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O órgão oficial de propaganda do governo, depois do falhanço dos briefs de Lomba, comunicou ao país há uns dias que a direita já salvou os estaleiros de Viana do Castelo duas vezes. No meio de tão brilhante peça informativa, ao nível do ministro da comunicação de Saddam Hussein, alguém se esqueceu de referir que os ditos estaleiros nunca chegaram a receber a totalidade das contrapartidas contratualizadas quando da compra dos submarinos de Portas. É só de mim ou neste caso dos estaleiros há quem esteja a merecer umas boas estaladas?

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Há 1001 argumentos que podem ser usados para combater a prova do Crato contra os contratados. Há um que não pode ser usado NUNCA, o argumento que os Ministros não fizeram exames para o ser. Defender que o acesso a cargos políticos tem que depender de uma avaliação que não a feita pelos eleitores é subverter todas as regras de um sistema democrático. Toda essa argumentação é em si simplesmente grotesca e abjecta.

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Esta tactica batida e desbotada, implementada ad nauseum por um bando de fedelhos delinquentes emproados, fascinados e cegos com o poder, sem preparação alguma, sem projecto real além de cumprir as ordens dos mentores ou dos donos,sejam alemães ou angolanos,tem de acabar!
O Governo tem de parar com a cantiga canalha de soltar fugas de informação a conta gotas, começando pelo caos e caminhando sorrateiramente sobre a dignidade das pessoas de forma a que o desespero e o desalento afoguem a capacidade de reacção!
Ai que vao cortar 2 pernas a sangue frio,ai,ai,ui....calma, calma,é apenas uma perna e uma mão as prestações, com direito a um Clonix e uma caixa de aspirinas. Vá,quem é o maior, quem é?
Raios os partam!!!


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O governo italiano aprovou um corte de 3,5 mil milhões de euros nos impostos sobre o trabalho para o próximo ano. - Diário Económico

 

