Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
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Amanhã, dia de ano novo, estarei no RCP, a partir das 23h, à conversa em directo com o Pedro Folgado, distinto militante do PSD e nosso companheiro aqui, no Câmara de Comuns. No frente a frente, teremos por certo a oportunidade de avaliar Lisboa e a CML em 2008 e tecer prognósticos para 2009. Por certo que vamos falar de eleições e inevitavelmente de António Costa e Santana Lopes.
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Caros Amigos,

Já passaram 9 anos desde que comemorámos o ano 2000. Foi, sem dúvida, uma data marcante, independentemente da discussão sobre a viragem de Século e de Milénio se ter realizado nesta data ou no ano seguinte.

Era uma data que trazia associado um conjunto de mitos, uns centenários e de origens marcadamente judaico-cristãs, outros recentes e de configuração urbana e pseudo-tecnológica.

Contudo, alguns desejos, e, porque não, algumas prometaicas esperanças eram comuns ao mais comum de todos os mortais: A PAZ, A JUSTIÇA, O AMOR. Sim, a Paz, um dos anseios, desejos e sonhos milenares de mútliplas civilizações que a procuraram e jamais a encontraram. Sim, a Justiça, um dos Princípios que a Humanidade teima, injustamente, em considerar como um Valor. Sim, o Amor, de que todos devíamos nascer e com ele crescer, mas que a muitos falta mais que água no Deserto.

Prometi continuar com algumas reflexões que me deram a honra de poder aqui expressar. Vou cumprir essa promessa, COM TODA A CERTEZA! Sou um homem livre e Nada, nem Ninguém, por mais anónimo que seja, mo impedirá!

Hoje, contudo, queria reservar este post para dizer o quanto me orgulho de poder participar livremente, em prole das três prometaicas esperanças que referi, neste mundo fascinante que é a blogosfera. Sei que alguns sempre A repugnaram e outros começam, paradoxalmente, a repugná-la. Mas, quando isso acontece, meus Amigos, é um Sinal da Grandeza e da Força que os fracos deixam transparecer, com argumentos que não mais pretendem do que coartar a liberdade de expressão em nome da, disfarçada defesa, de um determinado statuos quo que, ainda que decadente, tenta no formalismo (re)afirmar-se.

Porque 2008 foi o meu primeiro ano como blogger, queria agradecer ao meu Amigo Diogo Morais o honroso convite para participar neste grande forum de discussão aberta e fraterna a que me muito me orgulho pertencer: Câmara de Comuns. A todos os co-bloggers deste blog agradeço o grande privilégio que me dão de, diariamente, poder ler, refletir e trocar algumas boas e bonitas ideias.  Um grande Abraço para todos os Comuns desta Câmara.

Mas, este espaço permitiu-me aceder a outros espaços e bloggers, cuja inegável qualidade dispensa apresentações: Duarte Levy, Joana Morais, Astro, Paulo Reis,Textusa, Remember, Cláudia Proud of PJ, Mila y Mercedes, Maria G Lopes, Eme, Luisa, Reme, Marie (f), Medusa da Lua, Remédios, DiasdeSantos, Duarte, e muitos outros cujos apoio e contribuições muito me enriqueceram com ser humano mas, sobretudo, tornaram visível, nas suas palavras, a esperança que acima referi. Encontrei em Vós, Caros Amigos, a Boa Companhia para perseguir essa esperança através do virtual, mas tão tocante e verdadeiro, espaço que é a blogosfera..

Assim, meus Amigos, que todos possamos seguir estas prometaicas esperanças ou tão humanos anseios. Em conjunto e "neste nosso Espaço" prossigamos com orgulho esse desígnio comum: Lutar pela Paz, pela Justiça e pelo Amor.

Este é um dos  meus grandes desejos para 2009. Estou seguro de que o partilham comigo!

Um Fraterno Abraço a TODOS e um 2009 com muita Paz, Justiça e Amor

 

Paulo Sargento

(Também, e Orgulhosamente, Blogger)

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... Até "pro" ano! Um 2009 bem melhor para todos!
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Na semana passada, tive a oportunidade de entrevistar o jovem escritor João Tordo. A entrevista já está disponível on-line no Portal Lisboa. Convido-vos a dar uma vista de olhos.

Tive imensa honra em fazer esta entrevista, decidi que a queria fazer no momento em que acabei de ler o seu último romance "As 3 vidas". A escrita é fluente e apaixonante, o enredo é bem escolhido e os cenários são realistas o suficiente para nos entregarem à ficção.

