Pode parecer uma frase fácil, pode soar a cliché, pode até parecer estranho, mas é difícil ter palavras para falar do Jorge. Torna-se estranho quando alguém que admiramos parte, alguém que nos ajudou, alguém que gostávamos de ler e alguém a quem nunca ninguém colocou em causa a sua frontalidade, ética e combatividade. Mesmo que não concordássemos com tudo aquilo que o Jorge nos ia escrevendo, sabíamos que sempre que o fazia erguia mais alto a sua sinceridade e frontalidade – ler o Jorge era e sempre será um hino à Liberdade. Aos lermos o Jorge aprendemos que a liberdade não é património da esquerda, nem da direita, simplesmente da democracia. Democracia que sempre foi uma palavra muito cara ao nosso Jorge Ferreira e foi também em nome dela que o vimos como líder parlamentar e vice-presidente do CDS, depois como fundador do PND e ainda há pouco tempo como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Tomar pelo movimento “Tomar em primeiro lugar”.
Mas a doença levou-nos o Jorge. O seu blogue calou-se e na última quinta-feira lemos os seus últimos onze posts, escritos quase de rajada, no mesmo dia em que escreveu uma carta de despedida aos seus alunos no Instituto Politécnico de Tomar.
Nunca pensei que o Jorge fosse morrer. Lembro-me como se fosse hoje do dia em que o convidei para escrever aqui, no Câmara de Comuns, recordo-me do entusiasmo com que aceitou o desafio e partilhou este espaço de debate. Depois lembro-me quando o convidei para ser cronista no meu jornal, onde era provavelmente um dos nomes mais sonantes a escrever. Sempre com a mesma humildade, sempre com vontade de dar opinião, de tomar um partido.
Até que um dia recebi um mail. O Jorge não ia poder ir ao lançamento do meu livro porque estava doente, depois outro mail, o Jorge não ia poder continuar a escrever no jornal porque estava doente, já o jornal havia fechado porta e recebo outro mail, o Jorge não podia ir às minhas tertúlias porque estava doente e pedia para eu não ficar chateado. Eu sabia que o Jorge estava doente, mas era o nosso Jorge que tinha a força de afrontar tudo e todos, de espetar a opinião como quem espeta uma lança ao coração de quem for preciso. Era o nosso Jorge que enfrentou a doença sem nunca querer falar muito dela. Era o nosso Jorge, o Jorge aqui do Câmara de Comuns.
O Jorge partiu e nesta hora nós tomamos o seu partido, guardamos a sua generosidade no nosso coração, recordamos o seu exemplo e os seus textos. Sabemos que hoje a blogosfera ficou mais pobre, a política ficou mais pequenina, mas que ainda assim o Jorge estará sempre aqui, entre nós.
Não foi inocentemente que o Jorge no dia 22 de Março deixou este poema de Jorge de Sena no seu blogue: (link:http://tomarpartido.blogs.
(…)
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de té-1a.
É isto o que mais importa - essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém
está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
(…)
Jorge de Sena
Um obrigado em nome de todos nós querido Jorge.
João Gomes de Almeida
O Câmara de Comuns vai fazer uma pausa Sabática, depois de cerca de 18 meses e mais de 427000 visitas, depois de por aqui terem passado quase 50 colaboradores e convidados, vamos descansar uns tempos e regressar com nova equipa para voltar ao objectivo inicial, o debate esclarecido e esclarecedor entre pessoas de partidos, ideologias, tendências e opções diferentes.
Muito obrigado a todos os leitores que nos honraram com tantas visitas, tanta atenção e tanto carinho.
Um agradecimento a todos os colaboradores do blogue, sem excepção alguma, todos foram importantes no sucesso e consolidação deste projecto.
Uma palavra muito especial aos fundadores, além de mim, o João Condeixa, o Victor Palmilha e o Rodrigo Saraiva, malta porreiramente mesmo muito porreira.O Condeixa vai andar por aqui, o Rodrigo está por aqui e eu fundei juntamente com o Carlos Santos, aqui da casa também, A Regra do Jogo.