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Não é esta a promiscuidade a que estamos habituados. Falamos de conúbios financeiros há anos, de políticos na banca e de banqueiros na política, nos créditos de uns para as obras de outros, nos financiamentos opacos, leis de favor, benefícios fiscais, dinheiro dos contribuintes, somos catedráticos nessa inconsequente disciplina. 
Mas isto dos "swaps" tóxicos é outra selva. 
Não é negociata de paróquia, é prática implacável dos maiores bancos de investimento do mundo. É ao lado negro de um planeta fascinante e sinistro de delícias e sevícias onde se compra e vende tudo, e onde os parvos são palha para estofar sofás.
O relato é feito amiúde por "arrependidos" que largam o vício do dinheiro. Sim, do dinheiro: a banca de investimento paga os salários mais altos do mundo empresarial. Os salários não, os prémios. 
Prémios que dependem de desempenho. 
Desempenho que depende de angariar lucro. 
Lucro que depende muitas vezes de transaccionar risco para os clientes. 
O português João Ermida deixou de ganhar milhões por ano no Santader porque já não suportava olhar-se ao espelho e publicou um livro expiando os seus pecados. 
O americano Greg Smith escreveu uma carta memorável, "Porque estou a sair da Goldman Sachs", retrato cru de uma organização disposta a sacrificar os interesses de clientes no vórtice da obcecação pelo seu próprio lucro.
Um pequeno relato pessoal: em 2009 infiltrei-me alguns dias em vários bancos de investimento na City, disfarçado de financeiro de empresa cotada em reuniões com investidores, naturalmente vedadas a jornalistas. 
Foi como acompanhar um "road show", nunca pude escrever sobre essas reuniões nem o farei agora. Mas posso, porque já passou suficiente, relatar o paradoxo a que assisti dentro e fora desses bancos. 
Tinha passado um ano desde a falência do Lehman Brothers e de terem sido juradas guerras infernais às actividades não reguladas da banca, a pressão política sobre quem havia intoxicado o mundo de prejuízos do mercado imobiliário americano (o "subprime") era intensa, as opiniões públicas queriam condenados, os reguladores prometiam guerra, as manchetes dos jornais ingleses desses dias eram invariavelmente com escândalos de bónus de banqueiros. 
Pois bem, nesses bancos eu entrei numa espécie de Atlântida encapsulada do ambiente depressivo (e repressivo) das ruas. Lá dentro só se falava de bónus. 
O ano aproximava-se do fim e as bocas desenhavam risos em todas as caras, que se viravam das janelas desprezando as manifestações lá fora. 
Semanas depois soube-se: depois da hecatombe de 2008, a banca de investimento teve o melhor ano de sempre em 2009. 
Em grande parte porque os Governos, desesperados com os riscos de depressão económica causada pelo sistema financeiro no "subprime", carregaram no investimento público, aumentando as suas dívidas públicas, com financiamento e assessoria... dos bancos de investimento.
Nesses dias, em Londres, perdi as ilusões sobre a possibilidade de moralização ou captura regulatória da actividade financeira. 
Não estamos a falar de toda a banca, nem sequer de toda a banca de investimento, mas de departamentos que nela se mantêm ante a impotência da supervisão. 
Estamos a falar de produtos estruturados, de "swaps", ABS, CDS, ETF, MBS, "black pools", "proprietary trading", transacções de alta frequência, derivados sobre acções, taxas de juro, moedas, commodities, produtos negociados "ao balcão", sem passarem por plataformas reguladas.
Comprar um "swap" é uma decisão normal para proteger uma empresa do risco de taxa de juro.
Mas há "swaps" normais e exóticos - e as empresas públicas (e muitas PME) compraram risco insuportável a troco de ganhos imediatos. 
Sabendo ou não o que faziam (o que não é indiferente), foram triturados nos passadouros dos bancos de investimento.
A indústria financeira é alquímica, produz ricos sem produzir riqueza. 
Não fabrica pregos e não constrói pontes, financia e cria complexidades. 
O célebre livro "O Capitalismo é Amoral" foi escrito por eles. 
A banca de investimento fornece as soluções à medida, as boas e as diabólicas. 
Na indústria da aviação, por exemplo, a compra de "swaps" sobre o petróleo tornou-se às tantas mais importante para o negócio que a venda de bilhetes.
A pressão para os resultados é brutal e o prémio pode ser gigante. A ética não é uma variável. Come-se o que se mata. 
Mata-se colegas, concorrentes, clientes, empresas, Estados.
O serviço destes bancos na Grécia, e que foi proposto a Portugal, não foram produtos financeiros, foram produtos sobre como mentir. 
Mentir nas contas públicas, mascarar dívidas, esconder riscos, enganar os povos. 
E, no entanto, mesmo depois da vergonha desmascarada, os mesmos bancos são contratados pelos mesmos Estados (incluindo Portugal), que continuam sujeitos às mesmas agências de "rating". Eles são os mercados. 
E nós precisamos dos mercados porque somos dependentes da droga que eles vendem: crédito.
Os Pais Jorges são peões minúsculos no tropel deste processo. 
A sua entrada no Governo até podia ser boa pela razão que leva empresas de "software" a contratar "piratas": pelo que sabem. 
O senhor estatelou-se em mentiras e foi cuspido, num processo político e mediático que dispersa a nódoa, destruindo peões e a imagem dos partidos, mas desinteressado do essencial: 
a preservação das acções políticas de devedores compulsivos e financeira de credores ardilosos que gerou este escândalo e gerará o próximo. 
O regime transformou-se num esquema.


Pedro Santos Guerreiro - Jornal de Negócios

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Há quem diga que este Governo é uma espécie de imponderável aleatoriamente imprevisível devido a tanta incompetência, tanta inconsistência, tanta falta de solidez e união, tanta desarticulação e um colossal favorecimento "antipatriótico" em prol de "amigos" e "interessados".
Discordo.
Este Governo é o mais solidamente previsível desde o 25 de Abril!
Mente sempre, incumpre todas as promessas, decide sempre em prejuízo dos mais fracos, assustam sempre com o papão do segundo resgate e culpam sempre o tribunal constitucional, nunca ouvem a sensatez e estão absolutamente alienados da realidade!
Mais previsível é impossível!


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 No dia da criança, num Hospital Pediátrico de São Paulo.

 

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"Já alguém se lembrou de perguntar aos mais de 900 mil desempregados no país do que lhes valeu a Constituição até hoje?"Perguntou ontem o ainda primeiro-ministro de Portugal, eleito após derrubar um governo ao chumbar um plano sancionado pela sua actual musa inspiradora, Frau Merkel, prometendo ter tudo estudado e pensado, afirmando apenas pretender cortar gordura alheia sem tocar em empregos ou salários!


 


Pedro, por falar nesta tua frase, gostava de te deixar algumas questões:


Alguém se lembrou de perguntar a opinião de milhões de portugueses acerca da formação de centenas de especialistas não existentes para aeródromos ausentes, por conta dos amigos?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de eleitores o que achavam da carta de demissão de Victor Gaspar?

