Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
comentar

Acabei de chegar de Torres Vedras, onde assisti ao lançamento do livro de poesia "Toda a Poesia Nua", do filósofo Paulo Alexandre e Castro. Trata-se de uma obra poética bilingue, português e francês.

Foram óptimos os momentos de discussão e tertúlia. Para além disso, tivemos a oportunidade de assistir a um pequeno recital, de alguns dos seus poemas. Os meus parabéns ao autor.

Quem quiser assistir ao lançamento em Lisboa, pode deslocar-se à Byblos, nas Amoreiras, às 18:30 da próxima quinta-feira, dia seis de Novembro. Fica o convite.

 

Tags: , ,
comentar

Jocs malabars

"Per ser feliç, mortal, camina sempre i oblida"

3 comentários

Caro Paulo (Ferreira),

 

Nesta Câmara debateu-se, há dias, o ranking das Escolas e assuntos educativos afins.

Não se falou, por aqui, de Itália nem do aceso debate, na rua inclusive, que a nova e quase revolucionária proposta educativa do Governo de Berlusconi tem desencadeado para lá dos Alpes. 

Entretanto, com um país a ferro e fogo, por causa da Educação, il Cavalieri nomeia uma nova porta-voz do Conselho de Ministros, a nossa já bem conhecida Mara Carfagna.

Resta, desde este nosso canto à beira-mar plantado, desejar boa sorte à nossa mui estimada Mara no exercício das suas novas funções!

Tags:
comentar

 

 

Começou a contagem decrescente.

No que me toca só acredito quando vir. Ainda tenho dúvidas que os americanos a assumam já...

Tags: ,
1 comentário

A principal novidade da noite eleitoral acabou por ser a demissão do líder da oposição, dado que ninguém duvidava seriamente da não confirmação do PS no Governo (e esse excesso de confiança foi sem dúvida o maior problema enfrentado pelos socialistas) e que a questão em aberto era muito mais a de saber o que iria o líder da oposição fazer perante a inevitável derrota.

Pela minha parte, e tendo em conta o que considero ter sido uma campanha com aspectos civicamente repreensíveis, penso até que o resultado do PSD pode ser considerado como acima das expectativas.

Basta apenas lembrarmo-nos daquela inqualificável acusação feita pelo líder do PSD em São Jorge, de que se estava a exigir aos eleitores fotografias do seu voto pela câmara do telemóvel, para se ter consciência do nível a que desceu a campanha desse partido, numa lógica de vale tudo, que penso ter sido contraproducente.

O Dr. Costa Neves é um político com um longo currículo, já exerceu os mais variados cargos, já se candidatou a muitos mais ainda e já liderou várias vezes o PSD nos Açores.

Na altura em que ele se demite, e sendo verdade que eu tive a oportunidade e o prazer de com ele trabalhar, nomeadamente no Parlamento Europeu, é de plena justiça realçar que é uma pessoa muito trabalhadora, que sabe trabalhar em equipa e que muito deu de si pelo seu partido, naturalmente da forma que achou mais conveniente fazê-lo.

É exactamente por saber desse seu espírito de servir o seu partido que presumo que a sua demissão significa um cansaço final e que ele terá concluído que a sua presença na direcção do PSD não ajuda o partido.

A sua demissão neste momento poderá não deixar o PSD na melhor das situações – partindo do princípio de que o calendário ideal seria mais o de 2010/2011, depois das próximas eleições e a tempo de lançar um novo concorrente para o acto eleitoral de 2012 – mas não é menos verdade que a sua permanência se tornaria também insustentável.

O PSD – tanto a nível nacional, como a nível regional – está, por outro lado, cansado de uma permanente rotação de líderes, com muitos obcecados pela escolha do momento mais oportuno, sendo que o novo sistema eleitoral vai tornar mais difícil a continuação da bipolarização que dominou em mais de três décadas a nossa vida política.

Pela minha parte, desejo sinceramente a melhor das escolhas para o principal partido da oposição, porque estou profundamente convencido de que uma boa oposição ajuda a estimular um bom governo.

Tags: ,
comentar

Croácia mais perto da UE

 

A adesão da Croácia, dentro de dois, três anos à UE é um bom sinal que Bruxelas e os 27 dão, em especial à estabilização dos Balcãs, essencial para a integridade europeia.