 

Publicado também no O amor nos tempos da blogosfera.

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Político do ano – Felipe Calderón

O Presidente mexicano assumiu o combate aos cartéis de droga, que minam o desenvolvimento do país, como uma prioridade do seu mandato. No ano em que espoleta esta “limpeza”, muitos civis já foram vítimas dos confrontos entre as forças da autoridade e os traficantes. Por outro lado, reconhecer, em público, que a polícia mexicana conta com um significativo número de agentes corruptos, por causa do tráfico de droga, é de uma coragem tremenda, dado o corporativismo existente.

 

Figura do ano – Barack Obama

Ganhou a nomeação democrata, quando se pensava pouco provável. Conquistou milhões de norte-americanos e muitos mais em todo o mundo com a sua campanha e foi eleito Presidente da maior potência mundial. Algo impensável há menos de um ano. Resta constatar que da sua retórica à prática há consonância e consequência. Pela Administração que constituiu há sinais de que os EUA vão regressar à era do dinamismo.

 

 

Esperança – Kevin Rudd

O sucessor do histórico John Howard à frente do Governo australiano imprimiu uma nova era de políticas, desde a valorização do Ambiente, conduzindo a Austrália ao clube de Kioto, com a harmonização histórica, tendo feito vários reparos com as minorias vítimas de um passado pouco digno da grande ilha austral.

 

Desilusão – Angela Merkel

Quando a crise financeira agravou-se e a resposta europeia era necessária, a Chanceler alemã, em vez de apostar na concertação dos 27, como é tradicional na política de Berlim, e como Merkel assumiu deste que ascendeu à liderança Federal, desta feita, preferiu a resposta nacional, sem ganhos para a Alemanha e para a UE.

 

 

Surpresa – Gordon Brown

Pelas razões inversas de Merkel. Desacreditado internamente, o Primeiro-Ministro britânico, dados os seus conhecimentos e experiência de 10 anos como homem da Fazenda britânica, reaparece, interna e externamente, devido à apresentação do programa europeu de resgate da economia.

 

Esperar para ver – Raúl Castro

Sucedeu ao irmão Fidel na condução de Cuba, como se previa. Desde cedo evidenciou pragmatismo. Deu os primeiros passos para a abertura económica e continua a seguir esse trilho. Em termos políticos, agrilhoou mais Cuba, como ainda há poucos dias se percebeu, com a criação de um novo organismo de controlo. Veremos até onde vai e que irá provocar a política de Raúl, mais inspirada na realidade do que a de Fidel.

 

Decrépito – Robert Mugabe

O ditador do Zimbabué faz de conta que nada se passa no país que desgoverna. À inflação que perdeu norte junta-se, agora, um surto de cólera incontrolável. Enquanto isso, diz que só sai quando Deus quiser. Trágico.

 

Bluff do ano – Mikail Saakashvili

O Presidente da Geórgia provocou um conflito no Cáucaso, instigando a Rússia a intervir militarmente, sem necessidade. Há pouco tempo admitiu que tinha desencadeado o confronto, apesar de ao longo de muito tempo ter culpado Moscovo. De rosto da mudança, na Revolução das Rosas em 2003, tornou-se o coveiro do desenvolvimento georgiano, com métodos democraticamente duvidosos, quando foi reeleito Chefe de Estado nos primeiros dias de 2008.

 

Derrotado do ano – Pervez Musharraf

Saiu da presidência do Paquistão sem honra nem glória. O militar que podia ter devolvido a estabilidade a um dos principais centros nevrálgicos do mundo acabou por não ter a mão de ferro forte que o acusavam de ter. Hoje não se sabe ao certo para onde caminha o Paquistão, com graves e imprevisíveis consequências para o mundo.

 

(Publicado no Palavra Aberta)

Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
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Na edição de Dezembro do jornal Portal Lisboa, tive o privilégio de entrevistar o Professor Carmona Rodrigues. Finalmente a entrevista está disponível on-line, pelo que achei por bem anunciá-lo neste blog, até porque aqui se fala tanto sobre a CML.

Aproveitem e vão vendo o que se passa pela cidade, o jornal serve para isso mesmo e muito dos seus colunistas são também aqui do Câmara de Comuns.