Não se esqueçam que podem continuar a seguir as deliciosas homilias do Arcebispo da Cantuária aqui.
Até breve...
Tive uma ideia para um Livro,chamar-se-ía "Ensaio sobre a Diana Mantra" ou então "O Evangelho de Diana Mantra", há tantas,tantas por aí que eu ficava rico!
É Dianas Mantra a acusar a Diana Mantra de ser uma Diana Mantra, é companheiros e amigos de Dianas Mantra a dizerem mal do Diana Mantrismo, é Dianas Mantra na radio, nos jornais e na televisão, em prime time e com cachet, é aspirantes a Dianas Mantra a cuspirem veneno impregnado de inveja sobre a Diana Mantra, é Dianas Mantra wanna be's a sonharem com a Diana Mantra.
Tenho mesmo que escrever o raio do Livro e depois dizer uma frase polémica para me darem muito destaque nos orgãos de comunicação social, ofender algo mesmo muito sagrado para milhões de portugueses como a Amália ou o Benfica!
P.S. 1 - aviso já que adoro a Amália e jamais insultaria a sua memória!
P.S. 2 - Aviso também que vou lançar o Diana Mantrismo na UE, sob o nome artistico Diana M ou Lady M, acho que pega a moda!
Excelentes notícias para a única importação que significa encaixe financeiro: a de turistas. Portugal sobe ao Top 10 dos destinos mundiais e, embora algumas razões me pareçam francamente "encomendadas" (para que importa a um turista se participamos no fabrico de veículos não poluentes?), o resultado final é de louvar.
Ainda que muito esteja por fazer (e a degradação do centro de Lisboa é um dos exemplos mais gritantes se a equipararmos, por exemplo, à riqueza preservada do centro de Praga) , a verdade é que Portugal merece este lugar ao Sol. Não só pelo património edificado e belezas naturais, mas sobretudo pelas pessoas que tão genuinamente têm prazer em receber e que neste pódium são certamente reconhecidas.
Esperemos então que a apregoada sustentabildade nos mantenha no top durante uns anos nesta área que já foi considerada a única escapatória para este país.
Agora não se tomam decisões de gestão, mandam as amizades.Agora não se decide em prol dum colectivo e dos superiores interesses de uma instituição, são os sentimentos que mandam. Contanto ainda com o meu apoio, JEB tem sido uma desilusão, não pelos resultados da equipa de futebol, porque o Clube é muito mais que isso, mas por causa do que não faz e do que não diz.É pena....
O meu presidente ainda não pensou em alternativas ao PBento?Mas está a tratar da lida doméstica ou do Sporting Clube de Portugal!?Sinceramente, para mim é um choque um gestor não decidir, não assumir, não fazer o que tem de ser feito por causa de amizades e sentimentos!Se é assim então que vá para uma IPSS ou uma ONG e mesmo aí que fique afastado da gestão!JEB não pode ser assim tão mau, algo mais se deve estar a passar naquele ninho de Cucos...
Os Alcoolémia cumpriram muito bem a função de aquecer o público na noite de ontem, os Gun foram uma desilusão (a voz de Toby Jepson também não ajudou!) e uns fantásticos DAD fizeram estremecer a fabulosa Praça de Touros do Campo Pequeno com um actuação poderosa e fértil em interacção com o público abrindo o apetite para o seu regresso a Portugal em 2010.Estão mesmo em grande forma...
O presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt, tentou, esta tarde, chegar a vias de facto com um dos sócios que se manifestava junto à zona VIP do estádio de Alvalade.
À saída da conferência de imprensa que serviu para anunciar a saída de Paulo bento, um adepto insurgiu-se contra a permanência de Ribeiro Telles e Pedro Barbosa, e perante isto José Eduardo Bettencourt tirou o casaco e tentou agredir o contestatário.