Todavia, este momento deve ser acompanhado de um claro sinal de abertura e manutenção de negociações, especialmente com Ancara e Belgrado, por razões distintas. A primeira, pelo respeito que a UE deve ter para com a Turquia de continuar a preparar o terreno da sua adesão a médio prazo; cumprindo as duas partes as suas responsabilidades, os turcos não afrouxando as reformas implementadas, a UE pelo cumprimento de uma aspiração antiga da Turquia entrar no espaço comunitário. A segunda, pela vital importância dos sérvios não retrocederem nos seus avanços democráticos.

Os tempos de dificuldade económica esclareceram muitas dúvidas de que o projecto europeu é mais do que um aliado para superar as dificuldades nacionais.   

Tags:
comentar

"Hoje nos Açores, o CEMGFA adiantou que em causa estão situações de «há dez anos e que não vêm do passado mais recente» e que as chefias militares, como «única entidade autorizada e institucionalmente responsável no quadro do Estado», estão a analisar com o poder político."

Tags:
5 comentários

Mas então não é preciso saber o que se deve cortar ao nível do investimento público para poder suportar os 780 milhões de euros que custam as propostas de Manuela Ferreira Leite para o Orçamento de 2009?

Se calhar não!

É mais fácil assim!

Tags:
comentar

comentar

O Câmara de Comuns decidiu avançar com o "Vasco da Gama", novo computador portátil, apresentado na imagem e que promete destronar o mercado do "Magalhães". Neste garantimos que não dá para ver pornografia.

2 comentários

Aludi num escrito anterior à boa postura do Primeiro-Ministro na Cimeira Ibero-Americana, pelo destaque que deu ao computador Magalhães.

Alguns escritos revelaram-se incomodados pelo destaque dado. Uma vez mais, o fado da vergonha e/ou a necessidade de procurar anular o que é bom.

Há quem diga que o Magalhães vive da fama que o Primeiro-Ministro português lhe dá, mas aquilo que conta, e fica, é o proveito de milhares de jovens. Ou haverá dúvidas quanto a isto?

Tags:
comentar

Para responder à questão quais os investimentos públicos que não são reprodutivos e que não deveriam ser executados falta apenas uma coisa:

 

Os estudos actualizados com a relação custo-benefício dos respectivos investimentos. Certamente que devem estar classificados como segredo de estado...

 

Manuela Ferreira Leite, que em boa hora os pediu, bem pode esperar sentada. E com ela o resto do país.

Tags:
1 comentário

O Presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, notou hoje a importância do investimento público e disse que vai no bom caminho "se for reprodutivo e criar emprego".

 

Disse, igualmente, que "o investimento público é importante".

 

Acrescentou, também, que se o investimento público em causa for "reprodutivo, gerar riqueza a médio longo prazo e criar emprego, então estamos no bom caminho".

 

Restam as perguntas: Aqueles que reclamam a favor da redução do investimento público, como remédio para a crise financeira e económica internacional e seus impactos em Portugal, pretendem que se corte onde? Que investimentos e em que zonas do país?

Tags:
comentar

 

Sócrates levou para a cimeira Ibero-Americana um computador que vive à conta do marketing que ele lhe faz.

 

O Magalhães vive da fama que o nosso Primeiro lhe dá, do tempo de antena que Sócrates lhe concede, do entusiasmo exacerbado com que fala dele nas múltiplas inaugurações, da personificação sebastianista que Sócrates quer imprimir no Magalhães - como se aquela coisa portátil fosse a salvação da educação e por consequência do país - enfim, o pc vive da obsessão de Sócrates.

 

Assim, de nada servirá aos chefes dos outros Estados terem aquele pedaço de tecnologia - que por sinal está acessível a todos no site da Amazon - se não tiverem um comercial como José Sócrates, pois é ele que garante a sua venda. É ele que garante o histerismo dos professores pelo pc. É ele que garante umas quantas histórias mal contadas que fazem com que o portátil seja português. 

 

Tudo faz parte de uma sua obsessão que, espero, a bem dos outros Estados, esteja no pacote!

 

Tags: ,
2 comentários

Ontem mais um carro armadilhado explodiu na Universidade de Navarra, naquele que foi a sexta vez que esta instituição foi alvo da organização Euskadi Ta Askatasuna (ETA), de inspiração marxista, e que se encontra classificada pelos EUA como terrorista.