 

Alguém se lembrou de perguntar a milhões de eleitores o que pensavam da demissão irrevogavelmente gelatinosa de Paulo Portas?

 

Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses o que consideravam da trapalhada pestilenta dos esquemas SWAP dos amigos do Governo e de alguns governantes envolvidos?

 

Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses o que fariam com Maria Luis Albuquerque depois desta mentir descaradamente?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses se pretendiam pagar o resultado da imensa roubalheira do trupe laranja do BPN sem qualquer direito a uma transcrição amiga duma escuta ou relato de conversa suculenta entre politicos ainda no activo?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses se pretendiam salvar o BANIF disfarçando o frete aos teus amigos para o povo não se assustar com um possível BPN "parte 2"?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses qual a sua opinião sobre a privatização da TAP, da RTP, da EDP, dos CTT ou das Águas de Portugal?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses se queriam comprar tanques avariados ou submarinos com brinde e bónus?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de jovens ou seniores se queriam mesmo emigrar?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de jovens licenciados se se sentiam enganados pelo Estado que os estimulou a fazer formação e depois exterminou deliberadamente o mercado de trabalho que os deveria acolher?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de reformados que pagaram todas as obrigações fiscais durante a sua carreira contribuitiva se queriam ser "amputados" na prestação prometida pela Estado?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de pensionistas se ficavam ofendidos caso o Estado fosse mesmo uma "pessoa mentirosa" e "de má-fé"?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de cidadãos se ficavam chocados caso alterassem as regras para pedido de reforma antecipada e anunciassem isso depois de fecharem os balcões onde se poderiam dirigir para a solicitar?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de eleitores que votaram ao longo dos anos num tal de Partido Social Democrata se não achavam que essa designação era publicidade colossalmente enganosa?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de contribuintes se concordavam em tapar o colossal buraco das burlas e fraudes nas contas laranjas do Governo Regional da Madeira ?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de contribuintes se queriam sofrer um dos maiores aumentos de carga fiscal do planeta?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de utilizadores do SNS se o queriam extinguir ou reduzir a um sistema de fraca qualidade e mais caro para o utilizador que os serviços privados geridos pelos amigos do teu Governo?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses qual a sua opinião sobre o retalhamento do território nacional a régua e esquadro de acordo com uma carta de interesses de amigos, mecenas ou patronos do teu Governo?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses o que pensavam da venda do BPN em condições absurdamente lesivas para o Estado, a preço de saldo?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de residentes em territónio nacional se os tribunais das suas regiões ou localidades podiam encerrar sem alternativa próxima?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses se subscreviam ataques ou intimidações a juizes do Tribunal Constitucional?


Alguém se lembrou de perguntar a dezenas de milhares de professores e ao Mário Nogueira se concordam com o destino que lhes impuseste?


Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses se querem aguentar durante mais tempo a tua receita funesta de ruína para o presente e destruição para o futuro?!!?




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Perceber a crise política que vivemos é em primeiro lugar perceber Cavaco Silva.

 

O personagem da ”inventona” de Belém, do BPN e da Quinta da Coelha. O personagem do “para se ser mais honesto que eu é preciso nascer duas vezes” e do discurso de ódio e vingança da tomada de posse. O personagem que se esconde atrás de uma conta de facebook quando devia falar olhos nos olhos do país. O personagem do sorriso das vaquinhas e da “Nossa Senhora de Fátima”. O personagem que decide fazer comunicações ao país sobre o estatuto político-administrativo dos Açores (!) mas que mantêm um silêncio sepulcral perante a maior crise política vivida em Portugal desde há décadas. Finalmente, e talvez mais grave que tudo o resto, o personagem que aceitou a nomeação da nova ministra das finanças sem consultar o líder de um dos partidos que suporta o governo.

 

Perceber esta crise e como chegámos a ela é portanto perceber em primeiro lugar que temos um presidente da república refém da sua própria irresponsabilidade e pequenez de espírito, cuja única preocupação é com o que os livros de história dirão dele no futuro.

 

Desenganem-se pois aqueles que pensam que o desbloqueio desta crise passará por Belém.

 

 

 

também no Zona de Conforto

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«O ministro alemão das Finanças admitiu na noite de ontem que o resgate da Grécia foi conduzido segundo o método de tentativa e erro. Wolfgang Schäuble afirmou ainda que o resgate da Grécia apenas tem tido algum êxito "por acaso".»