Só os seguranças do estádio impediram que Bettencourt chegasse a vias de facto. Os adeptos presentes no local e ouvidos pelo SAPO Desporto, mostraram-se descontentes com o facto de terem sido impedidos de entrar no estádio e consideram que esta saída de Paulo Bento é “justa”. Os sócios mostraram ainda alguma indignação pela reacção de Bettencourt que consideraram “deselegante para o presidente de um clube como o Sporting”.

"Os EUA pediram desculpa pelo Vietname. A Igreja Católica pediu desculpa pela Inquisição [e] pelas Cruzadas. Todo o mundo pede desculpa. Portugal não pede desculpa a ninguém. Acho isto uma coisa extraordinária", pois "Portugal enganou como os outros", considerou Manuel José Homem de Mello, sentado ao lado do ex-Presidente da República Mário Soares, no lançamento da reedição do livro de 1962 - Portugal, o Ultramar e o Futuro - que, segundo o professor Paulo Otero (apresentador da nova edição) "é a primeira obra" escrita por "alguém do interior do regime" do Estado Novo que "põe em causa a política ultramarina de Salazar".
Parece que desculpas estão em ordem, concordo, não cai nenhum santo do altar por isso, mas ao mesmo tempo, ou antes até, o País poderia pedir desculpa a quem morreu pela Pátria sem reconhecimento, a quem serviu e foi traído, a quem foi abandonado, a quem foi ostracizado por vergonha ou estigmatizado por conveniência.Força, podem começar...
Sem dúvida de forma inconsciente mas por singular coincidência uma epidemia de incongruências atacou de forma rápida mas eficaz os melhores blogues da praça nacional, e digo sem qualquer ironia, uma gripe pode apanhar mesmo os melhores, desprevenidos.
Os sinais deste nova gripe são evidentes, um estado febril do Nuno , uma tosse da Maria João Marques , uma forte cefaleia do Miguel e uma nítida rinorreia do Luciano Amaral.
Para contextualizar deixem-me relembrar que A Regra do Jogo foi dos primeiros blogues a dar uma opinião sobre o Caso Face Oculta, a 31 de Outubro - "No que diz respeito à Operação Face Oculta espero, desejo e faço votos que se investiguem todos a fundo, se apure tudo cabalmente e se julgue o que houver a julgar o quanto antes".
Adenda: Que tal o comportamento de Armando Vara neste caso, suspendendo as suas funções?E que tal o comportamento do Banco de Portugal? Estiveram muito bem, à altura das suas responsabilidades, na minha opinião um exemplo a seguir em casos similares.

É perfeitamente legitimo que exista divergência de opiniões sobre se determinadas matérias devem ser alvo de referendo ou se podem ser tomadas decisões em sede de Assembleia da República. Relativamente a uma questão que alguns insistem em adjectivar de “casamento” já por aqui disse o que tinha a dizer.
O que não é admissível é que um responsável político, mesmo sendo verdade que os referendos não têm tido a participação massiva da população, diminua o instrumento cívico que é o referendo tendo por objectivo fazer vingar uma posição de encontro aos seus interesses político-partidários afirmando que «Não faz qualquer sentido estar agora a promover um referendo, até porque já se provou que no nosso país é um modelo de organização da decisão política pouco participado (…)». Esta é uma parte das declarações de Francisco Assis, líder parlamentar do PS, que o mesmo se deveria ter inibido de afirmar neste momento. É que se assim é, a preocupação de Francisco Assis deveria ser pensar dos porquês de assim ser e apresentar soluções para que assim não seja. Mas isso talvez seja incómodo, visto que passa por um reconhecimento de que esse afastamento de participação cívica se deve em grande parte à falta de confiança que os cidadãos sentem no sistema político-partidário.
recebido por mail
Desde que o caso Face oculta veio a lume bem como as suspeições sobre Armando Vara e José Penedos, tenho estado atento aos escritos de muitos moralistas da blogosfera.
