Foi a actual direcção que, eleita por um terço do partido, ignorou os outros dois terços.
Foi a actual direcção que apoiou por omissão o bloqueio dos camionistas.
Foi a actual direcção que andou com Mário Nogueira ao colo.
Foi a actual direcção que se mostrou incapaz de apresentar na Assembleia da República um projecto alternativo de avaliação de professores.
Foi a actual direcção que disse tudo e o seu contrário sobre o Serviço Nacional de Saúde.
Foi a actual direcção que inverteu o ónus dos casos BPN & BPP: bandidos
vs governador do Banco de Portugal.
Foi a actual direcção que se opôs ao investimento público.
Foi a actual direcção que deu o dito por não dito no caso do TGV.
Foi a actual direcção que deu o dito por não dito no caso do Estatuto dos Açores.
Foi a actual direcção que, “aprovando” o Código do Trabalho,
se absteve de o votar.
Foi a actual direcção que propôs a privatização gradual da Segurança Social.
Foi a actual direcção que instrumentalizou o desemprego.
Foi a actual direcção que se manifestou contra a actualização do salário mínimo.
Foi a actual direcção que aplaudiu o episódio de insubordinação [a cena dos bonés] dos polícias.
Foi a actual direcção que fez orelhas moucas às ameaças concretas de alguns militares.
Foi a actual direcção que teve um comportamento bipolar no tocante à reforma da Administração Pública: sim às segundas, quartas e sextas; não às terças, quintas e sábados;
nim aos domingos e feriados.
Foi a actual direcção que se opôs firmemente ao apoio do Estado na procriação medicamente assistida.
Foi a actual direcção que se opôs firmemente às alterações da Lei do Divórcio.
Foi a actual direcção que se opôs firmemente às alterações da Lei das Uniões de Facto.
Foi a actual direcção que se opôs firmemente à Lei da Paridade.
Foi a actual direcção que prometeu revogar a Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez.
Foi a actual direcção que se opôs à Lei do Pluralismo e da Não Concentração dos Meios de Comunicação Social.
Foi a actual direcção que mandou às urtigas o acordo de justiça firmado entre o PS e o PSD.
Foi a actual direcção que transformou a eleição do Provedor de Justiça num espectáculo degradante.
Foi a actual direcção que usou e abusou da Política de Verdade, pedindo aos portugueses que votassem em António Preto e Helena Lopes da Costa.
Foi a actual direcção que fez tábua rasa das reflexões do seu próprio Gabinete de Estudos e do Instituto Sá-Carneiro.
Foi a actual direcção que chegou a eleições sem um projecto para o país.
Foi a actual direcção que inventou o conceito de “asfixia democrática”, de acordo com o qual o país viveria em regime de liberdade vigiada, por contraponto com a
democracia da Madeira.
Foi a actual direcção que promoveu sistemáticos assassínios de carácter do primeiro-ministro.
Foi a actual direcção que afirmou não ter confiança na “segurança” da correspondência privada.
Foi a actual direcção que insistiu na tese das
escutas a Belém.
Etc., etc. Porquê a surpresa? A direita, se soubesse o que quer, tinha votado em massa no CDS-PP.
De Carlos Dias Ferreira a 30 de Setembro de 2009 às 12:04
Paulo:
Eu em primeiro lugar quero dar-te os parabéns democráticos pela vitória de domingo.
Em segundo lugar e sobre o texto do Sr. Eduardo Pita o único comentário que faço é o seguinte: Quando alguém não permite o contraditório ao que escreve e pensa está tudo explicado portanto o valor que dou ao texto vindo de quem vem é zero.
Agradeço os parabéns apenas na medida em que sou filiado no partido que as venceu, para mim quem ganhou foi o país...quer dizer, parece que 4 partidos venceram e apenas o PSD perdeu,esta interpretação causa-me arrepios!
O BE falhou o 3 lugar, foi ultrapassado pelo CDS, falhou obter o numero de deputados que fosse MESMO util ao PS, objectivo alcançado pelo CDS.O Paulo ganha claramente em toda a linha ao irmão!
O PCP fica em ultimo lugar acentuando a queda de importancia na sociedade e perde em toda a linha para BE....partido de dissidentes e que recolhe grandes ódios por parte do PCP ou CDU ou PCP-PEV!
O CDS sim ganhou muito bem as eleições com grande destaque, pompa e mérito,soube gerir, adaptar, reagir e comunicar...5 estrelas.
O texto do EPitta é muito bom, sintetiza muito bem as razões do descalabro do PSD após as grandes promessas de verão pós europeias.Quanto a ele não permitir o contraditório, ele terá as suas razões, dado ser a blogosfera um espaço de liberdade em que cada um faz o que entende, da forma que melhor sabe e lhe apetece, no tempo mais conveniente, eu acho que ele tem todo o direito de não querer comentários.Da mesma forma que nós os dois temos o direito de o ler, ou não, de gostar dele, ou não.É por isto mesmo que adoro a blogosfera.
Abraço
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