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Hoje em dia qualquer um vai à TV debitar palpites,ser pseudo-especialista de tudo e comentadeiro de nada.
É moda.Mas tem efeitos colaterais graves...algumas pessoas com idade e formação académica/técnica para terem juízo começam a ser contagiados e a debitar disparates em barda,de forma convulsiva e compulsiva!
Ouvindo algumas alminhas ontem à noite, na TV pública, ficar-se-ia com a ideia de que existe uma conspiração inter-galactica homossexual para dominar a Terra!!!!
Devem ter visto "V - A Batalha Final" e dito...Lésbicas!
Viram o "Espaço 1999" e disseram...Transsexuais!
Se calhar assistiram ao "Galactica" e gritaram....Gays!
Aposto que viam o "Alf" e pensavam...Eis o primeiro Bear!
Esta tudo codificado e encriptado com tecnologia alienígena mas felizmente temos estes iluminados versão Dan Drown Pimba da Buraca para nos apontarem a verdade!!!!!!
Cruzes Credo...Já não há pachorra para este trauma ou fobia de algumas almas (pequeninas!) penadas!




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Com tanta coisa a correr bem em Portugal, para a pandilha do BPN e para os lobbys corporativos "clássicos", aos pseudo-traumatizados com o Estado que o querem diminuir apenas para ganhar as comissões e concessões, com tanto opinadeiro e comentarista encartado a fazer que sabe enquanto presta fretes ao dono e afaga o seu ego ou promove o seu futuro, com a queda colossal da credibilidade do regime, com o quase-fim da credibilidade da Presidência da República, com a miséria a alastrar e o aprofundar da desgraça do caminho errado desta "facção delirante de súbditos do germano-dependente-jamais-eleito-Vitor Gaspar", com o cheiro a pólvora no ar e a "golpe de Estado" no PSD, com o som das pedras de amolar nas facas longas do CDS.....resolvi reabrir esta chafarica. Bem vindos!

 

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Antes de entrar em funções Passos Coelho jurava a pés juntos pela mãezinha dele que a culpa da situação em que estávamos era dos dislates da governação socialista. O paraíso estava mesmo ali ao virar da esquina. Era só preciso mandar Sócrates borda fora. A cartilha da responsabilização dos erros socialistas foi sendo seguida por mais uns meses mas, de há uns tempos para cá, (nada a ver com os resultados desastrosos das políticas actuais, nada a ver), a comunicação do governo tem mudado. Ainda a semana passada tivemos Gaspar no parlamento a (quase) dizer que as dívidas não se pagam… vão-se pagando… Tem também sido muito frequente ver ministros falar da maior crise mundial desde a grande depressão. E de repente começámos também a ouvir falar da (má) arquitectura do euro e da inflexibilidade da senhora Merkel. Tudo das mesmas bocas que antes de 2011 nos prometeram a prosperidade se mandássemos Sócrates para Marte… Ora esta linha de argumentação foi hoje interrompida (segue dentro de momentos, parece-me) com a notícia de que Sócrates vai fazer comentário na RTP. O malandro está de volta. Já não há crise internacional. A culpa é dos Magalhães. Tirem o passaporte ao Sócrates. O desemprego não está nos 20%. Para o ano vamos crescer mais que a China!
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Eu acho cada vez mais piada ao Professor Marcelo.Não estuda nem prepara o que diz, apenas recebe as encomendas e despacha "o serviço" de acordo com as suas "tele-informações". Mau exemplo para os jovens alunos da FDL e futuros advogados. 


Por acaso a primeira Universidade de Verão realizada em Portugal, foi organizada pelo PS no final dos anos 90, pela ex deputada, professora e socióloga do ISCTE, Maria Carrilho. Foi depois retomada por António José Seguro em 2003. A ideia e o conceito pertencem ao PS, não à JSD.


O Professor Marcelo voltou a faltar à verdade, nos factos, na substância, no objecto e no sujeito. Nem sequer "acerta" no organizador, é o PS e não a JS! É demasiado mau para entretenimento em "prime time", mesmo que fora do "serviço público"...

 

É uma anedota que passe por informação séria misturada com opinião isenta aquilo que ele faz em palco. É apenas um "Malucos do Riso" com "alto patrocínio"!