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Cavaco Silva falou ontem ao país, o tom foi grave, sério e seco. O presidente pareceu-nos chateado e evidentemente quis mostrar ao país que o estava, deu os recados a quem tinha que dar, indirectamente chamou o primeiro-ministro de birrento, sendo que o presidente mostrou também o ser. O povo, os eleitores que o elegeram a ele e ao parlamento que ele chamou irresponsável, ficaram na mesma, sem perceber o porquê dos políticos estarem tão incomodados com o Estatuto dos Açores. O que o povo, os eleitores, quer é saber qual é a solução para os reais problemas do país e isso nem o presidente, nem o governo respondem.

 

Para quem pensava que Cavaco Silva ameaçou ontem não promulgar o Orçamento para 2009, não passou tudo de um sonho. Tudo continua igual na republica de Portugal.

 

Publicado também no O amor nos tempos da blogosfera

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Este bem poderia ser o título da peça publicada hoje na página 16 do Jornal de Negócios.

 

Fica a dúvida se o editor do dia limitou os caracteres ao ponto de obrigar a este recurso ou "forma de escrita" frequentemente usada nos SMS.

 

É evidente - acreditemos - que o teclado usado era um teclado qwerty e como tal, a letra Z está rigorosamente ao lado da letra X, tudo não deve ter passado de um erro de digitação, mas que não abona a favor.

 

Assim não se escreve em bom português.

 

(Obtido por aqui)

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As tréguas não são um processo unilateral de Israel mas baseiam-se numa iniciativa originalmente proposta pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner. Este e o ministro israelita da Defesa, Ehud Barak, debateram hoje a proposta por duas vezes, em dois telefonemas, precisou um responsável da diplomacia francesa.

 

A proposta de Kouchner vai ao encontro das pretensões israelitas, que em momento algum devem ter equacionada a invasão de Gaza, ainda que tivesse feito questão de manifestar essa hipótese. E são várias as razões para essa não missão terrestre. A primeira, pelo confronto, em terra, com a demografia de Gaza. A segunda, pela impossibilidade de numa intervenção militar terrestre justificar mais mortes de civis, quando apenas se pretende combater o Hamas. A ter lugar, o número de mortes dispararia. A terceira, e mais sensível para Israel, em particular para os seus governantes, a forte eventualidade de haver baixas. A poucas semanas das eleições, a morte de soldados israelitas seria o desacreditar das candidaturas do Kadima e Trabalhistas, que presentemente conduzem o Governo, e um claro reforço do já liderante Likud. Não creio, por isso, que haja uma intervenção terrestre.

De assinalar que nas últimas horas o Ministro da Defesa e líder trabalhista, Ehud Barak, tem recuperado algum do muito crédito político perdido, fruto dos conhecimentos da sua carreira militar a par da vasta experiência governativa que já tem (que diferença com Peretz, o sindicalista que liderou os trabalhistas e conduziu, na qualidade de Ministro da Defesa, a intervenção desatriculada e desastrada no Líbano há pouco mais de dois anos).

Israel já ultrapassou muito dos seus objectivos, de derrubar pontos estratégicos do Hamas em Gaza. Mostrado e sentido o rugido do leão, é hora de este abrandar, sob pena da sua intervenção poder meter água.

O tempo, em termos de política interna israelita, é de colher frutos por parte de cada um dos candidatos e, aqui, Livni e Barak têm mais argumentos do que Netanyahu.

Devo reconhecer que a Presidência francesa da UE actuou bem neste caso, surgindo com uma proposta concreta e atempadamente, ao contrário do que sucedera no conflito do Cáucaso, no Verão passado, quando apareceu tarde. (Publicado no Palavra Aberta)

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Brinquei um pouco com o Rodrigo, jogando com as suas palavras. A nossa amizade impede que ele se ofenda.

 

Eu também não me ofendo com a esdrúxula ideia de que o facto de ter apoiado Manuel Alegre nas eleições para Secretário-Geral do PS em 2004, me deva vincular ao apoio eterno ou me desqualifique enquanto bom militante socialista e bom apoiante do Governo.

 

Ora, eu penso pela minha cabeça e sempre apoiarei quem eu entender, quando eu entender. Apoiei Alegre, na altura, e não o voltaria a fazer. Ao longo dos últimos três anos sempre apoiei o Governo, discordando com a mesma liberdade, sempre que havia lugar a discordância.

 

Apoiei Mário Soares nas presidenciais, o que voltaria a fazer, tal honra tive nesse apoio e em integrar a sua Comissão Nacional de Honra.