Este novo ataque ocorreu aproximadamente 48 horas depois de ter sido noticiado o desmantelamento do Comando Nafarroa (Navarra em euskera, a língua dos bascos). Na minha interpretação, se é que pode haver interpretação de actos que envolvam bombas como forma de luta política, esta acção surge como desafio, fazendo jus ao ditado basco de que “por cada ramo que arranques, dois crescerão”.

 

Este foi o sexto atentado contra esta universidade. As estatísticas das acções da ETA dizem-nos que privilegia determinados alvos: militares, polícias, empresários, políticos, juízes e procuradores, jornalistas, entre outros. Professores universitários que expressaram publicamente a sua opinião contra a ETA foram também alvos, como são os casos de Manuel Broseta (assassinado em Valência em 15 de Janeiro de 1992) e Francisco Tomás y Valiente (assassinado a 14 de Fevereiro de 1996, no seu gabinete na Universidade Autónoma de Madrid, enquanto falava por telefone com outro professor, que escutou os disparos).

 

O historial de atentados à Universidade de Navarra é extenso:
- O primeiro atentado ocorre em 4 de Outubro de 1979, quando a ETA atacou os escritórios da Editora Universitária;
- O segundo atentado ocorre em 12 de Julho de 1980, quando membros do Comando Nafarroa colocaram um grande artefacto explosivo dentro da universidade.
- O terceiro atentado ocorre em 24 de Junho de 1981, com a colocação de várias bombas no sótão do edifício central.
- O quarto atentado ocorre em 1983, com a colocação de diversos artefactos espalhados pelo campus universitário, dos quais três explodem e um foi desmantelado pela polícia.
- O quinto atentado ocorre em 23 de Maio de 2002, com a explosão de um carro-bomba.

 

Que objectivos terá a ETA em atacar 6 vezes o mesmo local?

 

O primeiro objectivo parece-me claro: fazer crer que o desmantelamento do Comando Nafarroa, em nada diminui a capacidade operacional dos etarras. E que melhor forma para provar isso do que atacar em plena Navarra?

 

O segundo objectivo é o mais assustador, mas aquele que é o mais comum, no modus operandi da ETA: gerar o pânico, criar medo na opinião pública, o que tem sido visto como uma tentativa para pressionar os sucessivos governos espanhóis para enveredarem para uma solução política. A Universidade de Navarra tem aproximadamente 12 mil alunos e 2500 docentes de diversas nacionalidades. Facilmente se compreende o alcance que um atentado destes tem.

 

Por fim, o terceiro objectivo poderá ter a ver com a génese da própria Universidade de Navarra.
A Universidade de Navarra, é uma instituição privada fundada em 1952 por Josemaria Escrivá de Balaguer.
Para os mais desatentos, Escrivá de Balaguer, cuja obra mais significativa se chama “O Caminho”, é o fundador da Opus Dei.
“A Universidade de Navarra surgiu em 1952 – depois de rezar durante anos e anos, sinto alegria ao dizê-lo - com a aspiração de dar vida a uma instituição universitária, na qual se plasmassem os ideais culturais e apostólicos de um grupo de professores profundamente interessados na missão docente” palavras de Escrivá de Balaguer, sobre os objectivos da criação da Universidade.

 

Muitos autores do país vizinho, têm ao longo dos tempos, levantado diversas questões sobre o papel que a Opus Dei e a Igreja tiveram durante o franquismo, nomeadamente alguma relação de proximidade e nas opiniões mais "afiadas" de silêncio cúmplice durante a ditadura.
 

Estas críticas têm bastante eco em determinadas regiões autónomas, nomeadamente no País Basco e Catalunha, onde os movimentos nacionalistas têm uma maior expressão.

 

Ora a ETA, é uma organização cuja matriz ideológica assenta num nacionalismo marxista, semelhante aos que proliferaram no continente africano nas décadas de 60 e 70, e com algumas semelhanças de actuação com o Irish Republican Army (IRA). Certos sectores da igreja espanhola (para não dizer toda, uma vez que a teologia da libertação, não encontrou em Espanha terreno fértil) historicamente sempre foram vistos como aliados do estado espanhol, do “colonialismo de Madrid”.

 

A igreja espanhola nunca se coibiu de criticar as acções dos etarras, aliás conforme se pode verificar consultando um dos documentos mais famosos da conferência episcopal espanhola.
Vale a pena ler todo o documento para se ter uma noção do fosso que separa a igreja espanhola da ETA.
Um brevíssimo excerto parece-me bastante elucidativo: “Aplicando a ETA y a otras organizaciones con similares características ideológicas el calificativo moral de “terrorista”, afirmamos que son intrínsecamente perversas en cuanto organización, ya que su modo de juzgar la realidad, la dirección de sus acciones y su estructura interna, están orientados a la provocación y difusión del terror.”

