
Quando este Governo tomou posse em 2005, o Ministério que começou a ser tutelado por Freitas do Amaral, lançava uma nova aposta em termos de política externa, que não se enquadrava na tripla dimensão tradicional de actuação das Necessidades: o Magreb.
Às vertentes Europa, Atlântico e Lusofonia passava a juntar-se, desde 2005, novo eixo, e que tão próximo está, a nível geográfico, mas com o qual se tinha uma relação pouco estreita.
A visita que o Primeiro-Ministro português hoje termina na Argélia é mais um bom sinal do nosso Governo em querer estreitar boas alianças com os países vizinhos do norte de África, pois os ganhos dos entendimentos são mútuos.
Já foram várias as visitas de trabalho de governantes nacionais, de Rabat a Tripoli (o Egipto tem uma especificidade própria, dado o seu enquadramento geográfico, já colado ao Médio Oriente), que têm permitido abrir muitas portas, em especial para as nossas empresas. Finalmente, começamos a encarar o Magreb como um bom mercado a investir e que se revela em franca expansão.
Não obstante os riscos existentes, e são vários, pois esta é uma das áreas do globo em que o terrorismo tem uma presença significativa, as oportunidades são inúmeras, e provavelmente superiores aos riscos, e há relações e negócios que são relevantes para nós. A Argélia, por exemplo, em termos de fornecimento energético. E, no quadro do grande Magreb, a Mauritânia assume relevância, em termos de pescas.
O Governo está a actuar bem com esta multiplicação de vertentes de relacionamento, permitindo ao nosso País contar com mais opções. O Magreb é um mercado com uma grande margem de progressão e que Portugal não deve desperdiçar, até porque, somos parte tão interessada na prosperidade desta área de África como os próprios nacionais.
Um Mediterrâneo mais seguro garantirá mais segurança e estabilidade às duas margens, assim o desenvolvimento económico e social floresça, como se prognosticou com o Processo de Barcelona de 1995.