 

Nessa altura, os apoiantes de Alegre, presumiram o meu apoio e divulgaram-no no site da campanha. Por isso, passei importantes humilhações. Reclamei e a verdade foi reposta, com o devido pedido de desculpas.

 

Acima de tudo, não será o Rodrigo - um Social-Democrata - que julgará do meu apoio seja a quem for e seja a que partido for.

 

Sei sempre o chão onde piso e serei coerente com os meus passos.

 

De tal forma é assim que até já te apoiei a ti, Rodrigo, em tempo idos, coisa que voltaria a fazer.

 

Mais te informo que o facto de considerar que, na actual conjuntura, a governação socialista cumpre o interesse nacional não me compromete no apoio a Sócrates nas próximas eleições internas, nem me liga eternamente ao PS.

 

Bom ano!

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O Manuel vendia os melhores cachorros quentes da cidade:
As salsichas eram enormes, envolvidas em pão caseiro crocante, e com muito molho e acompanhamento, à vontade do freguês...
As vendas estavam óptimas, sempre a crescer... até que um dia o pai do Manuel disse:
"Ó Manel, está aí uma crise tão grande, que tu devias começar a reduzir na despesa!"
O Manuel acreditou no pai, e a partir desse dia, começou a vender cachorros com uma salsicha mais pequena e um paposseco, para reduzir custos.
Os freguêses passaram a ter de optar entre apenas um acompanhamento ou um pouco de molho...
Ao fim de poucos dias, os clientes deixaram de gostar dos cachorros, e o Manuel começou a vender cada vez menos...
Logo concluiu : "O meu pai tinha mesmo razão.. Está aí uma crise tão grande que nem os meus cachorros consigo vender....."

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Ao contrário do anunciado, a reflexão sobre o significado da vida quando do seu fim, transmitida através da fantástica expedição do Elefante Salomão por terras nunca antes pisadas por outro da mesma espécie, não foi o último livro de Saramago.

 

Superada a doença, o nosso Nobel promete continuar imparável e já trabalha em nova benção à literatura portuguesa. O título terá apenas uma palavra, sendo provavelmente desprovido de epígrafe. Talvez no melhor momento de forma da sua carreira, Saramago junta a experiência ao talento e promete deslumbrar uma vez mais...

 

Por mim espero ansiosamente. Haja unhas!

 

 

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O André, com toda a amizade que nos une, resolveu lançar-me um "mimo" na onda do Estatuto dos Açores, pegando nas minhas palavras e pondo-me do lado daqueles que entendem que o actual Governo tem feito bem a Portugal.

Malandreco, lá diria o outro.

Não faço parte desse clube. Mesmo! Pelo que o "bem-vindo" não se aplica.
É inclusive o próprio André que no parágrafo seguinte, tirando a ultima frase, justifica bem as coisas do porquê de Cavaco Silva não dissolver a Assembleia.

Mas novidade é o André considerar que o Partido Socialista tem defendido bem os interesses nacionais. E o André é mais um exemplo do porquê de Manuel Alegre não avançar com o tal Partido "Alegrista". É que muitos dos que o apoiaram, quer nas directas e ate mesmo nas Presidenciais estão comodamente (aqui o André  não entra), "alegres" e contentes, no seio do Partido Socialista.
 

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Não me apetecia pronunciar-me mais sobre o Estatuto dos Açores. Cavaco promulgou-o. Tinha de o fazer.

 

 

Discuti isto aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Este é o sétimo texto que aqui coloco sobre isto. Não creio que seja o último. Considero que a discussão foi mais ampla na blogosfera (e no Câmara de Comuns em particular) do que entre os Órgãos de Soberania.

 

Esta questão dividiu os Socialistas, como atestarão as declarações de voto de alguns deputados (os que leram o Estatuto e acompanharam as reflexões, provavelmente). Grosso modo, a divisão dá-se entre os que preferiram a guerra ao Presidente, pura e simplesmente, e os que preferiam o Estado Unitário com regionalização meramente periférica.

 

A atitude da Assembleia da República é de enorme indignidade ao penhorar os seus poderes face a uma Assembleia Regional e os do Presidente da República face à lei ordinária e aos poderes regionais.

 

Não é uma questão apenas de incidência jurídico-constitucional. É um acto político-legislativo da maior importância. Poucas vezes se erra tão profundamente em democracia. Esteve mal, o PS!

