Com excepção de um, os candidatos dos partidos com representação parlamentar experimentaram dois sabores na noite passada.
José Sócrates acabou por festejar o doce sabor da vitória, mas já sabia e ainda irá sentir mais o amargo de ter perdido a maioria.
Manuela Ferreira Leite poderá ter tido a tentação do doce aumento de deputados, de mais votos, do recuperar o primeiro lugar em alguns distritos e a eleição de um deputado por Évora, mas não se livra do forte amargo da derrota.
Francisco Louçã tentou transmitir que apenas saboreava o doce sabor da maior subida percentual e de ter dobrado o número de deputados com primeiras eleições em vários distritos, mas não se livra do amargo de ter ficado atrás do CDS-PP e de não ter ficado como incontornável parceiro de governo. O “estamos prontos” fica na gaveta.
Jerónimo de Sousa depois do amargo sabor de ter passado para o último lugar parlamentar, lá descobriu o doce de ter tido mais votos e mais um deputado.
Apenas Paulo Portas saboreou a noite inteira o doce sabor de um excelente resultado. Passou a terceira força política, elegeu deputados por Faro, Santarém, Coimbra e, veja-se bem, Madeira e ficou no lugar de putativo parceiro de governo.
De
jfd a 28 de Setembro de 2009 às 10:33
Excelente análise ;)
De
Luis Melo a 28 de Setembro de 2009 às 11:13
O resultado está feito. Grande parte do povo português preferiu lembrar-se do caso das escutas e esquecer o caso da TVI e do Jornal de 6ª. Preferiu lembrar-se do caso António Preto e esquecer-se do caso Freeport. Preferiu lembrar-se do Sócrates dócil e suave dos ultimos 2 meses e esquecer-se do Sócrates animal feroz dos últimos 4 anos.
Os números dizem que o PS perdeu 500.000 votos. O PSD ganhou 10.000 votos, o CDS ganhou 180.000 votos, o BE ganhou 110.000 votos e a CDU ganhou 15.000 votos. Todos ganharam, o PS perdeu.
Também é um sinal forte o facto de ter havido 160.000 pessoas que se deslocaram à urna e que votaram branco ou nulos. Além disso, os pequenos partidos foram uma desilusão em relação às Europeias, principalmente o MEP.
Nestas eleições, ao nível das votações, apenas uma coisa se confirmou. Ou melhor, se reconfirmou e voltou a confirmar. Perante o cenário nacional desfavorável, Alberto João Jardim deu um banho aos Socialistas: 66.000 vs 26.000 votos.
Conclusão disto tudo... o PS ganhou, Sócrates vai formar Governo. Por preconceito (e esquecendo o bem de Portugal) parece não querer coligar-se com o CDS. Um governo minoritário haverá de acabar daqui a 2 anos, tal como o de Guterres.
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