar. E, claro, há o discurso de Sábado de Cavaco. Será que sem esse discurso a resposta da líder do PSD teria sido outra? Claro que sim.

 

Ricardo Costa in Sic Online

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Se eu disse alguma coisa que tenha dito, isso só pode ser uma distorção das minhas palavras.” - MFL desmentindo o que disse na SIC acerca da possibilidade de um governo de Bloco Central.

Não sei o que choca mais, se a mentira descarada e atabalhoada, se o péssimo exemplo de utilização da língua portuguesa...e ainda falavam da geração rasca!

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Para quando uma gripe humana? A ANIMAL já deve estar cansada destes abusos!

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A um ecologista burocrata chama-se um mangas de alface.
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Ontem, Vital Moreira. Hoje, Rui Tavares. Afinal, em tempos longínquos, o PSD já foi um grande partido. Vital Moreira diz que este PSD está descaracterizado, abandonou a "pulsão reformista" e a "dimensão social" que, presume-se, seriam glórias laranjas. Vital lamenta também que o PSD já não seja "o partido da modernização das infra-estruturas". Rui Tavares afirma que Manuela Ferreira Leite acabou com "o partido do risco, da internacionalização e da concorrência". Notável. A exaltação dos méritos passados dos adversários com intenção de aumentar o contraste com as misérias actuais não é uma inovação retórica desta dupla de euro-candidatos. Mas apetece perguntar por onde é que andavam estes retro-adeptos quando o PSD era o partido fantástico que descrevem.

 

Via 31 da Armada

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Espirrei depois de beber uma tequilla. Devo dirigir-me a que hospital?
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"Tem toda a razão. Os brilhantes Francisco José Viegas e João Pereira Coutinho, sob a magistral batuta de Constança Cunha e Sá, não têm feito outra coisa senão discutir o caso Freeport na sua minúcia e complexidade; já o tendo praticamente resolvido, mais fax menos email. Também estão a planear discutir com saudável desassombro os casos BPN, BPP, BCP, Moderna, Casino de Lisboa, casas camarárias, Portucale, Paulo Portas, Dias Loureiro, João Jardim, Valentim Loureiro e Isaltino Morais. Mas, primeiro, terão de reunir com Pacheco Pereira, Eduardo Cintra Torres, José António Saraiva e José Eduardo Moniz para obter autorização. É que isto do desassombro tem consequências que podem afectar a saúde de muito passarão, há que ter cuidadinho.

A crespologia revela-nos, por proximidade conceptual, um vasto território de investigação, pardieiro onde se ajunta a fina-flor da ralé nacional. São estranhos bicharocos, só sobrevivem dentro dos televisores." - podem ler este texto do Valupi no Aspirina B (por uma questão de legenda é importante ler também este texto aqui)

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