 

Se, em sede de fiscalização sucessiva abstracta (e não me cabe explicar o pouco que sei de Justiça Constitucional) estas normas vierem a ser expurgadas, temo por um Estatuto coxo e por uma maioria parlamentar e pelos partidos que forçaram a sua aprovação.

 

Contudo, outros partidos tiveram justificações mais moles para tentar sobreresponsabilizar o PS, como foi o caso do PCP, por exemplo. Afinal, ninguém se prestou a dar crédito ao Presidente e a responder às suas críticas. Mal!

 

Noutras circunstâncias, poderia ter havido dissolução da AR.

 

O Rodrigo acha que o Presidente não dissolve porque se preocupa mais com o país do que com o Partido de que foi líder. Com este argumento, o Rodrigo diz-nos que a governação socialista é de interesse nacional. Bem vindo.

 

Cavaco não dissolve porque estamos em crise. Cavaco não dissolve porque estamos perto das legislativas. Cavaco não dissolve porque tinha de promulgar o Estatuto na mesma. Cavaco não dissolve porque era provável a reeleição de Sócrates.

 

É só por isso que Cavaco não dissolve.

 

Para mim, havia muito boas razões para ter dissolvido a 18 de Dezembro. Evitar a confirmação do Estatuto poderia ter sentido. Punir a Assembleia já só cabe aos eleitores, não ao Presidente. E ele sabe disso.

 

Jamais apoiarei Cavaco Silva, por inúmeras razões. Reconheço, contudo, que desta vez tinha muita razão.

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Carlos, porque razão queres que se comente uma sondagem encomendada pelo Partido Socialista? Ou devo perguntar porque é que o PS viu necessidade de ceder uma sondagem por si encomendada a um jornal? Ou porque não cederam outras que também fizeram recentemente?

 

André, não fosse a Monarquia e sabe-se lá como andaria a Bélgica neste momento!? Os Partidos e as facções / comunidades não se entendem e a culpa é do Rei?

 

E André (outra vez), bom post. Pena é que outros partidos não sigam esta mesma decisão. E espero que o PSD siga mesmo até ao fim com esta medida.

 

Já agora, continuo com esperança que as eleições Autárquicas e Legislativas sejam marcadas para o mesmo dia. Depois do episódio do Estatuto dos Açores espero que o interesse do País prevaleça aos interesses taticistas que qualquer partido tente fazer valer. Aqui o Presidente da República tem o espaço de manobra (leia-se temporal) para tomar a decisão correcta. Espero que o faça.

 

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Israel e Palestina: alguém acredita que existe solução? Eu, sinceramente, não!

 

 

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Depois do Presidente da República promulgar o Estatuto dos Açores foi uma correria de opiniões a tentar passar a ideia que Cavaco Silva saiu derrotado. Pois, parece que sim. Mais nada podia fazer. Não querem é, convenientemente, perceber que quem perde é Portugal.

 

Muitos tentam passar a ideia que Cavaco Silva viu a sua imagem beliscada.

 

Se aquando da sua primeira intervenção, numa mensagem ao país, as pessoas não perceberam o porquê, findo o processo ficou clara a ideia de que o Presidente não se esteve a defender a si, mas sim o País, a sua Constituição e o normal funcionamento do Estado.

 

E as pessoas perceberam que o Governo e o Partido Socialista mais não fizeram que uma birra política sem qualquer necessidade, por motivos meramente partidários para fazer a vontade a uma estrutura regional. Se durante tantos anos acusaram o PSD, em diversas questões, de estar dependente de uma estrutura regional, como é que agora justificam este baralhar dos alicerces de poderes constitucionais?

 

O que não se consegue perceber é o porquê de não se alterar apenas um artigo! Pelo Largo do Rato devem ecoar os gritos de "A César o que ele pedir".

 

As pessoas também percebem que os outros Partidos com representação parlamentar estavam a dormir aquando da discussão inicial. E quando tentaram corrigir o passo era tarde.

 

E não se percebe porque tanto se falou de dissolução da Assembleia da República. Será que ainda não se percebeu que temos um Presidente da República que pensa em Portugal e, ao contrário dos dois anteriores Presidentes, não pensa num qualquer Partido onde é (foi) militante.

 

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Depois de uns dias de descanso, aproveitando umas férias nesta época festiva, numa aldeia deste nosso Portugal, volto a conseguir ter um acesso de velocidade razoável à internet. Por isso vamos lá a debitar umas ideias sobre alguns assuntos.