1 comentário

José Sócrates Durão Barroso pronunciou-se, em Bruxelas, contra o abandono projectos de investimento público de “qualidade”, recusando referir-se ao caso específico de Portugal, onde o PSD critica a política do Governo nesta área.
“O que tenho a dizer é que é importante não se abandonar projectos de investimento público desde que sejam projectos de qualidade e projectos que promovam o emprego e projectos que promovam a competitividade da economia”, defendeu o presidente da Comissão Europeia.

 

In Público

 

Espero que não apareça por aí uma qualquer segunda linha do PSD a acusar o Presidente da Comissão Europeia de estar a boicotar a estratégia pífia de Manuela Ferreira Leite.

Tags: ,
comentar

O antigo primeiro-ministro francês Michel Rocard, o ex-presidente do Parlamento Europeu Klaus Hänsch (Alemanha) e o ex-ministro dos Assuntos Europeus e do Orçamento Alain Lamassoure (França) acabam de associar-se aos deputados que apoiam a iniciativa de atribuir o nome de Francisco Lucas Pires à Biblioteca do Parlamento, em Bruxelas, por ocasião do décimo aniversário da sua morte. Estes apoios qualificados ascendem já a algumas dezenas, procedentes de distintos grupos políticos do Parlamento Europeu: democrata-cristãos, socialistas, liberais e verdes.

 

Para além de Rocard, Hänsch e Lamassoure, seis dos actuais e antigos vice-presidentes do Parlamento na presente legislatura – Luigi Cocilovo (Itália), Ingo Friedrich (Alemanha), hoje questor, Mario Mauro (Itália), Edward McMillan-Scott (Reino Unido), Antonios Trakatellis (Grécia) e Alejo Vida-Quadras (Espanha) – associaram também o seu nome a esta ideia que vem ganhando apoios crescentes.

2 comentários

 

A Líder do PSD O Presidente do Tribunal de Contas disse que o Investimento público não é única solução para enfrentar crise.

 

Espero que não apareça por aí uma qualquer segunda linha do PS a acusar o Presidente do Tribunal de Contas de estar a fazer uma oposição demagógica, sem sentido e sem conhecer a realidade nacional.

Tags:
7 comentários

O "momento de promoção", como lhe chamou Sócrates, durou quase seis minutos, e serviu de ligação à mensagem central do discurso do primeiro-ministro: a ideia de que "só a educação permite o sucesso económico". Por isso, reforçou que só "o investimento em educação é aquele que pode oferecer um maior retorno, uma maior igualdade de oportunidades aos jovens e ser um trunfo importante de inclusão e participação na vida democrática".

 

Há, em Portugal, quem prefira não reconhecer a importância do Magalhães, como se fosse algo insignificante, irrisório, sem sentido. Como se fosse uma promessa não cumprida. Não só é uma promessa, como é, já, uma grande certeza. 

E, é um facto incontornável, aqui e no globo, onde o pequeno computador nacional é apresentado e conhecido, o sucesso é incontornável.

José Sócrates fez bem ao referir, na Cimeira Ibero-americana, a nova marca de Portugal no mundo, ao mesmo tempo que destacou a particularidade do nome do computador, a do grande navegador português, que passou pela América latina. 

Por outro lado, o Primeiro-Ministro teve o especial cuidado de destacar que o Magalhães não é um fim, mas um meio para mais oportunidades.

Nunca, nesta nova era global, como hoje, Portugal se afirma como País apostado na inovação e em contribuir para atenuar as desigualdades.

Tags: ,
comentar

 

O Governo decidiu, na proposta de Orçamento de Estado para 2009, que a partir de Janeiro, as empresas que falharem a entrega de IVA ao Estado, por não terem recebido o dinheiro dos seus clientes, vão ser multadas.

 

Por uma vez concordo com José Sócrates. Este Orçamento não se esqueceu das empresas. Não se esqueceu mesmo...

Tags:
comentar

Depois de ouvir o momento de propaganda que o Primeiro Ministro dedicou ao Magalhães fica uma pergunta no ar: Porque razão o computador dos assessores tem controlo parental?

 

Tags: ,
Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
2 comentários

 

"Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amorcego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, sãouma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?"
 

