El PSOE reduce la ventaja del PP a 2,3 puntos
Mariano Rajoy, o homem escolhido por José Maria Aznar para lhe suceder na liderança do PP, em 2004, mal sabia que sete anos depois, teria um parceiro semelhante ao seu modo de fazer política em Portugal, Pedro Passos Coelho.
É certo que Passos Coelho tem um mérito em relação ao seu homólogo espanhol, uma vez que alcançou a liderança através de eleição, não foi nomeado. Mas Coelho e Rajoy são rostos do mesmo lado da moeda. Ambos encontram-se na oposição e na sua liderança, curta (1 ano) ou longa (7 anos), nenhum dos dois foi capaz de apresentar uma ideia, uma proposta, um rumo. Os dois limitam-se a guiar pela sede de poder.
Se Rajoy bate aos pontos Passos Coelho em termos de experiência governativa, o líder do PSD nunca teve qualquer responsabilidade e Rajoy ocupou várias pastas no Governo de Aznar, ambos confrontam-se, actualmente, com o mesmo destino. Até há poucos meses, lideravam as sondagens com mais de 10% de vantagem, face aos PS's. Mas quanto mais nos aproximamos das eleições (em Espanha as legislativas decorrem na Primavera de 2012), os dois partidos da direita peninsular perdem apoios e os socialistas ganham. É evidente que os socialistas pagam a factura do desgaste do exercício do poder, 7 anos em Espanha e 6 em Portugal, mas mesmo assim, continuam a surgir perante as pessoas como a única opção crível, face a uma direita sem qualquer objectivo.
No caso da sondagem espanhola, não é indiferente a posição de Zapatero, de ter assumido publicamente que não voltaria a recandidatar-se à liderança do Governo espanhol e do PSOE, mas sobre a realidade interna do PSOE vale a pena abordar noutro escrito.
Poderá, naturalmente, equacionar-se: aconteceria o mesmo ao PS, se José Sócrates tomasse a posição de Zapatero? Os estudos de opinião publicados em Portugal contrariam esta tese, pois o PS, com Sócrates, continua forte.