 

Confesso que senti alguma falta de acesso à net, mas voltaria de bom grado a ficar sem ela outra vez por mais alguns (muitos) dias :)

 

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A vida do magnata russo Abramovich parece surreal. Vejamos o que o senhor tem pela frente, nestes tempos de crise, conforme nos indica o La Vanguardia:

 

1 - La depreciación de los activos y otros efectos de la crisis habrían reducido la fortuna personal de Abramóvich de 16.700 millones de euros a apenas 2.300 millones, según la información de la agencia oficial rusa Prime-Tass, que cita fuentes alemanas.

 

2 - En esta situación, el magnate se estaría planteando vender el Chelsea, en el que desde julio de 2003 ha invertido unos 210 millones de euros, o bien su yate, de 115 metros de eslora y valorado en unos 200 millones de euros. El "Pelorus", con una tripulación de medio centenar de personas, dos helipuertos y dotado de un sistema antimisiles, se encuentra desde noviembre en Barcelona para unos trabajos de mantenimiento y modernización.

 

3 - Un habitante de Letonia, el país que vive la mayor recesión de la Unión Europea, publicó en internet una carta abierta a Abramóvich, que ya ha recibido el apoyo de 400 firmas, en la que propone al magnate comprar ese Estado báltico. El autor de la carta explica que Letonia "está en quiebra" y que los 7.500 millones de euros que espera recibir del FMI, el BERD, la UE y los países nórdicos y de Europa del Este "desaparecerán en los bolsillos de los funcionarios" o se gastarán en costosos proyectos, mientras "el nivel de vida de la población caerá a ras de suelo". "Le pido que estudie la posibilidad de comprar Letonia, cuyas ventajas son unos habitantes muy trabajadores y benévolos, un territorio muy ecológico y mucho sitio para fondear su yate", en la costa del mar Báltico, puntualiza el autor de la carta.

 

Dada a dificuldade financeira, é provável que a "compra" da Letónia se torne mais difícil.

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Para Lula, un presidente saliente debe retirarse de la vida pública sin caer en la tentación de dar consejos a su sucesor. ¿Volverá a disputar las elecciones presidenciales en el futuro? Ahí, el ex tornero ha dejado la puerta abierta. Ha dicho que el tiempo dirá. Va a depender de la aprobación, aún durante su mandato, de una reforma constitucional que impida la reelección al mismo tiempo que alargue de cuatro a cinco los años de la presidencia. En ese caso, Lula podría presentarse en 2015 si para entonces siguiera viva su popularidad. Las elecciones de 2010 serán las primeras que se disputen en 20 años y en las que Lula no aparecerá como candidato, algo que supone, políticamente, mucho para Brasil.

 

No ano em que o Brasil se afirmou como a grande potência emergente a actuar globalmente, o futuro imediato coloca vários desafios para as terras de Vera Cruz. E o futuro político é decisivo para a consolidação da potência regional sul-americana no quadro global. A ano e meio da eleição presidencial, Juan Arias apresenta uma interessante tese, no El País, com três cenários possíveis, para o futuro imediato do Brasil na era pós-Lula.

Não creio que Lula regresse mais tarde às lides políticas, não só por parte da reforma constitucional brasileira, a ter lugar, seja tão permissiva como o texto de Arias indica, mas também porque provavelmente o Brasil entrará num ciclo que será marcado por um duplo mandato de José Serra. Naturalmente, Serra terá de ganhar e não bastam as sondagens a dá-lo como sucessor de Lula, como na edição desta semana a revista Veja adiantava.

Por outro lado, noto como aqui ao lado, em Espanha, há um grande interesse com o gigante latino-americano e aqui, em Portugal, o destaque, por razões óbvias, mas também globais, o Brasil não mereça a mesma atenção dos media. (Publicado no Palavra Aberta)

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Segundo noticia o SOL, uma das prioridades de Santana Lopes é prosseguir com o desnivelamento dos eixos principais da cidade, como sucedeu com o Marquês de Pombal. Ainda assim, a sua proposta assenta em túneis de menores dimensões e sem a complexidade da obra que ficou a marcar a sua anterior passagem pela presidência da autarquia lisboeta.

Santana Lopes não esquecerá também a recuperação do Parque Mayer e da zona ribeirinha e ainda a conclusão do túnel do Marquês (ligação à António Augusto Aguiar).
 