É a "herança mediática" que temos, um ramalhete de "estrelas residentes", algumas por mérito próprio (como é o caso do distinto constitucionalista comentador ex lider do PSD e proto-pseudo-candidato a PR) , outras por força das "utilidades avençadas", com excesso de palco e holofote, que botam faladura sobre tudo e mais alguma coisa, que dizem tudo e o seu contrário, sem justificação aparente que não a do "entretenimento" e a "prestação de serviços". 


Vai de mal a pior, dou-lhe um CCC (*).     


* - na tabela da Standard & Poor’s significa notação financeira Extremamente Especulativa

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...ser a Helena Matos

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Apetece-me falar do chefe de Governo (eu não escrevi lider, portanto não estou a falar de Miguel Relvas nem de Paulo Portas, estou a falar de Pedro Passos Coelho).

Calhei a reler umas notas sobre o ultimo Conselho Europeu e reavivei a memória sobre a abordagem que o chefe de governo teve em relação a esta reunião.Foi absolutamente cristalino.Transparente mesmo.


Para relembrar, o draft das conclusões do Conselho eram conhecidas há três semanas e tinham forte incidência sobre um Plano para o Crescimento e a nova ideia da União Bancária (nova para o Conselho e a Comissão porque o Parlamento Europeu já a defende desde meados de 2010!). Ora de que é que se lembrou o tal chefe de governo que é amigo do lider do Governo que tira licenciaturas num ano?

Como já sabia o resultado do jogo, considerou que valia a pena fazer uma aposta no vencedor (antecipado) dessa reunião!

Numa atitude de "chico-espertismo" primária, passou para uma proposta de resolução da Assembleia da República aquilo que todos os Governo da UE27 já sabiam que estava em cima da mesa. Brilhante Melga!


Pedro Passos Coelho, que é ainda primeiro-ministro-amigo-do-Relvas de um país em grandes (crescentes) dificuldades económicas/orçamentais/sociais, acha que o que é o mínimo dos minimos como denominador comum num mini-minimo-consenso na Europa é mesmo aquilo de que Portugal precisa!

Nem vale a pena ensaiar uma pretensão, uma ideia, um contributo qualquer para a discussão, por muito marginal ou frugal que seja, porque parece que a Reitora Merkel não vai deixar o pupilo Coelho falar por muito que este levante o braço!

Pior que a sensação de que este Governo não tem ideias/plano/rumo, é a sensação de que nem sequer tentam!

 

Esta postura de inércia militante e passividade extrema, não apenas em relação à crise europeia, mas em relação a todos os problemas do país pode ser cómoda para alguns, mas não é certamente construtiva e augura um péssimo destino a este executivo!

 

Este mesmo chefe de governo (primeiro-ministro caso prefiram a designação) "assinou" um comunicado sobre a ruptura das negociações com o PS (sobre consenso europeu) que foi um exemplo perfeito daquilo que descrevi. Nesse comunicado é explicado que não esteve em causa a divergência sobre o que mais interessava a Portugal mas sim que aquilo o PS propunha não "estava no consenso europeu mais básico"! Como? Pode repetir (sem se rir) por favor?!?!

 

Se era apenas para aparecer à porta da "festa", sem eira nem beira, sem uma nano-ideia ou um micro-projecto, sem a mais elementar molécula de ambição, aguardando apenas pela migalha do consenso mais básico, o que raio foi fazer Passos Coelho a Bruxelas?

 


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Um graduou-se em medicina com apenas 16 anos. O outro tirou um curso de 3 anos em apenas 1. Os génios são assim...

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Já sentia falta de um ilustre académico português a mandar bitaites sobre Portugal do outro lado do Atlântico. Uns vieram recambiados e hoje são "ministros sem pasta" ou "pastas" a fingirem que são ministros. Outros continuam por lá.

Mas, seja por não terem responsabilidades, seja por interferências bizarras, dá a ideia que estas estrelas-cadentes nunca estão sintonizadas com a realidade.


Ontem, o Dinheiro Vivo deu, justamente, a capa a Vitor Gaspar e ao resultado da sua competência colossal. Mas o enviado especial da Columbia prefere zurzir no lider da oposição. Sem nenhuma razão, como passarei seguidamente a demonstrar.

 

Ricardo Reis deve ter visto uns breves segundo da RTP Internacional e numa postura (nada) muito pouco rigorosa faz de comentadeiro sem sequer ter lido os argumentos (ou escutado na integra). Se calhar recebeu apenas um sms!

