Segunda-feira, 31 de Março de 2008
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O Câmara de Comuns vai finalmente arrancar. E arranca justamente no primeiro de Abril, afamado por ser o dia das mentiras, como se os outros fossem mais sérios.

Mas enfim, o momento é bom.

Vamos ter eleições em 2009, que podem vir a ser em pack (legislativas e autárquicas).

No PSD o ambiente está a aquecer, sendo que o mais certo é explodir e até já há ameaças de bomba.

Mesmo o CDS, que só costuma brigar no recato dos conselhos nacionais, tem uma enigmática oposição interna a crescer, que até pode ser um soluço mas o melhor é não subestimar. A última vez que isso aconteceu, o partido acordou, na segunda-feira, com Ribeiro e Castro ao leme.

Entretanto, o primeiro-ministro vai desapertando o cinto aos portugueses e se baixa mais impostos até às eleições, o mais certo é inaugurar, em 2009, o balcão Eleito Na Hora. Mas não é preciso tanto. Se a Oposição ficar como está, José Sócrates até pode repor o 1% que tirou ao IVA.

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José Sócrates e Cristiano Ronaldo são personagens incontornáveis no mundo lusitano, afirmando-se em cada uma das suas áreas como referências aquém e além fronteiras. Para além disso, comungam de uma particularidade que os torna ainda mais notáveis no panorama português: são exemplos perfeitos de gestão de imagem.

Ok, ok, eu confesso: ainda que a minha análise seja o mais técnica e imparcial possível, admito as reticências de muitos em aceitar esta ideia. Mas atentem apenas aos desempenhos de imagem de ambos os "artistas" do "circo" mediático.

Sócrates nunca se apresenta perante o público, e principalmente os media, sem a lição estar estudada até à exaustão. E das poucas vezes que isso aconteceu, existiu sempre um "Desculpe, mas vou falar com os militantes do partido" que surgiu como uma qualquer defesa siciliana à Kasparov . Há que admitir: o nosso PM é um "animal" mediático, com uma equipa a trabalhar para ele que lhe permite estar sempre ao seu melhor nível nos grandes palcos. Não há erros de escolha de indumentária, cabelo fora do sítio, e aliado a tudo isto, possui uma imagem de bastião da boa forma como nunca tivemos no comando do governo português.

Com Cristiano Ronaldo, acontece exactamente o mesmo. Para além de ser uma autêntica estrela do mundo do futebol ( e com uma legião de "espartanos" a trabalhar para ele), ainda ostenta uma característica que até agora, só podemos observar em um outro jogador da bola (um tal de Beckham ", casado com a Noiva Cadáver do Tim Burton ): a atenção ao pormenor que confere a cada movimento, cada reacção, cada Golo!!!! Não bastava o facto de ser um autêntico Nureyev do pontapé na bola ainda leva a sua gestão de imagem até ao limite do razoável, recorrendo em excesso a reacções exageradas, apontamentos teatrais e afins. Nada, nem o sofrimento por uma entrada mais dura é espontâneo.

Por isso, CR e JS têm mais em comum no plano mediático do que se pensa. Ambos são reconhecidos pelo seu trabalho, amados por uns, detestados por outros, determinados e temerários, sendo considerados por tantos outros como egoístas. Mas a verdade é só uma: são estrelas no 4º poder e tem um potencial de entretenimento vastíssimo. Apenas diferem em duas coisas: no salário e na forma como lidam com os problemas. CR opta habilmente pelo drible; JS pelo eterna vontade de não de deixar demover do caminho escolhido. Indubitável é o seu papel nas nossas vidas quotidianas.
Quinta-feira, 27 de Março de 2008
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Numa altura em que se ensaiam e arranjam os últimos detalhes do blog, ter dois posts já sobre o IVA parece-me um bom prenúncio! Bem sei que, por enquanto, isto é meramente para testes, pelo que os primeiros posts deveriam ser deste género:

 

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No entanto o coração, ou neste caso a carteira, falou mais forte e caímos na discussão sobre o IVA. Sobre uma diminuição quase como o Melhoral: nem faz bem, nem faz mal. Mas antes assim que ao contrário. Sempre indica uma tendência, mesmo que, pelo menos para já, – repararam que estou a dar o benefício da dúvida ao Governo? Fantástico! – não se faça sentir nos bolsos do consumidor. Mas foi positivo. Isso reconheço!

 

De qualquer forma serve este post para dizer que estamos em testes. Experimentem e divirtam-se. A casa arranca no dia das mentiras, dia 1 de Abril.

Até lá bons testes.

 

* Não faço ideia do que aqui esteja escrito!

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O Tiago, no post abaixo, salienta, apesar de pouco entusiasmado, o facto da Câmara ter nascido no dia da descida do IVA para 20%.