In IOLDiario

Se Santana ganhar vamos ver Lisboa transformada num Queijo Emmental
 
Publicada por João Oliveira Leonardo

via http://cidadanialx.blogspot.com/

 

 

Não encontraria de facto melhor comparação. Mas para meu espanto, ainda surge a mítica referência à reabilitação do Parque Mayer. Por generosidade, alguém se incomoda de explicar ao dr. Santana que esta intervenção não se ficou pelas palavras com o executivo do dr. Costa?

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A partir de amanhã, reclusos de cinco estabelecimentos prisionais distintos vão contar com 25 hectares de terreno para cultivar. Os produtos que conseguirem retirar da “Horta Solidária” serão distribuídos pelas populações mais desfavorecidas.

 

No virar do ano, em que são notícia a crise financeira que se abateu sobre todas as nações ou o conflito na Faixa de Gaza, vale a pena destacar pela positiva, mais um importante instrumento de responsabilidade social, despoletado pela Direcção Geral dos Serviços Prisionais e que permite a alguns reclusos produzirem produtos agrícolas para posteriormente os doarem à Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares.

É importante que a sociedade saiba reunir os meios de integração e de criação de projectos de vida aos reclusos. O esquecimento a que maioritariamente são votados, associados à ausência de estratégias de inclusão, provocam desnecessariamente males maiores.

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O Presidente recusa-se a aceitar que uma lei ordinária restrinja os seus poderes, previstos numa lei superior, a Constituição da República Portuguesa, e alerta para o facto de passar a ser mais difícil dissolver a Assembleia Regional do que a Assembleia da República

 

Neste caso que se arrasta desde o Verão, concordo com a posição do Presidente da República. É de lamentar que todos os partidos, da direita à esquerda, sem excepção, tenham assumido uma postura de pouco diálogo com as legítimas recomendações de Belém.

Mais me espanto com as análises de Santana Lopes (que parece estar parado em 2004) e de Bettencourt Resendes, que defendem a tese de dissolver o Parlamento, devido a esta questão do Estatuto dos Açores. Haja um pouco de senso.

Não foi Cavaco Silva que perdeu a batalha, mas sim as funções e competências presidenciais.

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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008
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O Presidente da República, Cavaco Silva, anunciou esta noite numa declaração ao país que promulgou hoje o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, documento que tinha vetado, apesar de considerar que este abre um “precedente muito grave”, “abala o equilíbrio de poderes e afecta o normal funcionamento das instituições da República”.

 

Quanto à tese de um "precedente grave" hoje citada por Cavaco Silva relativamente à inevitável e democrática promulgação do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, é caso para perguntar por que raio é que nem o seu PSD votou contra, nas três chamadas à Assembleia da República. É caso para se dizer que o senhor presidente da República caminha cada vez mais só, tão só, que só hoje se deve ter dado conta.

 

Também em http://miguelteixeira-lx.blogspot.com/

 

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O objectivo da ofensiva israelita na Faixa de Gaza, hoje no terceiro dia consecutivo, é fazer cair o regime do Hamas, anunciou hoje o vice primeiro-ministro israelita Haim Ramon na estação de televisão privada 10.

 

Tel Aviv sabe que está a pedir o impossível. O Hamas não vai cair na Faixa de Gaza e sujeita-se a conquistar a popularidade na Cisjordânia, com o enfraquecimento da Fatah.

Se o objectivo de Israel é procurar legitimar mais dias de intervenção em Gaza, não é com o argumento da defesa da queda do Hamas que vai merecer reconhecimento para continuar a intervir.

O enfraquecimento das respostas bélicas do Hamas por parte de Israel acaba por ser inversamente proporcional, no seio da comunidade muçulmana, ao apoio à causa do grupo que controla a Faixa de Gaza. (Publicado no Palavra Aberta)

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"A blogosfera está cada vez pior. Ganhou todos os defeitos do jornalismo, quer os públicos, quer os de bastidores (que conseguem ser ainda piores que os públicos e hoje estão à vista nos blogues dos jornalistas) e nenhuma das qualidades. Está a tornar-se numa colecção de dichotes, pseudopiadas, ajuste de contas, e "bocas" que passam por ser opiniões. No geral é tudo muito mau, mesmo muito mau."
JPP no Abrupto 

 

José Pacheco Pereira faz a sua análise ao ano da comunicação social portuguesa, quer como consumidor, mas também como "opinador" profissional dos media, se não o fosse não precisava de fazer aquela declaração de interesses. Por entre umas facadinhas nas televisões, um picanço com a ERC e umas bocas aos gatos fedorentos, acaba por acertar em algumas coisas. Mas onde tem mais razão é no capítulo "revistas e jornais". De facto, o DN online não vale grande coisa, o Expresso tem vindo a perder alguma qualidade e ninguém percebe como ainda existe o Semanário - mas é certo que o compro, pelo mesmo motivo de JPP.