E quem são esses moralistas? São todos aqueles que clamavam por justiça, indignados e constituindo-se como opróbrio dos humildes e honrados face às investigações judiciais dos processos BPN, BCP, BPP, submarinos, Portucale ou Operação Furacão. A revolta contra as más práticas na economia e finança, corrupção e ligações partidárias era uma constante.
Fizeram tábua rasa do princípio processual penal de presunção de inocência dos arguidos e suspeitos dos casos supra citados, o mesmo princípio que reivindicavam fervorosamente para todos aqueles que são alvo de investigações no caso Freeport.
Esses moralistas são aqueles que denunciavam o aproveitamento partidário do caso Freeport e insinuavam interferências externas no calendário e na marcha do processo ou investigação, mas que não tinham pejo nenhum em fazer o mesmo com o caso BPN.
São exactamente os mesmos que nada disseram sobre a prorrogação da concessão à Liscont do terminal de contentores de Alcântara por ajuste directo e que agora também se remetem ao silêncio face à alegada corrupção nas empresas públicas ou maioritariamente participadas pelo Estado constante das averiguações dos órgãos de investigação criminal no caso Face oculta.
Estava previsto desde que arrancou há duas semanas. Mas as contingências só agora permitiram que um dos consensos maiores da nossa blogosfera, o Tomás Vasques, um homem de cultura, valores, sólida formação, e acutilante pensamento sobre a política e a sociedade, tenha hoje passado o integrar a equipa do novo espaço A Regra do Jogo. Seja bem vindo, Tomás.
Agrademos ainda a menção ao blogue no novo projecto do Paulo Querido. A presença do colaborador do Expresso Jorge Nascimento Rodrigues e da Secretária de Estado da Reabilitação Idália Moniz, proporcionaram esse destaque. Um caloroso agradecimento ao Paulo!
Que os políticos tentem por vezes evitar algumas perguntas dos jornalistas, é algo que faz parte do jogo. Uma das habilidades usada vezes sem conta pelos que passam por Bruxelas é dizer que “não se fala de assuntos nacionais fora do país”.
![[candidatos_EU.bmp]](http://3.bp.blogspot.com/_62Ro6AwVcNA/Su9uNRHwmRI/AAAAAAAAAyg/16n62twncmg/s1600/candidatos_EU.bmp)
Gráfico retirado daqui
Pelas 18h30 no bar do Teatro Maria Matos:
debate n.º 4
3 de Novembro
A CRISE DA REPRESENTAÇÃO
Com José Bragança de Miranda e Ricardo Noronha
De forma a dar conta da distância entre uma elite de representantes e o conjunto dos representados, é amiúde referido que vivemos em plena crise da representação. Assim, os debates em torno da abstenção ou dos votos em branco, ou a referência ao enfraquecimento dos poderes dos Estados nacionais no quadro da globalização, alimentam a ideia de uma crescente crise da representação. Paralelamente, a problemática da representação convoca um debate cujo alcance supera a actualidade político-institucional. No quadro da política, mas não só aqui, o ideal de representação parece pressupor a possibilidade de uma relação incorruptível entre quem representa e aquilo que é representado. De tal modo assim seria que, na relação estabelecida entre governante e governado, o sujeito primeiro reflectiria transparentemente o objecto representado. Contudo, se não estivermos seguros desta transparência, o debate da representação deverá começar por perguntar se a representação é sempre um lugar de crise e, por outro lado, questionar se é possível pensar em política e em democracia além da representação.
Mais informações.

É cada vez mais o socialite liberalóide que abre garrafas de champagne sempre que sectores monopolistas da provisão pública se servem aos apetites da privataria.
Anda para aí uma coisa nova de nome Face Oculta...
Tenho tido imenso trabalho, não ando muito ligado, mas fico muito triste de ver que por aqui nada se passa....
Estranho não é??? A que se deverá tanto silêncio??? Ou agora obedecem todos ao segredo de justiça!?!?!?
Acerca da "integridade em pessoa", pelo Provedor do Público