Miguel Esteves Cardoso, Expresso

 

Almoçava hoje, num dos muitos sítios do costume e lia a grande entrevista ao Miguel Esteves Cardoso à Sábado. Ao final da tarde, tomava café com uns amigos na baixa e relia o texto. Já à noite, no escritório, voltava a reler a entrevista. Fiquei vidrado, estupefacto e não sei que mais. Já tinha ouvido falar dos seus velhos hábitos, conhecia a sua história, já havia lido parte da sua obra, inclusivé ando a ler o seu último livro e até já tinha escrito sobre o MEC e sobre a sua incursão política no PPM. Mas quanto mais conheço o MEC mais simpatia ganho pela personagem.

 

Temos ideias muito diferentes, mas ao mesmo tempo muito iguais. Basta sermos portugueses, perdermos dois minutos a pensarmos sobre Portugal e descobrimos que cada um de nós tem um bocadinho de MEC e mais desconcertante do que isso, descobrimos que o próprio MEC tem um bocadinho de cada português. Lembrarmos a Noite da Má Língua na Sic, o velho Independente, as candidaturas monárquicas do final da década de 80 ao parlamento europeu, a revista Kapa e tudo o resto onde esteve, passou e brilhou Miguel Esteves Cardoso. Isto faz-nos ansiar um regresso. Nunca é tarde.

 

 

Tags:
comentar

Os sinais de descontentamento já se vinham acumulando e este artigo de opinião foi apenas um reflexo disso mesmo, assim como as reacções subsequentes.
A equiparação aos restantes agentes do Estado que ficou na gaveta, a deficitária assistência na saúde, o esquecimento a que foram vetados os deficientes das Forças Armadas, assim como a transversal falta de condições para o desempenho das missões que lhes estão confiadas, começam a ganhar proporções preocupantes.
Não creio que se chegue a situações extremas de sublevação ou protestos mais radicalizados, no entanto, já diz o ditado: “mais vale prevenir que remediar”.
Aguardemos serenamente por quem de direito.
 

comentar

O perfil profissional do magistrado, especialmente do juiz, é individualista. Prefere a singularidade, ilude as correntes de jurisprudência e é displicente em relação ao processo (…). E nem sequer é uma característica de um magistrado de 1.ª instância. Os tribunais superiores não são substancialmente diferentes. Aplicam as normas como se elas se circunscrevessem aos estrito âmbito das suas jurisdições, isolam o recurso do processo no seu conjunto, tendem para analisar a discordância em função da hierarquia, o saber reside na autoridade, não em função do método, chega-se à verdade pela eliminação do erro e dão uma importância exagerada às questões da forma, conferindo prioridade à solução técnica e não à solução justa.

via CC

Tags:
comentar

Em tempos de governação socialista, habituamo-nos a assistir e por vezes até fomos obrigados tomar  contragosto a famosa "vodka laranja", que mais não era do que uma mistura de ocasião entre o PCP e PSD, extensível às fileiras das suas organizações de juventude.

Mas os tempos mudam e as modas também, como o provam a condição de réus de dois pequenos (a Manelinha Ferreira Leite diz sempre piquenos o que até lhe dá uma graça!) militantes da JCP, que ontem foram até ao tribunal da terra do patrão Ruas (Viseu).

Como marco do fim deste já gasto cocktail, enfrentam a acusação do crime de dano qualificado, e ainda uma reclamação de 301 euros da Câmara Municipal de Viseu, por terem tentado pintar um mural.

Os afectos perderam-se, mas é doloroso perceber-se tão semelhante desprezo dos saudosos parceiros. Nem que fosse em memória do passado, exigia-se que deixassem a juventude vermelha completar a obra patrocinada pelo Comité Local.

Não sabia de um PSD tão ressentido!

 


 

 

Tags: , ,
comentar

Ontem referi-me à atribuição de um prémio na área do cinema/cultura, à equipa portuguesa que produziu a película "Aquele Querido Mês de Agosto". Hoje trago até esta câmara outro manifesto bem nacional, no campo da indústria/investigação, onde um consórcio sob a liderança lusitana, obteve pela primeira vez uma bolsa "Maria Curie", com vista ao desenvolvimento de um analgésico e medicamento contra doenças neurodegenerativas.

Confesso que me aborrece vivamente o comportamento cá do burgo plantado à beira mar, para quem tudo é desgraça e infelicidade.

