
O Paulo e o Pedro ainda se podem admirar com o que diz ou escreve e pensa o ex-eurodeputado do PPD.
Há muito tempo que o antigo militante do PCP (M-L) age em conformidade com o seu pensamento, que em muito se estrutura numa interpretação leninista da sociedade, ainda que procure dar um ar desligado de quem provocou a Revolução de Outubro.
É verdade que já passou mais de uma década, mas quem quiser perder um pouco de tempo analise como dirigiu Pacheco Pereira a distrital de Lisboa do PPD, quando a comandou, e o estilo leninista de bloqueio que decretou a nível das Câmaras e Juntas de Freguesia da Área Metropolitana de Lisboa que na altura não era lideradas pelo PPD.
Quem se deu ao trabalho de ler o escrito de Zita Seabra acerca da sua vida no PCP ("Foi Assim") verá quem era a única pessoa que queria aderir na clandestinidade ao PCP por amor à causa comunista.
Confesso que Pacheco Pereira estaria muito bem situado no Bloco de Esquerda. Verificadas as formas de pensar e actuar, em pouco diferem. São mais os pontos comuns do que os de divergência. Desde logo, o pretenso moralismo superior, a condenação de tudo e todos os que não perfilham a mesma leitura e o sentimento de perseguição.
Admiração com o quê?