 

Agora o que eu não compreendi é esta coisa do ataque à blogosfera. Pacheco Pereira alimenta um blog que já foi bom e que agora é algo de estranho que sobrevive à custa não do JPP blogger, mas do JPP figura pública - não se contentando com esse facto, ameaça constantemente bater com a porta e tudo isto fica a soar a uma coisa do género "a blogosfera só não é prefeita porque não é como eu". Mas a maior incongruência de Pacheco Pereira é dizer que a blogosfera é má porque "ganhou todos os defeitos do jornalismo", no entanto, o próprio Pacheco Pereira decidiu falar da blogosfera num post em que pretendia falar de jornalismo. Deve ter mudado de opinião a meio.


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De derrota em derrota, até à derrota final.

 

O Presidente da República prometeu para as 20h15 de hoje uma declaração ao País sobre o Estatuto dos Açores. Certa a promulgação do diploma não se espera nenhuma surpresa. Será uma breve e justificativa declaração do Patinho Feio da querela, reafirmando a razão que crê ter apesar de poucos o levarem a sério. Sai da disputa desamparado, sem sequer reunir para a sua causa o apoio Parlamentar do PSD.

 

Sem entrar em questões de Direito, à excepção meia dúzia de juristas e opinion makers, Cavaco Silva termina esta batalha sem glória, somando uma pouco significativa vitória no Tribunal Constitucional e sem registar um único voto a favor das suas pretensões em sede de Assembleia da República. Pouco para quem até apostou em interromper os banhos do País há poucos meses.

 

Justificações a mais no caso SLN/BPN, derrota no Estatuto dos Açores: tempos negros em Belém...

 

Mas foi algo que eu disse?
 

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Quando nos aproximamos do final do ano as notícias de hoje dão-nos conta de um mundo cada vez mais agitado e com problemas graves para resolver.

 

O conflito no Médio Oriente numa escalada grave, os atentados e baixas no Iraque e no Afeganistão, a agitação política na Tailândia, a queda da última réstia de normalidade na Somália, as notícias económicas de  Macau, da China e da Rússia são alguns exemplos dessas dificuldaes que o mundo nos reserva.

 

Estabilidade e liderança firme e determinada, nos vários pontos do globo e também em Portugal, a par de uma cooperação internacional cada vez maior são algumas das necessidades que devem ser satisfeitas em 2009.

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O presidente da Académica, José Eduardo Simões, insistiu domingo na construção de um novo estádio para 12 a 13 mil espectadores. "Os custos de manutenção do actual estádio serão incomportáveis em 2014, daí a necessidade imperiosa de construir um novo, para 12/13 mil pessoas", afirmou o presidente, acrescentando que se tiver de assumir as despesas totais do estádio, "a Académica vai ao buraco. É uma questão de sobrevivência".

 

A Académica  tem contrato de exploração do Estádio Municipal de Coimbra por 10 anos, até 2014.

 

A rescisão unilateral por justa causa - a 02 de Dezembro - do contrato com a TBZ, que suportava todos os custos e obtenção de receita da gestão do mesmo, cabendo à AAC/OAF um rendimento mensal, poderá ter acelerado a concretização deste novo projecto.

 

Importa aqui discernir, para o futuro, o que vai ser desta ideia e o que tem a dizer o Presidente da Cãmara Municipal de Coimbra sobre o tema. Normalmente diz pouco sobre quase tudo.

 

Nesta conjuntura, não me parece a solução ideal. Longe disso.

 

Mas esta divergência ressalva que algo vai mal em Coimbra no relacionamento CMC/Clube.

 

Tal como em tudo o resto aliás. Coimbra tem vindo a perder, gradualmente, um protagonismo sadio que já teve no passado. Alternativas consistentes precisam-se para devolver a Coimbra o seu estatuto político, cultural e empresarial.

 

Do mesmo modo, importa, no presente, perceber o que se passou com a empresa TBZ. De empresa de sucesso ao que é hoje foi um instante.

 

 

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“If somebody was sending rockets into my house where my two daughters sleep at night, I’m going to do everything in my power to stop that. And I would expect Israelis to do the same thing.”

 

Barack Obama, Julho de 2008

 

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