Está na hora de erguermos e elevarmos as nossas capacidades e de uma vez mais olharmos para este País e para a nossa capacidade de produção, de igual forma como soubemos ser portugueses orgulhosos da sua selecção de futebol, por ocasião do Euro 2004.

Façamos também nós parte da claque e dos seleccionados.

Pode ser que a moda pegue!

Sim nós podemos.

Tags:
comentar

 

Os rankings de instituições de ensino são tão variáveis quanto os critérios de seriação que se escolham para os elaborar.

 

A escola pública, nos níveis não superiores, transporta a dificuldade acrescida de ser serviço público. Ainda bem.

 

Sem discutir a necessidade de reforçar as autonomias dos projectos educativos, importa sublinhar que a necessidade de desconcentração e dispersão territorial das escolas, a par da universalidade do acesso, faz com que os estudantes das escolas públicas componham um universo mais heterogéneo e menos controlável. Ainda bem.

 

À escola pública não assite a faculdade de rejeitar o mau aluno para ficar melhor na fotografia bacoca que são os rankings nesta matéria. Ainda bem

 

O perigo destas análises forçadas é a imagem que criam na opinião pública. Pelo que se viu, nem à esquerda nem à direita os rankings convencem. Ainda bem.

 

 

comentar

Os rankings são uma ferramenta muito útil não só por tudo aquilo que disse anteriormente, mas também funcionam como uma força de pressão, sobretudo sobre os pais, que são confrontados com um sistema totalmente infelxivel, que aprisiona os alunos e toda a comunidade educativa a um conjunto de realidades já fora de prazo.

 

A impossibilidade de inscrição dos alunos numa escola à escolha dos encarregados de educação é uma realidade que distorce a qualidade e que impede um verdadeiro movimento de reforma.

 

Só com a consciençalização dos pais, só com a sua mobilização é que se poderá começar a mudar. Se o sistema político não tem sabido responder a estes novos desafios, importa que a sociedade se mobilize.

 

A tão propalada autonomia das escolas ainda não conseguiu erigir, na sua maioria, ofertas educativas claras, flexiveis e coerentes.

 

Uma gestão escolar ultrapassada também não ajuda.

 

Também por estes factores todos importa que continue a haver rankings. Qualquer dia os paizinhos das crianças vão começar a protestar...

 

...porque quem tem verdadeiramente dinheiro sabe onde colocar os seus filhos.

 

 

Tags:
comentar

Um ranking é importante, mas só serve totalmente o seu propósito se as escolas tiverem autonomia que lhes sirva de ferramenta para se diferenciarem entre si, possibilitando-lhes que evoluam ao longo dessa lista entre melhores e piores.

 

Talvez por estarem a ser todas formatadas da 5 de Outubro, por não conseguirem criar mais valias face às privadas, é que não aparecem escolas públicas no topo do ranking. Não que esteja a tirar valor à escola pública, pois vejo nelas um serviço tão bom ou melhor que o privado, mesmo quando tal não vem patente nos registos numéricos dos resultados. Mas se é de rankings que estamos a falar, então estou certo que se lhes dessem espaço, as escolas públicas cresceriam muito mais!

 

Para além de que um ranking de formatados serve de muito pouco até porque no fim nem se pode escolher a escola fora de área de residência!

 

Tags:
comentar

Na actualidade não é de todo possível falar de educação sem falarmos em rankings.

 

Desde logo a criação de rankings, apesar de se poder e dever discutir quais os critérios de análise, fornece aos encarregados de educação uma ferramenta de comparação e de análise do estabelecimento de ensino onde os seus filhos estudam ou planeiam estudar.

 

Não nos podemos continuar a iludir. Estes rankings publicados são uma grande melhoria a algo que sempre existiu, que foi a percepção pública da qualidade das escolas.

 

Ou será que todos ignoramos os esforços de muitos encarregados de educação que ano após ano, face ao seu conhecimento empírico, tentam usar todas as formas para mudar as crianças de estabelecimento de ensino.

 

E será que não queremos ver que esses esforços passam pelo arranjar de moradas, sabe deus como, que permitam o acesso a outras escolas...

 

A adopção de rankings públicos e transparentes, com critérios publicitados, parece-me a melhor forma de contribuir para uma maior transparência na educação.

 

Já foi dito que os rankings são um ataque feroz à escola pública. Nada de mais errado. A adopção de rankings claros e transparentes são essenciais para o desenvolvimento de uma escola pública com qualidade.

