Depois da Grécia e da Irlanda, Portugal e Espanha tornaram-se os novos alvos a merecer resgate do FMI. Porém, se a Grécia que devia ter sido uma lição, pois só as instituições europeias deviam, por ter capacidade, ser as únicas a intervir na economia nacional helénica, a condescendência e demissão das potências com mais responsabilidade na UE, Alemanha e França, continuou e, deste modo, a Irlanda tornou-se presa fácil para os mercados, com as consequências conhecidas.
Enquanto o €uro começou a ser alvo de ataque permanente incessante, deste a Primavera de 2010, e ainda não terminou nem se colocou um ponto final a este ataque, Portugal e Espanha são os países que se seguem, para receber o FMI, apesar de já estar em "agenda" outros países, com mais poderio e que podem representar um passo muito forte para o desmoronamento do €uro: a Bélgica, que devido à insustentável condição de entendimento político se torna um alvo fácil, e, sobretudo, e mais preocupante, a Itália.
Na actualidade, justifica-se plenamente a consciência da nossa cidadania europeia, que partilhamos a 27 e há que encontrar os responsáveis desta situação de grande instabilidade: Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, a senhora e o senhor que no final do ano 2010 anunciaram que 2011 não seria como o ano anterior.
Pelos vistos, os governantes alemães e franceses continuam a assobiar para o lado, qual orquestra do Titanic.
Carlos Manuel Castro