Vamos ser sérios e rigorosos, aquilo que o PS e António José Seguro defenderam na quarta feira no Parlamento é claro, transparente e está escrito:


"A estabilização financeira e uma resposta urgente e eficaz para a crise das dívidas soberanas na zona do Euro passa, nomeadamente, pelo reforço da capacidade de intervenção do Banco Central Europeu, tendo em conta a sua ação recente e as novas exigências da União Económica e Monetária e de financiamento dos Estados-membros e da economia europeia. O BCE deve continuar a trabalhar para tornar mais equitativos os custos de financiamento de empresas e particulares independentemente da sua localização geográfica. Além disso, ao BCE deve ser atribuído um papel central na supervisão de instituições bancárias relevantes em todos os Estados-membros. Dada a sua urgência, a centralização da responsabilidade pela condução da supervisão de um conjunto de instituições bancárias (que deverá abranger mais de metade dos ativos bancários europeus e mais de metade dos ativos bancários de cada Estado-membro) deve ocorrer o mais brevemente possível."
"Definir mecanismos europeus de garantia e de intervenção na gestão da dívida soberana nacional, seja através do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ou do Mecanismo Europeu de Estabilização (MEE), seja com a criação de uma agência europeia de gestão de dívida, seja através de novos mecanismos, como os fundos de resgate de dívida, que permitam a mutualização condicionada e parcial de dívida, sem quebra das exigências de rigor na respetiva emissão."


Alguém explica onde é que se defendeu que o BCE financie directamente os Estados e o faça a 1%?

Não se consegue...é um exercício impossivel! Pelo menos deste lado do Atlântico!
Não foi dito, nem foi defendido,nada disso nem remotamente parecido pelo líder do PS. Nem aqui nem em parte alguma do planeta Terra, apenas, talvez, no cometa Reis!


O que foi dito no debate parlamentar de quarta-feira é que o custo de financiamento da dívida soberana era uma questão essencial. E, como nem todos os portugueses são Professores em Columbia, nem sabem o que é uma yield, um CDS ou operações de open-market, o que António José Seguro fez, e muito bem, foi ilustrar a questão.

A verdade é que o Orçamento Rectificativo diz que os encargos da dívida este ano devem ser de 7,33 mil milhões de euros (já agora, não equivale à despesa com a Saúde como o Primeiro Ministro disse no  debate, mas sim à despesa com Educação) e que se, por mera hipótese, as taxas de juros fossem iguais aquelas que o BCP ou o BPI beneficiam (por opção política, diga-se), então a despesa deste ano deveria rondar os 2 mil milhões, ou seja, uma diferença de 5.000 milhoes de euros.

Repare-se que António José Seguro nem sequer disse que esta hipótese era credível mas exemplificou que se existissem encargos de menos 2.000 milhões de euros, isso equivalia aos cortes dos subsídios de férias e de natal dos funcionários públicos e dos pensionistas e à suposta receita adicional do IVA à taxa máxima na restauração.

Será que Ricardo Reis, "tããããoooo" rigoroso, não quer explicar como é que as taxas de juro do BCE para o BCP e para o Deutch Bank são iguais?

Será pelo racional de risco?

O pior cego é o que não quer ver. Ou o que tem uma teoria nos manuais onde diz que os bancos devem ser apoiados e os Estados não, que os cidadãos contribuintes devem sacrificar-se, mesmo para salvar os bancos, mas os banqueiros não.

A teoria até podia ser boa (por acaso também não é, mas não vem agora ao caso!). A sua prática é que é totalmente desastrosa e absolutamente incompreensível para os cidadãos...contribuintes....eleitores!

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Tal como José Maria Aznar mentiu e enganou o povo espanhol de forma vil e torpe aquando dos atentados terroristas de 11 de Março de 2004, também Mariano Rajoy mentiu descarada e desenvergonhadamente acerca da fábula da "vitória" no "não-resgate" que ele "alegadamente decidiu e supostamente até pressionou".

O "triunfalismo" da direita espanhola sabe a azedo e cheira a podre. Infelizmente para o povo espanhol....

 

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“Eu quero chegar a casa, depois de ganhar as eleições, todos os dias e quero que a minha filha tenha orgulho daquilo que está a ser feito”, disse o porta-voz do PSD, acrescentando: “Eu no lugar do engenheiro Sócrates tinha vergonha, eu se fosse parente do engenheiro Sócrates escondia que era parente dele”.

 

Miguel Relvas, aqui há tempos, num exercício de asco político em que é perito...


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