 

Olho para este dia de maneira ligeiramente diferente: para mim, a Câmara abre no dia do concerto dos Shout Out Louds em Lisboa, a que o anúncio da descida do IVA me ajudou a faltar.

Eu até tinha preferido que o nosso blog – e este “nosso” é esquisito na sua abrangência – tivesse nascido no dia de anos do Eusébio ou da Scarlett Johansson, mas dou-me por satisfeito com este concerto promocional dos novos meninos bonitos do indie-pop sueco.

 

A verdade é que a mim e à minha carteira tanto se me dá que o IVA agora seja de 20%… A medida é essencialmente política com liliputiano impacto no bolso dos portugueses. Também não estou contra... Seria, aliás, verdadeiramente imbecil estar contra a descida de um imposto. Pura e simplesmente dá-me igual.

 

Estou danado é por não estar na Aula Magna a ouvir sintetizadores - directamente enviados dos anos 80 -, cordas e xilofones.

 

Até porque o IVA é óptimo a atacar e péssimo a defender. Muito eficiente a arrecadar receita para o Estado, quando é aumentado e péssimo a devolver dinheiro a quem o paga, quando é diminuído – o caso dos ginásios é só um exemplo. O mais certo é nem percebermos que o IVA baixou.

 

O meu verdadeiro problema é que estou mesmo encarniçado por não estar a ouvir os sub-Cure, aka Shout Out Louds.

 

Também não ganhamos nada em termos de competitividade fiscal – o que podia ser um bom argumento – porque os vizinhos aqui do lado têm o IVA a 16% e folga orçamental para descer ainda mais, caso seja necessário.

 

E os candidatos a one hit wonder a dar música na Aula Magna…

 

Por outro lado, a grande maioria dos bens essenciais – que têm sofrido aumentos atrás de aumentos –, responsáveis principais da aceleração da inflação e do desgaste do poder de compra, têm IVA reduzido (5%) e portanto não verão o seu preço reduzido.

 

Encolerizado, verdadeiramente encolerizado…

 

Para quem tinha dúvidas, a campanha eleitoral começou mesmo… e parece que vai ser divertida.

 

Fica o vídeo... para recordar o que não vi graças, em parte, a “IVA”N, o Terrível.

 

 

Bons posts a todos.

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Quarta-feira, 26 de Março de 2008
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Caros bloggers

 

Com o orgulho que se deve ter nestes momentos deixo aqui escrito o primeiro meu post.

Estou com muita curiosidade para conhecer os caminhos que este espaço irá tomar.

Não quero começar já a opinar afirmativamente e apenas me apetece escrever o seguinte:

 

- Dificilmente esquecerei que tudo começou quando o bom amigo e Primeiro Ministro de Portugal  anunciou a descida de um dos impostos.

 

Devo confessar que não me sinto entusiasmado.  O senhor da papelaria da rua do cruzeiro também não e,  numa acesa discussão que ouvi na tasca da dona Graciema, são mais as criticas que os elogios.

Embora preferisse que se descesse o IRC acho um sinal positivo para a economia e para as eleições. Só espero que não aconteça o que se dizia na tasca: "Isto é com'á gasolina pá! Sempre que descem um cêntimo sobem dois ou três passados 15 dias pá!"

Acho que é a este fenómeno que chamam de "crise de confiança".

 

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Ocasionalmente, uma vez por mês, de hora ou hora, ou se de minuto a minuto for pertinente, a política aparecerá por estas linhas. No entanto e se pensarmos que a política está no futebol, na arte e nos espectáculos, no café da esquina, na gestão do condomínio, ou até mesmo na própria política, talvez seja compreensível que dela se fale com maior regularidade que o desejado.
Uma vez que alguns dos intervenientes da casa têm responsabilidades políticas que jamais deverão ser postas em causa, optou-se por seguir quatro básicos princípios:

  • Princípio da não agressão física e, já agora, também psicológica e pessoal;
  • Princípio da “margem de segurança”: garantir, antes de postar, que estão cumpridos os requisitos de rigor, seriedade e honestidade intelectual, seja lá o que isso for. Este princípio adequa-se especialmente sobre matérias que versem sobre outros partidos ou governo (independentemente de quem lá estiver)
  • Princípio do “descobrimento do Brasil”: aproveitar para trazer boas ideias e novos temas para discussão, na tentativa de se encontrar, por simples e mero acaso, soluções para este país.
  • Princípio da “mão invisível”: os limites e o registo a utilizar por cada um dos intervenientes vão sendo definidos pelo próprio exercício de postagem, confronto de ideias e discussão.

Estes princípios são sobretudo válidos para os comentários que forem aparecendo, reservando-se à administração da casa, que não sabemos quem é, o direito de mostrar a saída a quem não respeitar devidamente estas regras.
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