 

A sua publicitação gera dinâmicas de envolvimento de toda a comunidade educativa, gera todo um processo que levará à melhoria da oferta educativa existente.

 

É inevitável. Quanto mais a escola pública for opaca e imobilista mais degradada fica.

 

Tem a palavra o Ministério da Educação para aproveitar estas dinâmicas e imprimir um cunho verdadeiramente reformista a um sistema centralista e iniquo.

 

Não podemos é esperar para sempre...

 

 

Tags: ,
Pesquisar
 
Contactos
camaradecomuns@sapo.pt

Editorial

Visitantes online

Comentários Recentes
Para mim casamento deve ser entre um homem e uma m...
Caro RFCom a modéstia com que foi escrito, podes t...
N sei q espirito deus aspirou pr a Africa. este co...
Mocambique està mais que tudo isto, sinto d...
e há cartas que nunca chegam.
Aguem colocou esta carta excelente na página de PP...
Τambém gosto de brincar aos pobrezinhos.NUNCA MAIS...
Τambém gosto de brincar aos pobrezinhos.NUNCA MAIS...
Everdade este pais precisa de um bom governador k ...
Casino EstorilA falta de escrúpulos veio para fic...
Tags

todas as tags

Links

Esquerda

5 dias
A barbearia do senhor Luís (Luís Novaes Tito)
A Busca pela Sabedoria (Micael Sousa)
A Forma e o Conteúdo (José Ferreira Marques)
A Forma Justa (Tiago Tibúrcio)
A Linha-Clube de Reflexão Política
A Nossa Candeia (Ana Paula Fitas)
Absorto (Eduardo Graça)
Activismo de Sofá (João R. Vasconcelos)
Adeus Lenine
Arrastão
Aspirina B
Banco Corrido (Paulo Pedroso)
Bicho Carpinteiro
Câmara Corporativa
Câmara de Comuns
Cantigueiro
Causa Nossa
Cortex Frontal
Defender o Quadrado (Sofia Loureiro dos Santos)
Der Terrorist (José Simões)
Entre as brumas da memória (Joana Lopes)
Esquerda Republicana
Hoje há conquilhas (Tomás Vasques)
Irmão Lúcia (Pedro Vieira)
Jovem Socialista
Jugular
Ladrões de Bicicletas
Les Canards libertaîres
Léxico Familiar (Pedro Adão e Silva)
Loja de Ideias
Luminária
Machina Speculatrix (Porfírio Silva)
Maia Actual
Mãos Visíveis
Mário Ruivo
Metapolítica (Tiago Barbosa Ribeiro)
Minoria Relativa
O Grande Zoo (Rui Namorado)
O Jumento
O Povo é Sereno
Raiz Política
Rui Tavares
Spectrum
Vias de facto
Vou ali e já venho (André Costa)
Vozes de Burros

Direita

31 da Armada
4R – Quarta República
A Arte da Fuga
A Douta Ignorância
A Origem das Espécies (Francisco José Viegas)
Abrupto (José Pacheco Pereira)
Albergue Espanhol
Alunos do Liberalismo
Blasfémias
Causa Monárquica (Rui Monteiro)
Clube das Repúblicas Mortas (Henrique Raposo)
Corta-fitas
Delito de Opinião
Era uma vez na América
Estado Sentido
Geração Rasca
Herdeiro de Aécio
Macroscópio
Menino Rabino (Marco Moreira)
Mercado de Limões (Tiago Tavares)
Minoria Ruidosa (Miguel Vaz)
O Cachimbo de Magritte
O Diplomata (Alexandre Guerra)
O Insurgente
Ordem Natural (Rui Botelho Rodrigues)
Palavrossavrvs Rex (Joaquim Carlos Santos)
Portugal Contemporâneo
Portugal dos Pequeninos
Psicolaranja
República do Caústico (João Maria Condeixa)
Rua da Judiaria
Suction with Valcheck
União de Facto

Outros

A Baixa do Porto (Tiago Azevedo Fernandes)
A Cidade Deprimente
A Cidade Supreendente
A Terceira Noite
Clube dos Pensadores (Joaquim Jorge)
De Rerum Natura
É tudo gente morta
Horas Extraordinárias (Maria do Rosário Pedreira)
Notas ao Café
O Diplomata
Arquivo

Abril 2015

Dezembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Março 2013

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Janeiro 2008